renato ferraz souza

renato ferraz souza

n. 1958 BR BR

n. 1958-02-16, Delmiro Gouveia - Alagoas

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QUANDO AQUELE RIO MORREU

QUANDO AQUELE RIO MORREU

Renato Ferraz

 

Quando aquele rio secou,

enlutado eu chorei, 

senti uma grande dor.

Se minhas lágrimas bastassem 

para que suas águas não acabassem

eu choraria a vida inteira

se preciso fosse.

Eu vi a tristeza em sua face 

da última vez que me despedi.

Saudoso tive que parar de navegar

Tentei, mas nada pude fazer para evitar.

A vida de quem ao redor se criou,

que do rio o alimento sempre tirou,

sofre a sua ausência e lamenta.

Sobrevive da saudade que só aumenta.

Hoje sentimos a seca em nosso peito

de um rio sem vida sem ter mais jeito.

A terra seca arde e reclama da sua dor

sofreram seu revés a vida e o amor.

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Poemas

4

O DIA É UMA NOITE QUE ACORDOU

O DIA É UMA NOITE QUE ACORDOU

Renato Ferraz

 

O dia de hoje é a noite de ontem

que dormiu e acordou cedo.

Enquanto ela não desperta,

Nós também dormimos 

e às vezes sonhamos.

Dia e noite são metades 

que compõem o dia inteiro.

No decorrer das horas 

aparece a madrugada.

Ela chega silenciosa e 

Traz consigo o vento frio

que sopra e espalha nossos sonhos.

O propósito do dia é a sobrevivência

O trabalhador sai de casa cedo

para ajudar o mundo a girar.

A carga maior com os impostos mais pesados,

o pobre já sabe que é ele que pagará.

Já se acostumou. 

Quando amanhece, 

com esforço e trabalho começa tudo outra vez. 

Às vezes não dá para saber 

se a noite dorme ou apenas cochila.

De tão rápido que o tempo age.

Pode-se perguntar se dia e noite,

algum é mais importante que o outro.

A resposta, felizmente é não!

Mas o dia já foi, por algum tempo.

Do princípio até os dias atuais

tem sido assim, um novo dia amanhece

uma nova noite acontece o acompanha

e tão rapidamente logo o último do ano.

Liga-se o cronômetro e começará tudo

Outra vez.
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A ONDA

A ONDA

Renato Ferraz

 

A onda.

A onda anda.

Onde anda a onda?

A onda anda na praia!

Eu ando onde anda a onda,

é na areia da praia que ela anda.

Ela molha os meus pés e se manda.

De onde será, então, que vem a onda?

A onda vem de onde a lua manda.

A lua manda e o mar movimenta a onda.

A areia da praia engole parte da onda.

Tanta onda me lembrou os olhos de Fernanda!

Faz tempo que não a vejo, deu saudade de Nanda!

Oh, Nanda, cadê você, por onde anda? Vem ver a onda!

 

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MALQUISTA

MALQUISTA

Renato Ferraz

 

Sobre a morte, silêncio!

Ninguém gosta de falar.

Prefere-se que fique quieta.

Enquanto ela dorme, 

a vida tira proveito.

A morte é uma intrusa 

que persegue a vida,

desde que se nasce,

até um dia conseguir vencê-la.

Tenho dúvida se seria melhor

conhecê-la um pouco mais.

Quanto menos se pensar nela,

o presente será vivido melhor.

A morte e a vida, lado a lado,

uma é a sombra da outra e passará,

já a outra ficará.

Quando a morte sorrir,

A vida chorará.

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QUANDO AQUELE RIO MORREU

QUANDO AQUELE RIO MORREU

Renato Ferraz

 

Quando aquele rio secou,

enlutado eu chorei, 

senti uma grande dor.

Se minhas lágrimas bastassem 

para que suas águas não acabassem

eu choraria a vida inteira

se preciso fosse.

Eu vi a tristeza em sua face 

da última vez que me despedi.

Saudoso tive que parar de navegar

Tentei, mas nada pude fazer para evitar.

A vida de quem ao redor se criou,

que do rio o alimento sempre tirou,

sofre a sua ausência e lamenta.

Sobrevive da saudade que só aumenta.

Hoje sentimos a seca em nosso peito

de um rio sem vida sem ter mais jeito.

A terra seca arde e reclama da sua dor

sofreram seu revés a vida e o amor.

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