Escrevo influenciado pelo pouco de conhecimento que tenho de filosofia e psicologia, e também influenciado pelos meus sentimentos, ora otimistas, ora melancólicos, e pelo meu cotidiano, que pode ter muita coisa em comum com os sentimentos e cotidiano de outros.
Em cada rosto uma história Em cada história uma memória Memória de uma trajetória De cada dia que constrói a história
Histórias pessoais construídas dia a dia De dia e de noite histórias são construídas No amanhecer e no anoitecer Pessoas fazem acontecer
Cada olhar que passa e que pensa Cada ruga no rosto uma luta Lutando para sobreviver Até chegar o anoitecer
E no anoitecer poder adormecer E sonhar sonhos lindos Que alimentam o poder de crer Que a trajetória seguida levará para uma nova vida
Vidas, trajetórias, histórias e memórias Tudo isso que faz construir o que somos e construir o mundo Mundo vasto de gente, pessoas humanas sonhando e fazendo acontecer Porque temos o poder de crer que vale a pena viver.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Vale a pena viver!. Marília - SP - 2015
Todos os direitos reservados. Esta obra ou parte dela poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados desde que seja citada a fonte e sejam garantidos os direitos autorais.
Escrevo influenciado pelo pouco de conhecimento que tenho de filosofia e psicologia, e também influenciado pelos meus sentimentos, ora otimistas, ora melancólicos, e pelo meu cotidiano, que pode ter muita coisa em comum com os sentimentos e cotidiano de outros.
Sou Pedagogo de formação acadêmica mas não estou exercendo, trabalho como funcionário publico municipal (Escriturário), moro na cidade de Marília interior de São Paulo, Brasil.
Reluz real realidade! Quão vasta e esta infinidade! De homens, de gente, que sente! O que é a realidade?
Homem que busca o que sente. Será? Homem que não sente o que busca Não sente porque mente? Mente para si mesmo que o que busca é o que sente?
Mentira vasta que afasta o homem da semente Que fá-lo pensar não na sua mente e nem no que sente Que fá-lo pensar na mente de quem mente De quem sente que pode controlar sua mente
Mentira inocente, mentira eloquente Inocente porque sente ser a sua mente consistente Consistente? Mentira!
Essa mente não sabe o que sente Só pensa que sente e vende Não sente porque mente Para si e para a gente
Inocente que pensa ser crente Crente no prepotente, que mente o que vende E corrompe sua mente Na inocente e eloquente mente que esconde a serpente Que faz a gente se perder da semente Fruto da gente que não mente
Somente quem mente, perde sua mente Que sente sua mente indecente Porque crente na gente que mente Que essa é a mente decente
Crente! Gente! Sente! Pense! Na realidade urgente.
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396
Lugar que passa
29/11/2006
Lugar Lugar para morar Lugar para ficar Lugar que não existe
Lugar de morar Lugar de ficar Quem mora acha que fica Quem fica acha que mora Acha que fica para sempre em um só lugar Acha que ficar nesse lugar vai se eternizar
Não fica Não mora Não chora porque não tem lugar nem para morar nem para ficar Mora na vida Fica no mundo
No mundo que não tem lugar Nem para ficar, nem para parar Apenas para passar
Passa, mora e fica Fica para ver que nem lugar e nem morar vai te eternizar Passa e veja que o eternizar vai te completar Complete esse lugar, não para ficar, nem para morar Apenas para endereçar o lugar que passa Endereçar para te encontrar nesse lugar
Lugar que não fica, mas que você passa Passa para se encontrar e achar nesse lugar o mar O mar que te leva para o luar E de lá ver o mar que banha o mundo
O mundo que passa e não fica Fica apenas um tempo para te mostrar Que não é só esse lugar que vai te felicitar
Passa, more, fique Não fique num só lugar Vai para o mar e veja que pode se encontrar em outro lugar.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Lugar que passa. Marília - SP - 2006
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401
Luar do olhar
29/11/2006
Olhar que olha o mar Que molha o olhar Olhar para ver o luar Banhar as ondas do mar
Olhar para te amar E se emaranhar na luz do luar Olhar que mostra a alma Que fala da calma
O que tem esse olhar? Olhar que tem o prazer de te ver Que vê o que ninguém vê Olhar que pede a você que dê
Dê a esse olhar o mar Dê a esse olhar o luar E recebe desse olhar o mar do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Luar do olhar. Marilia -SP - 2006
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350
Livro e livre assim
27/02/2009
Livre, leve, livro! Livro leva ali! Ali leve longe!
Leveza que traz beleza Leva-me para ali Onde eu possa contemplar a natureza
Natureza humana, natureza em volta Me leva e me traz de volta Assim eu levo o que eu sou E trago o que de lá se mostrou.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Livro e livre assim. Marília -SP - 2009
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318
Labor do ardor, labor do amor
01/12/2006
Deito e penso Penso em não me levantar Para ter que entrar No labor do ardor
Quero laborar sem me esgotar Quero criar, quero gritar Gritar para dizer e estremecer Que o labor do ardor Me arde a alma e me corrói a calma
Prefiro deitar e pensar Pensar nas ondas do mar Que me levam a imaginar E num instante me calar
Me calo para sentir o calo O calo no meu coração Que também fere a minha mão E destrói minha emoção
Calo na mão, calo no coração Calo no peito, calo no jeito Me calo para sentir, calo o meu pensamento
Pensamento que não voa Pensamento que ressoa Ressoa a pessoa no som que doa
Dói na alma e tira a calma Dói no peito Dói no jeito Dói no pensamento
Pensamento que não sente Pensamento dormente Sinta o calo Cala-te para vê-lo
Cala o calo O calo do labor do ardor Que não faz nascer a flor Só faz nascer a dor
Cria a flor Cria o amor Destrua o labor do ardor E que assim nasça o labor do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006
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335
Inquietação
25/04/2016
O que há com meu coração? Essa constante inquietação Que mexe com minha emoção Eu vou buscando ter noção do que fez esse amor na minha vida
É uma mistura de vontade e medo Vontade de ver e estar junto E medo de perder esse amor
Amor que causa alegria Alegria de estar vivo Buscando aquilo que nos faz mais intensos E intentos de continuar lutando para que esse amor sobreviva.
Renato Sá Freire Nogueira.
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360
Chama Solidão
30/11/2006
Não sei se fico Não sei se vou Não sei durmo Não sei se saio
Se saio me distraio Se durmo me esqueço Se fico me atrapalho
Se vou eu me lembro Me lembro que deveria não sair Que deveria ter dormido Dormido para esquecer Mas se esqueço, não me lembro de me distrair
Quero distração Quero emoção Não quero me lembrar dos momentos de solidão
Saio, e na rua me lembro Me lembro da solidão da cama Cama que me chama Para esquecer de partir De partir para esquecer A chama da solidão.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Chama solidão. Marília - SP - 2006
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349
Caminho
25/11/2006
O que penso O que quero O que sonho Te proponho
Na procura do caminho Vou buscando o destino Onde encontrarei a felicidade? Felicidade que penso ser esse sonho
O sonho do que penso e do que quero Não sei se penso, não sei se quero Não sei o que penso, não sei o que quero Estou perdido no caminho
Vou buscando descobrir O meu sonho O meu pensamento Que foram se perdendo pelo caminho
Como achar pelo caminho? Se tantos foram os sonhos e os pensamentos perdidos nele Se tantos foram os sonhos e os pensamentos que acolhi nesse caminho Pensando ser os meus e deixando de lado os verdadeiramente meus. Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Caminho. Marília - SP - 2006
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412
Amor de Imensidão
30/11/2006
Sento para pensar Pensar em me entregar Me entregar e te amar Amar sem pensar em te largar
Sente, pense, se entregue, ame, não largue O amor que faz milagre Que cura a alma sedenta Que isenta a alma da solidão
Não! Não minta pro coração Sinta as batidas da emoção Corre para ver essa paixão Que passa na imensidão
Amor! Milagre! Cura a alma sedenta! Liberte-a da solidão Leve-a para seu coração Para sentir sua emoção E se agarrar nesse amor que envolve a imensidão.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Amor de imensidão. Marília - SP - 2006
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364
Alma Calma
25/11/2006
Sentindo, sentindo, sentindo Sento, penso. E como penso! No que fazer para entender minha alma Para interpretar esse espírito da fauna
Fauna que pensa, que pensa O que quer essa alma? Aonde vais? O que buscais? Alma, fauna, calma!
Caminha calma No bosque do mundo alma Falta. O que falta? Bate palma e vai na calma
Sente, pense, busque, grite! Sacia teu apetite! Vais em busca da alma grande Plante, regue, mede, cante!
Cede tua alma de fauna Para o bosque do coração Segue a alma, cede tua alma Para o bosque da imensidão.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Alma calma. Marília - SP - 2006
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