Rerismar Lucena

Rerismar Lucena

n. 1971 BR BR

Sonhei...Com árvore e jardim... (cajueiro)E flores, e deus! ***Todos os poemas são de minha autoria, escritos em algum momento de minha vida.

n. 1971-07-03, Uiraúna - PB

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Digressão de Maria

‘São Bernardo do Campo – SP, em 24 de maio de 2018.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais’
 
 
Maria anda bem vestida
Mal chegou desconfiada
- Vem de onde? Não disse nada
Foi-se embora, arguida.
 
Cabelos soltos, rosto ao vento
Sorriso fácil, inebriante
Olhar tímido, desconcertante...
Por onde andará seu pensamento.
 
Amiúde, intermitente paixão
- Pulsar de um coração ausente –
Sínodo do amor, inconstante.
 
Amores que passam, em vão
Estado constante de divagação...
- Devaneios torpes da mente!
 
                                 Rerismar Lucena


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Poemas

1

Morfose Temporal

São Bernardo do Campo, 25 Fev. 2021 às 10hs55.
Poema de: Rerismar Lucena
  
O sempre a devir,
De um sempre já passado.
O sempre começo presente
Em tempo abrupto abstrato.
 
Abre-se em estase o começo
O ávido passado do encontro
Transtorna a relação de tempo
O êxtase frustro do desencanto.
 
Em tempo outrora, o vivido
O não acontecer, o presente
Movimento infinito do tempo
Afastado do lugar e do momento.
----------------------------------------------------
A distância é o tempo imaginário.
A  ausência, o começo.
A presença, um encontro que ainda está por vir.

                          (Rerismar Lucena, 25 Fev. 2021).
Nota:
Inspirado no livro: “O livro por vir” de Maurice Blanchet.
“Essa distância imaginária (o tempo) em que a ausência (vazio que antecede o começo)
se realiza e ao termo da qual o acontecimento apenas começa a ocorrer, ponto em que se
realiza a verdade própria do encontro (a presença)” (2005, p.13, grifo meu).
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