Rerismar Lucena

Rerismar Lucena

n. 1971 BR BR

Sonhei...Com árvore e jardim... (cajueiro)E flores, e deus! ***Todos os poemas são de minha autoria, escritos em algum momento de minha vida.

n. 1971-07-03, Uiraúna - PB

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Digressão de Maria

‘São Bernardo do Campo – SP, em 24 de maio de 2018.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais’
 
 
Maria anda bem vestida
Mal chegou desconfiada
- Vem de onde? Não disse nada
Foi-se embora, arguida.
 
Cabelos soltos, rosto ao vento
Sorriso fácil, inebriante
Olhar tímido, desconcertante...
Por onde andará seu pensamento.
 
Amiúde, intermitente paixão
- Pulsar de um coração ausente –
Sínodo do amor, inconstante.
 
Amores que passam, em vão
Estado constante de divagação...
- Devaneios torpes da mente!
 
                                 Rerismar Lucena


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Poemas

2

O Substrato da utopia

São Bernardo do Campo, 12 jul. 2020 às 22hs40.
Poema de: Rerismar Lucena
 
Na base essencial, do ser que repousa
A utopia do normal do instante;
E que, todo o costume [ir]relevante
Torna-se acerba, e a moral obtusa.
 
Como domar o futuro Liquefeito
No suster da inflexão da vida:
Revirar árduas feridas? Ou,
Ressignificar normas e preceitos?
 
Se algo acontece, a partir de fatores
Da realidade positiva, de polos distintos
Na assumida batalha [...] dos instintos,
Nos confins da eclusa de tempos motores.
 
Ainda que, sofisticado seja a usura
Da esfera social que perdura
A singularidade gravitacional do sujeito.
 
Sendo que o altruísmo cultural que prospera,
Nada mais é que o desapontar de uma era
Da infalibilidade de tempos imperfeitos.
 
                                    (Rerismar Lucena, 12 jul. 2020)
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O Substrato da utopia (soneto)

São Bernardo do Campo, 12 jul. 2020 às 22hs40.
Poema de: Rerismar Lucena

Na base essencial, do ser que repousa
A utopia do normal, — do instante;
O substrato da matéria [ir]relevante
Torna-se acerba, e a moral obtusa.
 
Se algo acontece, a partir de fatores
De uma realidade positiva, agravante
Num relativismo social, constante
Dos confins da eclusa, de tempos motores.
 
Como domar o futuro Liquefeito
No suster da inflexão da vida
Revirando, árduas feridas?
 
Se o altruísmo cultural que prospera,
Nada mais é que, o desapontar de uma era
Da infalibilidade de tempos imperfeitos.      
 
                                                 Rerismar Lucena
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