Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

n. 1978 BR BR

Autor dedicado a escrever sentimentos em versos. Escrevo algumas coisas, e quando você lê, elas ganham vida.

n. 1978-08-14, Bahia/residente de São Paulo, SP.

Perfil
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SÓ VOCÊ

É justo um sentimento ser tão nobre e cobiçado pelos pobres de espírito?

É uma imensa riqueza a que possuímos dentre os mortais, pois amamos e somos amados;

O que sentimos um pelo outro é raro porque é vivo, real e verdadeiro;

Você é a bela que me faz feliz, o seu amor é obra- prima e secundária porque me faz amar também;

É uma festa poder comemorar está data, hoje deveria ser feriado;

Você é o meu doce lado bom da vida;

Por vezes sofro calado com as nossas diferenças;

Eu me sacrifico muito para longe de ti não ficar;

Reconheço que minha vida só tem sentido com você.

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Poemas

1121

Tente imaginar!

O tamanho do teu abraço sabe o quanto eu sinto verdade, confiança e determinação de explorar o teu amor,

o barulho gostoso das ondas do mar ao entardecer, o cheiro do mato as seis da manhã, ou porque não revelar a mesma sensação de prazer quando as nuvens são a melhor e mais bonita paisagem do alto da montanha,

será em vão se eu tentar te explicar ou da razão as sensações e emoções que são liberadas pelos tão concretos sentimentos vindos do coração.
28

Intransponível

Muitas lutas, vários tombos, quantas cicatrizes visíveis!
Quantos dias e noites de vazio, silêncio e lágrimas invisíveis?
⁠Depois de muito tempo me achando um simples retalho, consegui resistir e reagir a mudança que foi tão dramática e dolorosa.
É difícil sair de um problema, de uma crise, mas a rocha aqui não se quebra com água, fui lapidando as situações e hoje fiz de uma rocha um diamante.
Uma magia aconteceu, de um simples retalho nasceu uma armadura intransponível.
28

O que será?

⁠Primeiro as evidências, depois vieram as consequências,
no soprar dos ventos sussurros ouvi,
ao olhar para a lua e receber as respostas em silêncio senti as confirmações,
na madrugada vazia os sonhos foram atropelados,
cérebro uivando ferozmente, a dor ganhando vida loucamente,
O que será dos amanhãs com esse hoje tão turbulento?
22

Não por acaso...

Hoje conheço a paz não por acaso eu amadureci porque tempos atrás vive em guerras,
em algumas das lições aprendi que respeitar, sorrir e amar, significa acreditar em si próprio, representa também amar ao próximo.
19

Pegou fogo

⁠Neste domingo o que parecia um dia de pleno repouso do nada pegou fogo,
bebidas na mesa, roupas jogadas as pressas no chão, o frio sendo derretido pelo calor de dois corpos se contraindo,
logo, os sorrisos, a realização momentânea, mais algumas palavras trocadas, dois goles tomados e o reencontro dos olhares cheios de quero mais...
25

Surra merecida!

Já brinquei muito com os meus sentimentos,
já provoquei e procurei confusões com outros corações,
quantas vezes experimentei o gosto recheado de desejos de outras bocas apaixonadas e apenas me aventurei?
Hoje estou levando uma surra dos sentimentos que um dia deixei fluírem alegremente.
31

Perdidos

O som de um avião passou rasgando a noite enluarada,
meus pensamentos foram juntos tentando mais uma vez encontrar você...⁠
22

Quem é você?

⁠E se eu te disser que tudo na minha vida mudou depois da tua chegada,
vivo em passos flutuantes,
os sonhos se confrontam constantemente com a realidade,
Quem é você?
23

Não posso esperar...

Na minha partida temporária por motivos de trabalho você jurou me esperar, jurou me amar,

logo, o nosso amor continuou firme, vibrante, enraizado nas veias do coração,

me surpreendestes ao enviar uma foto no teu braço com a tatuagem indicando o dia do nosso primeiro encontro.

não posso esperar mais do que o meu coração possa te prometer oferecer no meu retorno,

Não posso! Não posso! Não posso!
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Capitães da areia

Desbravadores do mundo doce da adolescência,
sempre em bandos descobrindo o bom da vida,
logo cedo gritaria pelas ruas da cidade baiana rumo ao gostoso banho de rio pra lavar a alma,
no futebol a emoção, a alegria, as brigas, depois a resenha tomando tubaína resultado das vitórias,
caçar nas matas de chinelos havainas ou de sandálias de couro velhos costurados por pregos era um luxo, o importante era a vibração sentida pelos bravos caçadores de lagartos, macacos, mocos, jaguatiricas, etc.
Mata a dentro gritaria, tiros pro alto, bermudas rasgadas nos arames farpados, fazendeiros revoltados, na correria até os cachorros rebolavam desviando dos espinhos e das balas, as sacolas cheias de frutas, milhos, e queijos eram o prazer de mais uma aventura bem vivida pelos meninos travessos da terra abençoada na Bahia,
rio a dentro pescar, mergulhar mais de um minuto e pular do barco ou das copas das árvores era o desafio que enchia o peito de orgulho,
a noite no forró pé de serra a poeira cantava escondendo cada copo de cachaça virado pela molecada, entre uma dança e outra, um gole e umas boas risadas a noite sempre clareava para alguns da lábia mais afiada, corações saudáveis, amores curtos e sem fôlego,
sem tempo para morrer os capitães de areia faziam o milagre da bagaceira de transformar um dia de 24 horas em um dia de 48 horas bem curtido, bem desmantelado e com o privilégio de jamais poder ser esquecido.
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