Sobre qual verdade nos debruçaremos hoje? Sobre a que nos distancia da alma e não livra da agonia o nosso coração? Ou sobre a que nos cala diante de todos, sem revelar a nossa louca paixão? Não sei se luto para ser quem eu devo ser... Ou se luto para revelar o que eu quero, quem eu realmente sou. E então, como fugir da dor, se para ambos os lados haverá perdas irreparáveis? Como evitar que o peito se aperte, independente das escolhas? Coragem para decidir? Impulsividade para acabar? Sofrimento para mentir? Dúvida sobre qual verdade revelar? Saudade quando te vejo partir? Tristeza quando te vejo voltar? Drama quando penso sair? Felicidade quando sonho que dá? Paixão que insiste em resistir? Amor por quem devo evitar? Será que meu destino é esse mesmo? Fadado a enganar a saudade, enganar meu pensamento e esquecer você? Enganar, enganar? Dúvidas e mais dúvidas... Ao tempo em que esse querer comprimido me sufoca, me cala... Enquanto for dono de mim, provavelmente optarei pelo dever ser... Ainda que incontrolável o meu ser... Esperar pelo tempo, arteiro quando resolve apagar o passado... Desprender-me das horas, ocupar a mente e rezar... Porque apesar de saber o que fazer, quando penso em esquecer, lembro de você. Teimarei por seguir nessa linha, que me remete a uma longa estrada Torcendo para que meu ser resista, sobreviva Ofuscado, sem brilho, sem dono Consiga calar a minha voz Ao me esconder, saibas que não conseguirei por inteiro... Ainda posso controlar a boca por enquanto, mas meus olhos não resistirão! E lhe seguirão, brilharão quando você passar... e, conectados com o olfato, encantar-se-ão com o seu cheiro e sorrirão muitas vezes através das lágrimas... E então, seguiremos na dor, escondendo uma das verdades... Definidos pela verdade dos outros, aos olhos dos outros Torceremos para que, agora, o tempo não pare... Nos atropele e, mais do que nunca, nos tire da implacável solidão Esta, aos nossos olhos Que jamais seja mandante do desassossego Em nossos corações.
Nascido em Belém do Pará, é autor do blog conteatemil.blogspot.com.br, um espaço no qual expõe pequenos textos autorais através dos quais busca compartilhar as suas impressões do mundo no que diz respeito ao que emociona. A emoção enquanto conexão com os prazeres - ou desprazeres - da alma. Tornar isso público representa o desejo de contagiar, inspirar, emocionar.
E o meu coração, eis que se quebrou. Até pouco tempo pensava ser indestrutível... Mas nesse tempo, grande engano, você seguia ao meu lado... Meu coração a essa época era realmente forte, inabalável... Mas você se foi, e ele se quebrou... Se antes, as flores sorriam, a lua embalava nossas noites, a chuva estampava nossa dança... Hoje... Não há sol que ilumine meu juízo, nem brisa que refresque meu ar... Não existem olhos sem lágrimas... E o meu coração, neste dia que se quebrou.... Vamos voltar ao tempo que éramos apenas um... Vamos voltar ao momento do nosso primeiro beijo, da música que teimava em não acabar... Vamos voltar ao dia em que nos descobrimos mais... Vamos lá! Ah, meu coração... E o meu coração, eis que se quebrou. Estou sozinho... O céu não me basta, as estrelas não me servem... Seguirei sem você ao meu lado? Seguirei sem ouvi-la de novo? Por nosso coração Volte!
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Um amor absolutamente verdadeiro
O prazer é eterno, é meu, mas luto a partir de agora para que, também eterno, seja nosso. Este prazer que vem daqui, mas desejo que seja recíproco... Um prazer que tenho pelo simples fato de ter sido correspondido com um "olá"; palavrinha mágica que abre portas para um mundo invasivo.
Um mundo que ninguém além de você conhece. Não desejo invadi-la, nem tampouco intimidá-la. Aqui sempre estarei para respeitá-la. Quero descobrir o que este belo rosto esconde, reserva, revelará. Meu clamor! Que mundo de desconfianças é esse, a partir de um possível tropeço? Quais pedras se puseram para serem transpostas, meu amor?
Suficientemente capazes de assinalar turbação, ou não. A partir das quais nos permitem o direito de simplesmente não olhar, discordar, fugir.
Natural reserva após um trauma!
Aqui estou para tentar encher seu coração de felicidade, novamente... Tentativa que se contextualiza na vontade de acertar, de ir além dos nossos sonhos; Sonhos que estimulam a dinâmica de se chegar à realidade, sem ao menos eu fechar os olhos pra dormir. Você já se encontra no meu sonho, princesa! Há quanto tempo... Aqui estou para fazê-la voltar ao tempo em que acreditou. Tempo que não desconfiou, puro, leve como o ar que nós respiramos. Tempo que sequer esboçou o primeiro amor. Quero conduzi-la ao abrigo da dor, onde o sol raiou na sua mais profunda realeza. Dia em que a lua iluminou e animou todos os casais apaixonados...
Ah, lua danada! Simplesmente imprescindível para, agora, iluminar o nosso céu! Aqui estou pra lhe trazer a paz. Eis que sou aquele que tentará transformá-la, conduzi-la e sobretudo amá-la.
Antes mesmo de um gesto positivo após um começo que não aconteceu.
Porque o teu olhar já penetrou, enraizou, enfeitiçou, me despertou! Invadiu minha alma e faz meu coração acelerar ao ponto de, se parar, o ser por toda a eternidade.
Tenho que te levar ao mundo comigo. Temos que desvendar mistérios juntos. Ir além de corredeiras, abrir caminhos sem encurtar distâncias.
Precisamos de todo o tempo do mundo para jamais nos deixarmos. Precisamos descobrir a chave para congelar o tempo no profundo beijo. Para congelar o tempo no momento do abraço, do carinho, do ardor.
Descongelá-lo no momento da tristeza.
Eternizá-lo no milésimo segundo seguinte à descoberta por você da reciprocidade de nosso amor.
Absolutamente verdadeiro.
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Posso falar?
Oi Tudo bem? Posso falar? Queria gastar teu tempo Te encontrar E conversar Mas se não der Sem problemas, entendo Após tantos anos Percebi que tudo deveria ter sido dito Lá atrás Agora Já mais perto do fim Nem tem mais sentido A não ser que Se descubra um jeito real De estender por outra vida Os sentimentos corrompidos pelos amores carnais Gostaria de antecipar esse momento Pra ter a certeza de que meu esforço Quase um sacrifício da alma Ainda pudesse ter efeito A covardia até agora me dominou A coragem até então me abandonou Mas eu vou falar
Aprisionado em mim Assim meu coração seguiu Sufocado, amordaçado Lutou insensantemente para enganar até meu olhar E disfarçar, desviar Por que?
Eu não sei dizer Mas sinto o quão forte é amar você E jamais dizer Engasga, aperta Eu nunca consegui dizer
E então As palavras escritas passaram a ser o meu refúgio Um escape da solidão Uma vazão de todo o meu amor
Há mais dele aqui dentro do que a minha capacidade de usar as palavras para escancará-lo Há mais dele aqui dentro do que a capacidade de vazão de um vulcão que tenta explodir
Explodir Talvez essa seja a vontade Mas
Aprisionado em mim Assim meu coração seguiu Sufocado, amordaçado Lutou insensantemente para corromper até meu olhar E disfarçar, desviar
E tem vencido
Um amor verdadeiro É esse que quer explodir E então Na impossibilidade de o ser nesta vida Ao menos o será por aqui
Daquele que maltrata Não correspondido, leviano Sem reciprocidade, sem caminho Amigo da tristeza Primo da desolação De infinita grandeza Medíocre na execução
Me causa dor Me faz chorar
Que um dia Mesmo por telepatia Eu consiga falar.
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Já me bastas!
Precisava entender a mim mesmo para descobrir o que procurar e ser feliz... Mas não consegui! Porque por ti eu mudo, me adapto, reajo por impulso, me esqueço, tangencio, fico recluso Me confundo, me engano, me distraio para sorrir e poder te fazer sorrir E não ligo para o amor próprio... Não ligo para as teorias da reciprocidade, de conjunto, da soma... E saber que estás no mesmo mundo que eu, já me faz sorrir... E na mesma geração, diante da quantidade de anos da existência de toda a humanidade... Deus te fez nascer exatamente no mesmo tempo que eu... No meu tempo... Sorte a minha!! Por que não me animar? Anima saber o que lhe deixa feliz, lhe transmite paz... Anima poder ser parte desse processo, ainda que dentro de mim, que lhe faz mais... Talvez Relendo tudo isso até aqui Tenha compreendido a chave do meu dilema... Não há mais o que procurar... Encontrei você aqui, pertinho, absolutamente dentro de mim Já estás no meu coração Isso já me basta!
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Conte até mil
UM só coração dois para entrelaçar três vezes mais desejos quatro mãos para intercalar cinco sentidos estimulados seis outros tantos a praticar sete segundos de olhares trocados oito ao lhe ver entrar nove horas ao telefone na madrugada dez ideias loucas para executar vinte segurar no abraço escondido trinta sentimentos para revelar quarenta tantões de emoções cinquenta sonhos a realizar sessenta cafunés inesquecíveis setenta pôr fim para não pensar oitenta chances para fugir noventa para perceber que sou eu cem anos para concluir que não dá duzentos e outros para viver em mim trezentos segundos para descobrir quatrocentos momentos para disfarçar quinhentos quando me ver partir seiscentos quando me ver chegar setecentos sorrisos no prazer oitocentos beijos ao me ter novecentos anos pra amar mil vezes ao infinito, VOCÊ!
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Vamos? Então vambora...
Lambuse-se nas ideias renove suas esperanças enquanto sonhas acordada embriague-se nas suas andanças apaixone-se com um beijo delicie-se na poesia admire-se em frente ao espelho potencialize energia surpreenda-se com a música ignore as tormentas beba o vinho como angústia sei que podes, tu aguentas oriente o espinho é uma parte da sua rosa realize seus desejos transforme a tristeza em prosa cultive a liberdade viaje pelo tempo viva o dia inteiro distribua piedade durma quando não der semeie a concórdia retribua o carinho jamais dê um tiro no pé caso tropece levante aprenda rebatizando o presente chore quando tiver vontade tudo sempre dá certo adiante amanhã ainda é tarde ontem já passou hoje é teu dia entregue-se ao amor Vamos? Então vambora Mas tem que ser agora.
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Quando tudo passar...
E as flores que eu havia colhido em tão nobre jardim, murcharam. Os bombons derreteram. O vinho para o jantar secou. A música não está mais entre as sete melhores. Apequenou-se o coração. Pelas horas exaustivas acelerado, deveria ter saído pela boca. O sinto menor! Menor também é o sono e por isso as horas das noites se multiplicam. Quando menos faz mais! E a noite briga com o dia teimoso, que se esconde no eclipse sincronizado... E por falar em teimosia, a teimosa dor no peito irradiou para a cabeça e os sentidos influenciaram meus olhos... que influenciaram meu ser, e que atormentam minha alma. E a roda gira em falso. Lágrimas e saudade são cúmplices da nostalgia... E não esqueci do que ainda está lá. Muito pacas. E o que deveria ser um bem estar contrasta com todo um mal paradoxal. Traga um copo d'água por favor? Não pela água, nem, tampouco, pelo copo. Necessito da cura. Da rezadeira, do amoleto, de um trevo de quatro folhas, de uma escapada da realidade. Preciso de um estalar dos dedos no 'combo' do milagre. E ver tudo isso acabar, assim. Pá. Isso acaba, eu sei! Duro é resistir vivo e não me acabar antes.
207
Tanto querer
Quero ser teu prazer, teu recanto, teu refúgio, tua palavra de carinho, o abraço que pareça sua casa, singelo beijo; quero ser tua paz, teus ouvidos, teu cúmplice; quero ser o teu poeta; quem reconhece sua alma, quem sorri contigo, quem compartilha as tuas músicas, quem canta pra você dormir; quem te completa, te complementa, te escuta, te ouve; quero ser o romântico que lhe dá flores, enaltece sua beleza, lembra o quanto és amada, fala o que você precisa ouvir; quero ser, na simplicidade, na felicidade, o cara que dá alento, quem lhe dá um colo que pareça sua cama, o teu apaixonado; quero ser o cara de bem da tua vida.
299
E se...
E quando penso em te falar da saudade E quando penso na vontade de te ter novamente E quando penso no teu rosto que virava lindamente E quando penso no 'não' mesmo querendo, que inspirava loucamente
Eu lembro do amor que por ti me fez sonhar Eu lembro do teu cheiro que as noites me fez chorar Eu lembro do sorriso sem graça que tantas vezes me fez gostar Eu lembro que eu nem posso contigo mais falar
E quero tanto conseguir parar de pensar E quero tanto que algo em ti lhe faça voltar E quero tanto a qualquer hora poder te falar E quero tanto que o tempo volte pra que eu tente reconquistar
Que nesse momento de busca pelo melhor que há em ti Que o mundo conspire ao menos dessa vez por mim Que tu me encontres e descubras que há tempos tentaste fugir
Do amor que tu já deverias estar vivendo aqui
Escuta o teu coração!
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Deixa seguir, deixa ir...
E se os olhos não mais brilham como antigamente E se a vontade de estar junto ficou pelo caminho E se já percebeu que não é mais a melhor companhia E se a vida a dois já não parece ter a mesma harmonia E se a presença não mais preenche, sufoca E se já irrita dizer que está bem quando lá parecer preocupado E se o toque em teu corpo não acende, invade E se teus pensamentos vagueiam sozinhos por uma nova estrada E se preferes andar por aí sem ser de mãos dadas E se já te escondes pela rua até de madrugada E se já não atendes o chamado com o carinho desejado E se a saudade não aperta quando passa do tempo da chegada E se já suplicas que alguém encontre e dê amor que você não pode dar E se concordas quando dizem que é hora de deixar E se acordas a qualquer hora e não queres incomodar E se quando lhe diz que ama começas a chorar E se nas rotinas de prazer já não moras mais lá
Deixa seguir, deixa ir... Deixa ir, deixa seguir...
Quem há tempos já deveria ter perdido a vontade de ficar.