Ronne Grey

Ronne Grey

n. 1981 BR BR

n. 1981-01-23, Natal

Perfil
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Bicho da Noite

Bicho da Noite

Tem horas que só quero um cigarro,
tem horas que procuro amigos
para conversar perambulando
pelas noites.

Tem horas que não quero
nada, nem a morte nem a vida,
nem o corte nem a ferida.

Tem horas que me basta um café,
tem horas que não sei quem sou.

Tem horas que procuro o
silêncio, tem horas que fujo para os
gritos da insônia.

Ronne Grey
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Biografia
Existe a poesia bem comportada, feita com régua e compasso para agradar moçoilas românticas e senhorinhas bem intencionadas. Talvez seja a poesia dos salões, a poesia tecnocrata, enfurnada em regras, saraus igualmente bem comportados e auto-limitações. Mas, felizmente existe, existe a poesia que explode no peito como um sopro, que grita, regurgita, que esquece as normas de etiqueta e se faz ouvir na marra. É esta poesia e a que explode da garganta e da pena de Ronne Grey, jovem poeta potiguar-cosmopolita que já é conhecido do universo cultural papa-jerimum, tanto pelos seus versos como pela sua militância cultural. Autor dos livros: Morte Matada (2004), Vagabunda Poesia (2006), Verbo Solto (2008), os livros são produções independentes, Ronne Grey Nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte, Brasil, formado em Letras pela Universidade Potiguar.

Poemas

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Bicho da Noite

Bicho da Noite

Tem horas que só quero um cigarro,
tem horas que procuro amigos
para conversar perambulando
pelas noites.

Tem horas que não quero
nada, nem a morte nem a vida,
nem o corte nem a ferida.

Tem horas que me basta um café,
tem horas que não sei quem sou.

Tem horas que procuro o
silêncio, tem horas que fujo para os
gritos da insônia.

Ronne Grey
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Vagabunda Poesia

Vagabunda Poesia

Poesia do meu hospício,
Diploma no café da insônia,
Todos dormem, eu rabisco.

Implico, repito e reflito,
Loucura não é novidade,
Mas sim um poeta aflito,
Todos são cúmplices
Dessa maldade.


Gritaria intensa, dor imensa,
Desabafo que pensa, parecido
Melodia, mas que não passa de
Uma vagabunda poesia.


Prostituta sem palco e platéia,
Na boca de todos, mas que foi
Maquiada na cama, sem fama,
E na solidão.


Ronne Grey
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Libélula

Libélula

Sinto tua pele em meu peito.
Apago as luzes para aguçar
outros sentidos.


Cheirava-te, perdido...
no escuro encontrei teus
lábios nos meus.


Teus seios exalam vinho,
em teu fruto minha
Boca se perdeu...


Despida com minha flauta,
tua pele branca e desnuda
cantando pela floresta.



Ronne Grey



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23 de Janeiro

23 de Janeiro

Acordava cantando,
dormia com as janelas abertas,
à noite sua alma perambulava
pela floresta.



Noites fumegantes
onde sentava nos barcos
Preguiçosos do mangue.

O som do mar lhe seduzia,
semelhante um canto de flauta
Que embriaga os poetas.


Ele sempre dizia:
Ingratidão dormir,
Enquanto se faz
bela lua cheia.





Ronne Grey

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