Sandra Fonseca

Sandra Fonseca

n. 1961 BR BR

n. 1961-07-13, Belo Horizonte

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FENÔMENO

De onde é que vem

Que voz, que vento

Maresia, pensamento

Que mesmo é isso

Encanto

Mão de ferro na garganta

Brilho de cristal

Na escuridão.

Que pedra rara

Lâmina que roça o pulso

O pulo do gato

Língua de trapo.



Revolve o fundo

A s entranhas, a carne

O sopro no cabelo

Da memória distante

O dolorido desse instante

Um portento, um gigante

Avassalador encanto

Um verso arde

No canto do olho.





Sandra Fonseca






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Poemas

1

FENÔMENO

De onde é que vem

Que voz, que vento

Maresia, pensamento

Que mesmo é isso

Encanto

Mão de ferro na garganta

Brilho de cristal

Na escuridão.

Que pedra rara

Lâmina que roça o pulso

O pulo do gato

Língua de trapo.



Revolve o fundo

A s entranhas, a carne

O sopro no cabelo

Da memória distante

O dolorido desse instante

Um portento, um gigante

Avassalador encanto

Um verso arde

No canto do olho.





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