Sem eira, nem beira
Braseiro, Braseiro Forte
Vim de longe, vim do Norte
Muntado num Paú de arara
Aquim tentar a sorte
Braseiro, Braseiro Quente
Na cidade é tanta gente
Perdido numa imensidão
Hoje sou um sobrevivente
Sem ter nada pra cumer
Sem ter a onde ir
Sem eira nem beira
Nem um cobertor pra dormir
E depois da escuridão
Fui parar na construção
Muntado num Paú de arara
Vou voltar pro meu sertão
dez/ 20111