Sara M. Pimentel
Quem sou?Sou um pedaço de papel.Sou imaginação e criatividade. Sou o amor, romântica incurávelSou o lugar, onde as ideiasse transformam em felicidadeou, miseralvemente feias.Sou, as histórias, em forma de poemas,textos e contos e alguns eróticos.
n. 1970-08-22, Lisboa
Biografia
Sou um pedaço de papel.
Sou imaginação e criatividade.
Sou o amor, romântica incurável
Sou o lugar, onde as ideias
se transformam em felicidade
ou, miseralvemente feias.
Sou, as histórias, em forma de poemas,
textos e contos e alguns eróticos.
Sou, até onde a criatividade, me permite ir,
para acordar o amor nos mais apáticos.
Sou o entusiasmo das pessoas, que se envolvem
com as personagens, até a imaginação permitir,
com cada poema, conto ou texto.
Sou o prazer de escrever,
para vos dar vontade de ler.
Sejam, intensamente, felizes!
Poemas
36Confio
Vidas...
faz cozido, faz grelhado,
ama mais, ignora,
erra, melhora,
aproveita, chora,
fica na luz, vai pela sombra,
sorri, chora, fica na concha,
aproveita o dia, songa-monga,
sai dessa, és forte,
vais ser a tua morte...
Eu sou quem eu quero,
quem quero ser, basta
de conselhos, de meros
clichés, envoltos em acha
de ignorância, de zeros.
Olhem para vocês, cheios de certezas.
São iguais a mim, argumentações vagas.
Cresçam e apareçam, suas altezas,
e vão às vossas vidas, suas chagas!
Vem conhecer o amor
Recanto
Deliciosas palavras de amor
Se pudesses olhar o coração,
falarias em mim, doce paixão,
aos meus olhos, aguados de dor
deliciosas palavras de amor.
O amor, veio para ficar
Esta vontade irresistivel
de querer falar contigo!
um minuto, era preferível
do que este triste castigo
não posso, não devo
e isto eu subscrevo!
Agora,sou só memórias.
Adorei amar em demasia,
amei viver uma fantasia.
Como odeio o raio das insónias!
Faziamos, o dito tempo
desaparecer, lembras-te?
conversávamos, entretempo,
amavamos, contratempo
meu querido, lembras-te?
A vida, a realidade, veio
sem aviso, sem convite,
mas a alma ainda persiste
ainda resiste, com tal fervor!
As lágrimas caiem no meu peito,
são por ti, amor, minha dor.
Não há volta a dar,
minha paixão antiga,
O amor, veio para ficar.
A tua morte foi a minha morte
Vou abri-la. Tremo: de choro, de dor, de remorso, mas preciso tanto de a ver, anseio tanto por um último adeus. Não a vejo há anos - tantos que nem sei contar -, no entanto, foi mais que minha mãe: foi irmã, confidente, amiga, companheira. Vejo o caixão - dirijo-me para lá - flutuando no ar. Depressa!, preciso de a ver. Ali jaz, deitada, num caixão decorado a rendas e flores. Instala-se a realidade, Sim, és mesmo tu, partiste e deixaste-me sozinha sem que partilhasses comigo a tua dor enquanto morrias aos poucos. Porquê?
Repouso a minha mão na tua mão gelada; estás linda, tão linda, tão serena. Adeus mana, se quisermos acreditar nisso, vamos voltar a encontrar-nos. E fico e choro e tremo e dou-lhe a mão, não a quero largar. Doí, dilacera, arde, despedaça... não vás, por favor, já não. A vida sem o teu sorriso é uma decepção.
Amanhã será tarde demais
devagar, saboroso, devagarinho... tão delicioso.
Arrepia-me o toque, os olhos que percorrem a alma,
os lábios que percorrem o corpo.
Agora, beija-me, agora.
Molha-me todos os lábios, deixa-me louca, desejo o teu sabor.
Estás dentro de mim, de encaixe perfeito, o teu amor faz-me crescer, sentir, amadurecer. Amo-te tanto, sinto-te tanto....
Abraça-me, agora, diz-me que sou tua, e de mais ninguém, faz-me acordar, do pesadelo vivido, anos e anos.
Ama-me, agora, não esperas mais tempo, vem, agora, estou aqui, amo-te tanto e sinto-te tanto.
Ama o momento, estou aqui, para ti, de alma inteira, de corpo só teu, cheio de desejo.
Possui-me, agora, dar voz aos sinos, dar cheiro ao amor, colorir o amor de dourado. Ama-me, agora...
Amanhã será tarde demais.
Silhuetas de amor
não desistas de cantar-me
as canções do teu banjo.
Ainda aqui estou, desnudada
pelo teu calor, banhada
pelo teu suor de amar-me.
Sossega-me o ouvido,
canta-me histórias de embalar,
sobre a vida que falta viver,
o amor que vai acontecer,
ainda sou amor para te dar.
Acaricia-me com o beijo querido,
entrelaça os dedos nos meus cabelos,
escuta o meu suspiro sustido,
nos teus olhos iluminados
e como me aviva, vê-los.
Depois, enebria-me com o desejo,
continua a amar-me, dá-me vida,
ama-nos com cada palavra sentida,
Canta como te anseio e flamejo.
Faz-me silhuetas de amor à luz das velas
Faz-me cantar o amor sobre tinta nas telas.
Tens um dom
Em qualquer canto da nossa casa, da nossa vida, está o teu amor.
Quando acordo, o cheiro do café da manhã, cheira ao teu amor.
O aroma do nosso banho matinal, cheira ao teu corpo, que me seduz, com o perfume que te ofereci, no natal.
As almofadas compostas no sofá, antes de me sentar, exausta, têm as tuas impressões digitais de doçura.
A camisa passada à pressa, pelo meu atraso, tem o teu beijo de carinho no colarinho.
Os recados que deixas nas tuas ausências, têm corações escritos em cada palavra tua.
As chamadas que fazes, todos os dias, têm a sensualidade do que sentes por mim.
O nosso carro, tem sempre o depósito cheio de amor por mim.
O jantar, tem o aroma da nossa ternura e o sabor das nossas bocas.
O nosso adormecer, tem a leveza da tua paz, ao dizeres que que me amas. Até amanhã, meu amor, dorme bem, selado por um beijo de amor incondicional.
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