Sara M. Pimentel

Sara M. Pimentel

n. 1970 PT PT

Quem sou?Sou um pedaço de papel.Sou imaginação e criatividade. Sou o amor, romântica incurávelSou o lugar, onde as ideiasse transformam em felicidadeou, miseralvemente feias.Sou, as histórias, em forma de poemas,textos e contos e alguns eróticos.

n. 1970-08-22, Lisboa

Perfil
8 242 Visualizações

Escuridão

No meu gélido coração,
existe o maior escuro,
só bate na escuridão,
construiu um novo muro.
Já não mais contêm,
vida, alegrias, paixão,
sabe que não pode, não tem,
o entendimento da compaixão.
Não sabe viver de dia
sobrevive, bate de noite.
Esqueceu-se da magia,
aceita trémulo, onde me deite.
Amor? Sim, meu amor.
Que palavra estranha é essa?
Amo demasiado, sou a dor.
Amor, vem depressa,
cumprir a tua promessa.
Ler poema completo
Biografia
Quem sou?

Sou um pedaço de papel.
Sou imaginação e criatividade.
Sou o amor, romântica incurável
Sou o lugar, onde as ideias
se transformam em felicidade
ou, miseralvemente feias.
Sou, as histórias, em forma de poemas,
textos e contos e alguns eróticos.
Sou, até onde a criatividade, me permite ir,
para acordar o amor nos mais apáticos.
Sou o entusiasmo das pessoas, que se envolvem
com as personagens, até a imaginação permitir,
com cada poema, conto ou texto.
Sou o prazer de escrever,
para vos dar vontade de ler.

Sejam, intensamente, felizes!

Poemas

36

Confio

O sorriso fácil ignora a tristeza,
A felicidade, mais forte que tormento,
lentamente, vem, com tal beleza,
e trás alimento, um novo advento.
O amor volta, levemente, trovadores
que cantam o cheiro de mil flores e cores,
colibri do amor, tens néctar de mil sabores,
mostra-me o caminho, dos criadores.
Entrego-me à esperança, a leveza envolve-me,
abraça-me, nas suas ternas mãos, a serenidade
dos cheiros que nunca ousei cheirar, acaricia-me
e envolve-me com cheiros de felicidade.
O conhecimento alivia, a bondade comove-me.
os porquês esfumam-se, confio, descobri o segredo,
a natureza, sem dor nem rancor , ofereceu-me
o seu bem mais precioso, do alto do rochedo,
Deu-me paz, amor, e esperança e eu agradeço-lhe.
242

Vidas...

Faz assim, faz assado,
faz cozido, faz grelhado,
ama mais, ignora,
erra, melhora,
aproveita, chora,
fica na luz, vai pela sombra,
sorri, chora, fica na concha,
aproveita o dia, songa-monga,
sai dessa, és forte,
vais ser a tua morte...

CHEGA!!!
Eu sou quem eu quero,
quem quero ser, basta
de conselhos, de meros
clichés, envoltos em acha
de ignorância, de zeros.
Olhem para vocês, cheios de certezas.
São iguais a mim, argumentações vagas.
Cresçam e apareçam, suas altezas,
e vão às vossas vidas, suas chagas!
243

Vem conhecer o amor

Ama-me, entrega-te, sem medos,
confia em mim, sem questionares,
ainda me queres? vem, sem restrições,
deseja-me com ternura e sem segredos,
aceita-me, assim, sem me mudares,
deseja-me, com ardor, sem inibições .
Queres ser feliz? seremos felizes,
amantes, companheiros, amigos,
seremos atentos e eternos aprendizes,
do amor incondicional, como os antigos.
precisamos ser muitas pessoas,
para sermos almas boas.
O segredo está em ouvir o outro coração,
silenciar a mente, sentir o afluir do desejo,
o seu espírito dir-nos-à, qual a lição,
a ter atenção para esse dia, sobre o que vejo,
És a minha metade, a minha mente,
se não te oiço, empresta-me a tua dor,
não o que falas, mas o que sentes,
cobrir-te-ei com os desejos que for,
vindos do teu espírito, e finalmente,
ficarás completo, com o meu amor.
242

Recanto

Vem, amor, vem sentar-te comigo.
Neste verdejar de esperança, de vida.
Encontra comigo, o centro, o abrigo,
o sentido do amor, na espiga verde-milho,
neste campo de trigo, que nos convida,
a festejar a beleza de estar vivo.
Não tenhas pressa, vamos percebendo,
o que a natureza nos canta, com a melodia
da beleza, demorada, e com seu encantamento,
nos hipnotiza e desvenda, com amor, a harmonia
de luz, que nos sussurra, no nosso pensamento,
o centro, o meio, o equilíbrio da vida.
Oiçamos o coração, o nosso interior,
agora que a alma brilha, de paz e alegria,
a felicidade que nos une e por ela vive,
e nos faz ronronar como um motor.
Sente, em tua pele, a paz criada, como eu tive,
Ao viver pela lei do amor, do meu amor.
Ofereço-te, a minha paz que advém do amor.
Poisa-o no teu coração, e ouve-o como canta,
Cada momento meu, é teu, meu encanto,
Sossega, adormece, ouve a minha cor,
o meu amor, que se tornou, em arco-íris, e voa,
até ao infinito do momento, no nosso recanto.
228

Deliciosas palavras de amor

Se pudesses ouvir o olhar, amor
Se pudesses olhar o coração,
falarias em mim, doce paixão,
aos meus olhos, aguados de dor
deliciosas palavras de amor.
223

O amor, veio para ficar

Esta vontade irresistivel
de querer falar contigo!
um minuto, era preferível
do que este triste castigo

não posso, não devo
e isto eu subscrevo!
Agora,sou só memórias.
Adorei amar em demasia,
amei viver uma fantasia.
Como odeio o raio das insónias!

Faziamos, o dito tempo
desaparecer, lembras-te?
conversávamos, entretempo,
amavamos, contratempo
meu querido, lembras-te?

A vida, a realidade, veio
sem aviso, sem convite,
mas a alma ainda persiste
ainda resiste, com tal fervor!
As lágrimas caiem no meu peito,
são por ti, amor, minha dor.

Não há volta a dar,
minha paixão antiga,
O amor, veio para ficar.

215

A tua morte foi a minha morte

Anunciaram-me a sua morte no próprio dia, em cima da hora. Que decepção, não quiseram partilhar comigo a dor de a ver partir. Tenho tanto medo, mas desejo tanto vê-la uma última vez.
Vou abri-la. Tremo: de choro, de dor, de remorso, mas preciso tanto de a ver, anseio tanto por um último adeus. Não a vejo há anos - tantos que nem sei contar -, no entanto, foi mais que minha mãe: foi irmã, confidente, amiga, companheira. Vejo o caixão - dirijo-me para lá - flutuando no ar. Depressa!, preciso de a ver. Ali jaz, deitada, num caixão decorado a rendas e flores. Instala-se a realidade, Sim, és mesmo tu, partiste e deixaste-me sozinha sem que partilhasses comigo a tua dor enquanto morrias aos poucos. Porquê?
Repouso a minha mão na tua mão gelada; estás linda, tão linda, tão serena. Adeus mana, se quisermos acreditar nisso, vamos voltar a encontrar-nos. E fico e choro e tremo e dou-lhe a mão, não a quero largar. Doí, dilacera, arde, despedaça... não vás, por favor, já não. A vida sem o teu sorriso é uma decepção.
224

Amanhã será tarde demais

Algures, dentro de mim, o amor surge, de novo,
devagar, saboroso, devagarinho... tão delicioso.
Arrepia-me o toque, os olhos que percorrem a alma,
os lábios que percorrem o corpo.
Agora, beija-me, agora.
Molha-me todos os lábios, deixa-me louca, desejo o teu sabor.
Estás dentro de mim, de encaixe perfeito, o teu amor faz-me crescer, sentir, amadurecer. Amo-te tanto, sinto-te tanto....
Abraça-me, agora, diz-me que sou tua, e de mais ninguém, faz-me acordar, do pesadelo vivido, anos e anos.
Ama-me, agora, não esperas mais tempo, vem, agora, estou aqui, amo-te tanto e sinto-te tanto.
Ama o momento, estou aqui, para ti, de alma inteira, de corpo só teu, cheio de desejo.
Possui-me, agora, dar voz aos sinos, dar cheiro ao amor, colorir o amor de dourado. Ama-me, agora...
Amanhã será tarde demais.
254

Silhuetas de amor

Acredita em nós. meu anjo,
não desistas de cantar-me
as canções do teu banjo.
Ainda aqui estou, desnudada
pelo teu calor, banhada
pelo teu suor de amar-me.

Sossega-me o ouvido,
canta-me histórias de embalar,
sobre a vida que falta viver,
o amor que vai acontecer,
ainda sou amor para te dar.

Acaricia-me com o beijo querido,
entrelaça os dedos nos meus cabelos,
escuta o meu suspiro sustido,
nos teus olhos iluminados
e como me aviva, vê-los.

Depois, enebria-me com o desejo,
continua a amar-me, dá-me vida,
ama-nos com cada palavra sentida,
Canta como te anseio e flamejo.

Faz-me silhuetas de amor à luz das velas
Faz-me cantar o amor sobre tinta nas telas.
218

Tens um dom

Tens o dom, de me fazeres apaixonar por ti, todos os dias.
Em qualquer canto da nossa casa, da nossa vida, está o teu amor.
Quando acordo, o cheiro do café da manhã, cheira ao teu amor.
O aroma do nosso banho matinal, cheira ao teu corpo, que me seduz, com o perfume que te ofereci, no natal.
As almofadas compostas no sofá, antes de me sentar, exausta, têm as tuas impressões digitais de doçura.
A camisa passada à pressa, pelo meu atraso, tem o teu beijo de carinho no colarinho.
Os recados que deixas nas tuas ausências, têm corações escritos em cada palavra tua.
As chamadas que fazes, todos os dias, têm a sensualidade do que sentes por mim.
O nosso carro, tem sempre o depósito cheio de amor por mim.
O jantar, tem o aroma da nossa ternura e o sabor das nossas bocas.
O nosso adormecer, tem a leveza da tua paz, ao dizeres que que me amas. Até amanhã, meu amor, dorme bem, selado por um beijo de amor incondicional.
223

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.