Sara M. Pimentel

Sara M. Pimentel

n. 1970 PT PT

Quem sou?Sou um pedaço de papel.Sou imaginação e criatividade. Sou o amor, romântica incurávelSou o lugar, onde as ideiasse transformam em felicidadeou, miseralvemente feias.Sou, as histórias, em forma de poemas,textos e contos e alguns eróticos.

n. 1970-08-22, Lisboa

Perfil
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Ah, o amor, o amor...

Ah, o amor, o amor...
palavras que lestes
nas folhas dos mestres
com o coração em dor.

Eloquentemente, descreveram,
amorosos; como beber mel
ou dolorosos, exorcizaram;
é como saborear fel.

Não se descreve o amor
ama-se, idolatra-se,
adora-se, sente-se,
acaricia-se, sofre-se,
beija-se, é quente...
numa dor com sabor,
a mel, a chocolate,
coração cor escarlate.

Para mim, amor,
é pura felicidade ,é amar.
E deixar-se o amado voar
com asas de condor.

Voa, sê feliz, vive
lindo presente que tive
que me soubeste dar.
Sê livre para amar.
Ler poema completo
Biografia
Quem sou?

Sou um pedaço de papel.
Sou imaginação e criatividade.
Sou o amor, romântica incurável
Sou o lugar, onde as ideias
se transformam em felicidade
ou, miseralvemente feias.
Sou, as histórias, em forma de poemas,
textos e contos e alguns eróticos.
Sou, até onde a criatividade, me permite ir,
para acordar o amor nos mais apáticos.
Sou o entusiasmo das pessoas, que se envolvem
com as personagens, até a imaginação permitir,
com cada poema, conto ou texto.
Sou o prazer de escrever,
para vos dar vontade de ler.

Sejam, intensamente, felizes!

Poemas

36

Beijo

Há palavras que nos beijam
com ternura e doçura,
outras que nos deixam
sem texto, nem desejo.

Depois daquele beijo teu,
soube que todos os meus
beijos, teriam que ser teus,
ainda hoje perduram, por Deus.

Deixa-me perder no teu beijo,
aceso, voluptuoso, quente,
na tua melódica verdade
meio dita, roubada entre meio,
por imenso desejo, ardente
como o fogo, que trás vontade.

Deixa-me roubar um beijo teu,
anseio o teu gosto a salgado,
deseja, cada gota, de um beijo meu,
tornemos-nos, no mar amado.

Milhões deves ter, ao pensar em mim,
deixa-me devolve-los e enlouquecer,
por te pedi-los, com palavras de ti,
milhões te irei, apaixonada, devolver.

palavras, dizei ao meu amado,
como anseio o seu beijo puro,
de paixão, deitar-me-ei no prado,
e sonharei com um beijo futuro.
206

Abandonaste-me

Abandonaste-me...o amor abandonou-me, já não mora aqui, nem a saudade do teu abraço, forte e quente. Nada. Sobrou migalhas, pequenos pedaços despedaçados, que esvoaçam com o vento. Não sobrou nada. Nem ódio, nem revolta. Vazio.
Nem uma ínfima réstia de esperança.
Tenho-me para consolar. Tenho-me para recompor, os estilhaços por aí, espalhados, recolhê-los, cola-los e voltar a viver, porque, a vida não desiste de mim e eu não posso desiludi-la. Cá estou, inteira, de novo, com as rachas ainda à vista. Cá estou, inteira, à espera das surpresas que a vida me reserva.
Aqui me tens, vida, agarrei nos meus cacos, levantei-me e ainda respiro...e agora, provoca-me com novas aventuras.
222

Tu e uma só flor...

Tenho saudades da tua promessa de amor.
Mostra-me, outra vez, o teu beijo quente.
Ensina-me, mais uma vez, como se ama.
Não te distraias com as flores em esplendor.
Vem, com o desejo na tua boca ardente,
saudar-me, amar-me, deixar-me em chama.

Se quiseres, trás flores. Não, tu e uma só flor.....
230

Trocas de coração comigo?

Trocas de coração comigo?Trocas de coração comigo?
O meu está velho e massacrado.
O teu tem esperança, está cheio.
O meu, está vazio e cansado.

Trocas de coração comigo?
O teu conhece o verdadeiro amor,
sabe o segredo do amor incondicional.
O meu, está fechado e sem cor.

Trocas de coração comigo?
o teu é imenso, cheio de luz.
Ficas iluminado, pelo que dás.
O meu, é fraco, só me reluz.

O meu, quer conhecer o teu,
Vens e trazes o teu coração?
Ensinas a este insignificante eu,
como se ama, o que nos dão,
o mais puros dos amores, o teu?

217

Fazer Amor

Passo a passo,
abandonas o meu regaço
num doce abraço.
Passo a passo,
sais de dentro de mim,
deixas-me, por fim,
sem eira nem beira,
amachucada e inteira
pele com pele, pele sobre pele,
suor que desliza,
amor com malícia.

Passo a passo,
gemo, tremo,
arqueio, anseio,
ateio, incendeio,
estonteio, saboreio,
peço-te mais, e afins,
e dás, e gemes de prazer!
E deixas-me, para saber,
devagarinho, assim,
num último suspirar..
Sentiste? Isto é... amar!

205

Finalmente...em paz!

És uma memória desagradável
Agora, a tua memória, só servirá
para me lembrar, o maior cuidado
que irei ter, àquele que preservará
as partilhas da vida, ao mais amado,
as minhas histórias escondidas,
as minhas conquistas vividas.
Agora, a tua memória, só serve,
para reavivar a minha memória,
como são as pessoas, na realidade.
E saberei escolher, entre notórias
e formidáveis, pela sua qualidade.
Qualidades belas e doces,
carinhosas, amorosas,
altruístas, cúmplices,
vivem apaixonadas
pelo seu semelhante,
humildes, brilhantes
na ardente arte de amar,
sem medo de perdoar
e continuar a amar.
Agora, a tua memória, só serve,
para saber a quem me entregar,
àquele que dá a vida, e me elogia,
beijará, abençoará, para lá
de preconceitos e ideologias.
Quem respeita o meu tempo
intrinsecamente, e porém,
o torne dele, também.
que me dá a mão, a alma,
o seu amor incondicional,
alimento fundamental,
na saúde e na doença,
na alegria e na tristeza,
na prosperidade e na pobreza,
sem preconceitos nem crenças.
.
Mas, se voltar a acontecer,
se voltar a apaixonar
por alguém inabordável,
és a memória desagradável,
que irei sempre lembrar,
que consigo sobreviver,
e erguer-me-ei em galanteios
e voltarei a amar, sem receios.
Porque hoje sou mais forte!
Sou uma guerreira, inteira!
que tudo pode e tudo ama.
Porque vivo presenteia,
com amor que inflama.
Sim, o amor reconstrói,
e isso, já ninguém destrói.
Está imprimido na minha pele,
com honras de herói, o amor dele.
234

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