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Metanoia

Com versos simples e soltos postos no papel,
evacuando qualquer pensamento que seja.
conforme o adentrar da gélida madrugada admirável,
ínfimo olhar para a vastidão do Universo e a Lua que alveja.
lúgebre vento sul à adentrar pelas velhas janelas de madeira,
invadindo os quartos com a chegada da bela aurora.
alusão das boas lembranças resguardadas imperecivelmente...
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Poemas

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Metanoia

Com versos simples e soltos postos no papel,
evacuando qualquer pensamento que seja.
conforme o adentrar da gélida madrugada admirável,
ínfimo olhar para a vastidão do Universo e a Lua que alveja.
lúgebre vento sul à adentrar pelas velhas janelas de madeira,
invadindo os quartos com a chegada da bela aurora.
alusão das boas lembranças resguardadas imperecivelmente...
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Caliginoso


Eu posso fechar meus olhos,
Mas lá estarão os piores dos pesadelos que posso encontrar agora,
Sou eu,
Eu mesmo.

Fecho-os e não sei o que fazer,
Tudo desaparece e parece uma confusão cheia de linhas entrelaçadas.
Estou aqui,
Apenas eu e meu confuso pensamento que segue um caminho às cegas.

Tempo como um sentimento escasso,
Como se tudo podesse ser envolvido pela escuridão a qualquer momento.
Fria brisa misturada ao céu desbotado de azul,
Olhar adiante e se sentir em uma cena de filme melancólico.

Consternação da dúvida que aflinge a razão,
Perdido numa estrada que leva a vários caminhos.
Onde estou?
Estou aqui, sou eu.
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Libitina

Canção enraizada pela tristeza,
Com seus versos formando a melancolia presente na existência humana.
Triste canção...
Perca da capacidade de distinguir o amor do ódio.

Sangue bombeado juntamente ao som de um velho baixo de sinfonia,
Lento, pesado, desesperador.
Olhar turvo ao nada enquanto a mente se remete a própia vida,
Pensar e só escutar o réquiem criado para si como despedida.

Visão do homem cercada pelo breu que se estende por dia e noite,
Desesperança marcada pela própia natureza do corpo.
Névoa fina junto a cantoria dos bêbados entrelaçadas pelos gritos do suplício,
Absorção ignorante do que nos convêm como prazer.

Buracos no chão e fogo no céu,
Nada nos contêm se não aflinge nossos desejos do indivíduo,
Gravidade que suga-nos conjuntamente a hostilidade do homem pelo homem.
Lenta marcha fúnebre criada pelo choro e sofrimento.
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