olharomar

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uivos

Sinto que do outro lado do silêncio

outra alma perdida surgirá

e despertará de novo este corpo ausente

como se seu corpo fosse.

Trará nas veias o seu uivo de silêncio

e rasgará meu peito com rajadas de amor

invadindo minhas veias,

a sua alma alcançando a minha.

Mas o meu caminho não acaba aqui

o meu abismo não terá fim,

o desfiladeiro continuará a espera do meu regresso,

mas esta noite, sim esta noite

terei alguém ao pé de mim

uivando juntos á mesma lua,

quando o negro da noite de novo chegar

sfsousa/olharomar

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Poemas

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O vento não sopra


O vento não sopra, 
sente-se somente o seu respirar 
a alma toca fria o seu lado perdido 
tentando fugir em direcção às luzes da rua 
que brilham mais intensamente 
mostrando o caminho 
como a querendo guiar

Na rua cai inanimada a verdade, 
as arvores esvoaçam seus braços 
e reproduzem sua vontade na sombra.

Um homem e uma mulher discutem algures no centro da sala 
enquanto um cão desfaz seus latidos em pranto

A lua remete ao esconderijo a sua cor 
nesta noite o seu brilho a ninguém contagia, 
perde-se no caminho 
e não chega a bater à porta
 

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Só o silêncio responde

Nesta noite as luzes da rua brilham mais intensamente, 
focadas no vazio, 
virando sua cara para o céu 

Deixando que o escuro penetre nas calçadas
o silêncio esvazia as ruas 
e a cidade quase adormece 

Sinto próximo o sonho perdido de alguém 
que o não consegue prender ao seu corpo 

Vagueia como alma em busca doutra luz 
que ninguém vislumbra na noite. 

Procura nas entradas das casas, 
mas só o silêncio responde
 

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Comentários (2)

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joaoeuzebio

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

Marnielly

Que linda poesia,realmente me tocou