olharomar

olharomar

n. 0000-00-00

Perfil
87 403 Visualizações

uivos

Sinto que do outro lado do silêncio

outra alma perdida surgirá

e despertará de novo este corpo ausente

como se seu corpo fosse.

Trará nas veias o seu uivo de silêncio

e rasgará meu peito com rajadas de amor

invadindo minhas veias,

a sua alma alcançando a minha.

Mas o meu caminho não acaba aqui

o meu abismo não terá fim,

o desfiladeiro continuará a espera do meu regresso,

mas esta noite, sim esta noite

terei alguém ao pé de mim

uivando juntos á mesma lua,

quando o negro da noite de novo chegar

sfsousa/olharomar

Ler poema completo

Poemas

2

MEMORIAS...

MEMÓRIAS

Recordo alegremente
A viagem que fizemos
Num passado Domingo

Partimos alegres
Entre amigos
Desafiando vontades

Rumando caminhos adentro
Até à aldeia de Couce
Buscando memórias passadas
Lembranças boas, outras más

Recordações em espiral
Tropeçando em cada pedra
Ao caminho arrancada…
Uma lembrança surgindo
Outra lembrança recordada

Recordação
Dos momentos de paixão,
Loucuras á volta da fogueira,
Gestos descuidados
Em tom de catraios envergonhados

Falávamos de tudo
Das namoradas,
Do não ir à guerra
Dos nossos desgostos de amor
Repetidos e recomeçados
Das nossas ilusões de futuro
Algumas alcançadas
Outras inatingíveis … ilusões
De muitos verões

Em passagem por esses campos
Do outro lado do rio,
Nossos verdes anos florindo
Com amores despertados
Desencantados e desavindos

Acampamentos sem nada
Tendo a força dos nossos abraços
E o poder dos nossos sonhos

Assim vivemos nesse lado
Do verão quente
Da água límpida corrida
Atravessando agora poluída,
Levadas que a agua comportam,
Caminhos abertos
Pelas nossas recordações,
Que sempre voltam,

Civilização apressada
A Terra desbravada
Todo o encanto acabado
Desse mundo ausente
Nos nossos pensamentos
Permanecerá imaculado

De águas límpidas distantes
Nossos corpos mergulhando,
A noite aparecendo
Como se fosse chamada
Dando voltas na fogueira
A cada labareda surgida
Uma das vidas contada

E muitas chamas de vida
Se foram ao rio lavar
Trazendo labaredas ardentes
Puras, inesquecíveis
Desaparecendo no ar
Mas os sonhos de juventude
Permanecem vivos nesse lugar
187

SILÊNCIO

O SILÊNCIO

O silêncio é pesado
Não me deixa respirar
Fica em mim retido
Me falta meu ar

Aquela alegria que não está
Perdi sua luz e seu rasto
O silêncio continua
Negro e pesado
Um nó na garganta permanecendo

Quero gritar aos céus
Soltar este grito aprisionado
Libertar este medo
Que me sufoca e esmaga 

Estou aqui viajando perdido
Estou aqui penitenciando meus ais
Sem respirar
Aguardo teu lado
Mas a cabeça pesada não obedece
E eu corro
…Corro para despertar
191

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
joaoeuzebio

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

Marnielly

Que linda poesia,realmente me tocou