olharomar

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uivos

Sinto que do outro lado do silêncio

outra alma perdida surgirá

e despertará de novo este corpo ausente

como se seu corpo fosse.

Trará nas veias o seu uivo de silêncio

e rasgará meu peito com rajadas de amor

invadindo minhas veias,

a sua alma alcançando a minha.

Mas o meu caminho não acaba aqui

o meu abismo não terá fim,

o desfiladeiro continuará a espera do meu regresso,

mas esta noite, sim esta noite

terei alguém ao pé de mim

uivando juntos á mesma lua,

quando o negro da noite de novo chegar

sfsousa/olharomar

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Poemas

33

Volta amor...1

Volta amor, volta

Como se nunca tivesses partido

E abraça-me,

Beija-me

Leva-me a passear

Nesses teus cabelos tão desejados,

Dilui-me por esse teu corpo

Abundante e sem medos
193

MEDO DE AMAR


As nossas presenças se cruzam
Nos labirintos que acolhemos
Nas fugas que existem em nós

De nós mesmo escapamos
Nesses labirintos eternos da vida
Onde iremos até nos perder de novo

O sonho desperta essa espera
Que recua esse coração
Que não abre a porta e amor acorrenta

Me volto de novo para fora
E escrevo
Nesta varanda olhando a lua

Ao longe, brilhante
Cercada de nuvens cinzentas
Nesta noite negra

E revejo-me nesses olhos de lua
Que sempre procuro
Quando estou só

E nesse meu caminhar
Até seu colo
Não te encontro

Espero
Lágrimas de chuva
Que não caiem

Para inundar meu corpo
Recordando o teu
E cumprir seu destino

Me manchando de teus poemas
Em rota de lua cheia
Colidindo com o medo de amar
Que sempre nos acompanha
180

ESSE SONHO


ESSE SONHO
Esse sonho
que teima
e não parte

esse cheiro
que no ar comanda
nossos sentidos

essa brisa
que roça nossos corpos
e nos ilumina

é essa musica
que vive em ti
e profundamente me toca
225

NÃO HÁ MARÉS EM ESPERA

NÃO HÁ MARÉS EM ESPERA

não há amor nem marés em espera
nesse olhar que me atravessa

há só um desejo imenso
que ficou no limbo duma porta entreaberta
perdeu-se no toque do silêncio
enrolou-se no vento
e gritou

não há amor que não traga
um breve e suave desejo
estampado no olhar
dum sonho que não acabou
211

Vermelho ruivo


O vento frio surge do mar
beija com a força da noite as minhas faces
acorda desejos em mim adormecidos
é vento do norte
sopra quando menos se espera
e adormece em vermelho ruivo
todo o meu corpo

184

Tua foto na noite


Vi tua foto na noite,
morna como sopro de beira rio
em esperança de verão
tocada pela luzes das estrelas reflectidas nas águas

um breve flash na mão
o sorriso preso à luz do néon e da noite
um rasgo de amor voando nesse click
surpreende nossos olhos

é a vida ao sabor da vida
fugindo dos nossos corpos
serenamente se tornando em maresia
157

Hoje é dia de... Perdoa


Perdoa porque não me viste
Perdoa porque não chegas
Perdoa porque fugiste
Do colo em que te aconchegas

Perdoa este mundo louco
Perdoa tantos gritos
Perdoa gente sem medo
Perdoa condenados em degredo
Neste mundo de aflitos
170

teu olhar


Quero sentir teu olhar tocando minhas nuvens
loucura de amor,
remédio sem cura
metade de mim é beijo,
a outra metade ternura
137

MEMORIAS...

MEMÓRIAS

Recordo alegremente
A viagem que fizemos
Num passado Domingo

Partimos alegres
Entre amigos
Desafiando vontades

Rumando caminhos adentro
Até à aldeia de Couce
Buscando memórias passadas
Lembranças boas, outras más

Recordações em espiral
Tropeçando em cada pedra
Ao caminho arrancada…
Uma lembrança surgindo
Outra lembrança recordada

Recordação
Dos momentos de paixão,
Loucuras á volta da fogueira,
Gestos descuidados
Em tom de catraios envergonhados

Falávamos de tudo
Das namoradas,
Do não ir à guerra
Dos nossos desgostos de amor
Repetidos e recomeçados
Das nossas ilusões de futuro
Algumas alcançadas
Outras inatingíveis … ilusões
De muitos verões

Em passagem por esses campos
Do outro lado do rio,
Nossos verdes anos florindo
Com amores despertados
Desencantados e desavindos

Acampamentos sem nada
Tendo a força dos nossos abraços
E o poder dos nossos sonhos

Assim vivemos nesse lado
Do verão quente
Da água límpida corrida
Atravessando agora poluída,
Levadas que a agua comportam,
Caminhos abertos
Pelas nossas recordações,
Que sempre voltam,

Civilização apressada
A Terra desbravada
Todo o encanto acabado
Desse mundo ausente
Nos nossos pensamentos
Permanecerá imaculado

De águas límpidas distantes
Nossos corpos mergulhando,
A noite aparecendo
Como se fosse chamada
Dando voltas na fogueira
A cada labareda surgida
Uma das vidas contada

E muitas chamas de vida
Se foram ao rio lavar
Trazendo labaredas ardentes
Puras, inesquecíveis
Desaparecendo no ar
Mas os sonhos de juventude
Permanecem vivos nesse lugar
187

SILÊNCIO

O SILÊNCIO

O silêncio é pesado
Não me deixa respirar
Fica em mim retido
Me falta meu ar

Aquela alegria que não está
Perdi sua luz e seu rasto
O silêncio continua
Negro e pesado
Um nó na garganta permanecendo

Quero gritar aos céus
Soltar este grito aprisionado
Libertar este medo
Que me sufoca e esmaga 

Estou aqui viajando perdido
Estou aqui penitenciando meus ais
Sem respirar
Aguardo teu lado
Mas a cabeça pesada não obedece
E eu corro
…Corro para despertar
191

Comentários (2)

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joaoeuzebio

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

Marnielly

Que linda poesia,realmente me tocou