Sérgio Rockenbach

Sérgio Rockenbach

n. 1986 BR BR

n. 1986-10-04, Brasília

Perfil
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Amélia

Dizem por aí que

Amélia que era mulher de verdade

Embasam suas convicções

Na total ausência de vaidade

 

Achava bonito a fome

O ápice do antagonismo

Me perdoe, senhores

É exagerado o romantismo

 

Mas devo considerar

A relativização dos valores

Difícil de compreender

Daqui dos bastidores

 

Oh, Amélia

Parece que foi querida

Na pior das hipóteses

Um legado, uma vida

 

Confesso que não a conheci

E não questiono sua bondade

São só histórias que ouço

De um excesso de simplicidade

 

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Poemas

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Amélia

Dizem por aí que

Amélia que era mulher de verdade

Embasam suas convicções

Na total ausência de vaidade

 

Achava bonito a fome

O ápice do antagonismo

Me perdoe, senhores

É exagerado o romantismo

 

Mas devo considerar

A relativização dos valores

Difícil de compreender

Daqui dos bastidores

 

Oh, Amélia

Parece que foi querida

Na pior das hipóteses

Um legado, uma vida

 

Confesso que não a conheci

E não questiono sua bondade

São só histórias que ouço

De um excesso de simplicidade

 

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Acontece

Corro pela avenida deserta

E já não sei o meu destino

Penso que seja aconchegante e feliz

Só quero chegar

 

A chuva que encharca meu calçado

A pedra escorregadia é perigosa

Ignoro os riscos da auto influência

E desejo ser ignorado

 

Sorrio algumas vezes

São flashes perdidos

 

Na valentia da minha solidão

Refletida nas poças de água

Atento-me ao choque das gotículas

Chuva com lágrimas

 

Se existe um sabor

Repudio sua fórmula

 

Minhas pernas cansaram

O sol se avizinha

Não preciso mais correr

Foi apenas uma mágoa climática 

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