Olá, eu sou o João Luamba, nascido em Luanda, Angola.
Sou conhecido por Séthe Santiego nome artístico, Séthe Santiego é um cantor, actor, modelo e poeta de origens africanas propriamente do norte de Angola e ilha de São Vicente, Cabo verde. Sou estudante e tenho 17 anos de idade.
Libertei a canção de silencio no vasto mar caminhei a tocar descalço sem o vento soprar Esbanjei o ritmo melancólico do que sou Hoje até posso chorar Porém, não deixar a solidão reinar Ontem eu sabia que a vida era solida demais, para não ficar firme nela. Gritar, gritar até acabar no esquecimento voar, voar até cair no sofrimento.
Autor: Séthe Santiego (João Luamba) Conjuntura: Mais do que menos Data: 14.09.2019 Título: Rodeios. Rodeios Já não há nada, apenas lágrima Já não há pureza, apenas tristeza Já não há amor, apenas ódio Já não há mar, apenas rio Todos somos incertos Todos somos silênciosos Todos somos esforçados Todos somos Heróicos Tomem a liberdade da gente Mas a gente é livre como o vento Enquanto haverá noivas, haverá viúvas Tudo um pouco mais de menor importância.
Libertei a canção de silencio no vasto mar caminhei a tocar descalço sem o vento soprar Esbanjei o ritmo melancólico do que sou Hoje até posso chorar Porém, não deixar a solidão reinar Ontem eu sabia que a vida era solida demais, para não ficar firme nela. Gritar, gritar até acabar no esquecimento voar, voar até cair no sofrimento.
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INCERTA IGUALDADE
Autor: Séthe Santiago (João Luamba) Conjuntura: Dar é receber. 09.03.2018 Incerta igualdade
Uns dão, eu não Uns têm, eu não Uns são, eu não Uns sentem, eu não Uns não choram, eu sim Uns não amam, eu sim Uns não lutam, eu sim Uns não gritam, eu sim É incerto dizer o que dar e receber É triste ouvir e calar Saber o que fazer e não fazer. Nadar e morrer no mar em que consiste confiar. Lembrar e depois esquecer. Tentar é desistir Porque eu sou e não és. Eu dou e não dás. Eu tenho e não tens. Diferente é o mundo da gente onde cada um dá o que pode ser. Igual não seremos, para sempre vivemos. E em breve morreremos. Uns hão de estar e eu não Uns hão de sofrer e eu não Uns hão de ver e eu não Uns hão de ser e eu fui. Passado, serei Presente sem futuro. Lembrado no final do túnel Onde a luz da nova geração, brilhará procurando a minha.
Eu sou vento e já fui humano Agora sou tempo sem contorno Não sou oceano sem sereais Mas sou sereias sem canto Quem me dera cantar com amor Quem me dera gritar com clamor Quem me dera sentir o calor Quem me dera amar com pudor Uns cantam, eu não Uns sentem, eu não Uns gritam, eu não Uns clamam, eu não
Hei de chorar com o futuro da gente Hei de remar num passado contente Hei de rumar num distino incerto Hei de nadar sem rio concreto.