INCERTA IGUALDADE
Autor: Séthe Santiago (João Luamba)
Conjuntura: Dar é receber.
09.03.2018
Incerta igualdade
Uns dão, eu não
Uns têm, eu não
Uns são, eu não
Uns sentem, eu não
Uns não choram, eu sim
Uns não amam, eu sim
Uns não lutam, eu sim
Uns não gritam, eu sim
É incerto dizer o que dar e receber
É triste ouvir e calar
Saber o que fazer e não fazer.
Nadar e morrer no mar em que consiste confiar.
Lembrar e depois esquecer.
Tentar é desistir
Porque eu sou e não és.
Eu dou e não dás.
Eu tenho e não tens.
Diferente é o mundo da gente onde cada um dá o que pode ser.
Igual não seremos, para sempre vivemos.
E em breve morreremos.
Uns hão de estar e eu não
Uns hão de sofrer e eu não
Uns hão de ver e eu não
Uns hão de ser e eu fui.
Passado, serei Presente sem futuro.
Lembrado no final do túnel
Onde a luz da nova geração, brilhará procurando a minha.
Eu sou vento e já fui humano
Agora sou tempo sem contorno
Não sou oceano sem sereais
Mas sou sereias sem canto
Quem me dera cantar com amor
Quem me dera gritar com clamor
Quem me dera sentir o calor
Quem me dera amar com pudor
Uns cantam, eu não
Uns sentem, eu não
Uns gritam, eu não
Uns clamam, eu não
Hei de chorar com o futuro da gente
Hei de remar num passado contente
Hei de rumar num distino incerto
Hei de nadar sem rio concreto.
Conjuntura: Dar é receber.
09.03.2018
Incerta igualdade
Uns dão, eu não
Uns têm, eu não
Uns são, eu não
Uns sentem, eu não
Uns não choram, eu sim
Uns não amam, eu sim
Uns não lutam, eu sim
Uns não gritam, eu sim
É incerto dizer o que dar e receber
É triste ouvir e calar
Saber o que fazer e não fazer.
Nadar e morrer no mar em que consiste confiar.
Lembrar e depois esquecer.
Tentar é desistir
Porque eu sou e não és.
Eu dou e não dás.
Eu tenho e não tens.
Diferente é o mundo da gente onde cada um dá o que pode ser.
Igual não seremos, para sempre vivemos.
E em breve morreremos.
Uns hão de estar e eu não
Uns hão de sofrer e eu não
Uns hão de ver e eu não
Uns hão de ser e eu fui.
Passado, serei Presente sem futuro.
Lembrado no final do túnel
Onde a luz da nova geração, brilhará procurando a minha.
Eu sou vento e já fui humano
Agora sou tempo sem contorno
Não sou oceano sem sereais
Mas sou sereias sem canto
Quem me dera cantar com amor
Quem me dera gritar com clamor
Quem me dera sentir o calor
Quem me dera amar com pudor
Uns cantam, eu não
Uns sentem, eu não
Uns gritam, eu não
Uns clamam, eu não
Hei de chorar com o futuro da gente
Hei de remar num passado contente
Hei de rumar num distino incerto
Hei de nadar sem rio concreto.
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