Quanto custa uma vida sincera Quanto custa ser você, qual o valor Preciso entender, como faço para chegar até você Te vejo e desejo apenas um abraço Aquele abraço que enlaça, que toca a alma Te sentir de verdade, descobrir você Uma vida modesta, será que presta Aquela vida onde o sorriso é solto Caminhar com pés descalços, mãos no bolso Uns trocados para sobreviver E quem sabe ter você... Na dúvida carrego um trevo de quatro folhas E mais alguns patuás Uma garrafa de ciroc E meu olhar atento
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Fica mais
Todo dia faço o mesmo pedido Fica mais, com um pouco de preguiça Te abraço, logo já estou em cima de você Te beijo demoradamente e bagunço seu cabelo Me encaixo em você e nos tornamos um Suados, lado a lado, mudos Sorriso tímido e mãos dadas Por alguns instantes os segundos param E desejamos que eles não acabem nunca Existe uma realidade lá fora Pessoas que caminham sem direção Olhares perdidos, sem emoção Dentro de mim estou em festa Sinto gratidão pelo que acabo de sentir Tenho pesar em ter que me levantar Não quero que esse momento acabe Fujo das horas, não quero me refazer
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Arnaldo
Disseram que você partiu Estou aqui nessa sala sem saber o que falar Minha voz presa, palavras secas me engasgam Tinha tanto para lhe falar, mas você partiu Sinto você vivo aqui dentro de mim Meus dedos percorrem esse teclado Buscam palavras para homenagia-lo Gostaria de lhe falar sobre a fotográfia que vi Perdida na parede de um botequim Era uma foto do Rio, Santo Cristo Mas disseram que você partiu Gostaria de lhe falar sobre o texto que escrevi Falar da chuva que caí, enquanto tirava notas e melodias Mas você partiu... Que sua viagem seja tão viva quanto suas palavras Que tenha tantas cores quanto sua fé Que tenha tanta alegria como seus dias Que siga com a mesma paz que trouxeste a nós Que o entusiasmo de sua alma permaneça entre nós Vá em paz amigo...
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Chá das três
Chá das três
Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser
Tornei-me inteira com você
Contornamo-nos feito um laço
O medo ficou atrás daquela porta
Renunciamos nosso passado
Deixamos nossos pés descalços
Vejo seu leve sorriso, sorrio
Sinto a leveza do seu lar, agora meu
Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos
Ganhamos infância, nossos dias incendeiam
Quando coloco à mesa mais bonito não há
Meu chá das quinze horas
Fico a esperar-te
Como a passagem de um livro
Fico presa neste capítulo
Não quero avançar
Quero reviver-te quantas vezes forem precisos
Reler-te até meu chá esfriar
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Na sua vida
Sinto a liberdade me tocar suavemente Enquanto caminho contra o vento que toca meu rosto Sinto aroma de amores e caminho sozinha Carrego a leveza que minha alma tanto precisa Precioso é o silêncio de estar em minha própria companhia E não contar meus passos, caminho sem saber aonde vou chegar Apenas carrego a certeza que minha alma tanto precisa Que vou alcançar você sem que me perceba Na sua distração estarei lá, em suas imediações também Estarei presente mapeada em suas linhas Explorando o céu da sua boca com minha língua Me perdendo nas calçadas do seu corpo Fazendo seu mundo mais louco Me perdendo em você até que possas perceber Que já não existe meu eu sem você Estou sem pressa, tenho veemência Carrego a certeza que minha alma precisa.
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Meu mundo
Aqui nessa visão privilegiada Sentada à mesa na calçada Posso observar cada rosto que passa Eu, mal vestida e despreocupada, Não me importo com o tempo que passa Estendo minhas pernas sobre a cadeira Quase uma preguiçadeira Sinto descer gelado o malte fermentado Minha indisciplina, minha regra Se meus dias estão alheios a minha vontade Sigo despreocupada, não posso fazer nada Minha alma segue leve, quase embriagada Meu olhar hoje tático Entrega o que tenho para compartilhar Meu silêncio, minha verdade Falei tudo que tive vontade Agora se foi de verdade A distância entre você e meu mundo Só quando vc pular o muro Vai saber... E.S.
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Despreocupada
Aqui nessa visão privilegiada Sentada à mesa na calçada Posso observar cada rosto que passa Eu, mal vestida e despreocupada, Não me importo com o tempo que passa Estendo minhas pernas sobre a cadeira Quase uma preguiçadeira Sinto descer gelado o malte fermentado Minha indisciplina, minha regra Se meus dias estão alheios a minha vontade Sigo despreocupada, não posso fazer nada Minha alma segue leve, quase embriagada Meu olhar quase tático Entrega o que tenho para compartilhar Meu silêncio, minha verdade Falei tudo que tive vontade Agora se foi de verdade A distância entre você e meu mundo Só quando vc pular o muro Vai saber...
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ATRÁS DA PORTA
GANHEI FORMA REDUNDANTE, COM O AGRAVANTE DE NÃO SER MAIS A MESMA DE ANTES PRECISEI ESBOÇAR SEUS ANSEIOS E MEDOS COMPREENDER O QUE TE FAZ VERDADEIRO PRECISEI PASSAR PELOS POROS INVADIR O DESCONHECIDO TOCAR A CADA CENTÍMETRO ENCOSTAR EM SUAS PAREDES OUVIR A MÚSICA QUE TOCAVA EM VOCÊ FECHEI MEUS OLHOS E TIVE MEDO ERA PROFUNDO, E MUDO SILENCIEI MEUS PENSAMENTOS PARA CHEGAR AOS SEUS ME ABRACEI AO QUE ESTAVA ALI PRESENTE SEM MUITAS INFORMAÇÕES OU PARAMETROS TENTEI SER FORTE E NÃO DESISTIR ME SENTI SOZINHA NESSA BUSCA MAS PRECISAVA PROSSEGUIR REFORMULEI MINHAS IDÉIAS MUDEI MEUS SAPATOS E O ÚNICO BARULHO QUE OUVI FOI DA SUA PORTA SE TRANCANDO ATRÁS DE MIM ESTOU AQUI PRESA, SENTADA A ESTÁ MESA LIMITADA A TE OBSERVAR TALVEZ CONSIGA IR AONDE ESTÁ SEU PENSAMENTO E POR UM ÚNICO MOMENTO ME ENCONTRAR COM VOCÊ.
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Deserto
O combinado era não esperar Sem expectativas, sem prenuncias Bastava caminhar sem se importar Logo, o dia findaria E o tal amor cessaria Por muitas vezes argumentamos Pontuamos aonde poderiamos chegar Mas perdi o controle e agora tu me culpastes Em meio a esse deserto Estava ali, parada aguardando a direção do vento Olhei muitas vezes ao redor Nada além do branco existia Me retratei, e tentei seguir em frente No presente tão ausente Não sentia meus pés ao pisar Eram passos e mais passos E não saia do mesmo lugar O combinado era não esperar Sem expectativas, semprenuncias Bastava caminhar sem se importar
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meninas
Gosto de jogar sinuca, buraco e suéca Gosto de cerveja gelada e assistir reprise de MMA Gosto de as vezes acordar cedo e trilhar p quebrar a rotina Gosto de tatuagem e acho foda quando vejo um braço fechado Gosto de ler Zíbia, Leminski e G1 Gosto de comida de boteco e nem me importo com o copo americano embaçado Gosto de havaianas e short largo Gosto de uma boa prosa, aquela mesma q não me leva a lugar algum Gosto de risos soltos, enquanto estou c as mãos no bolso Gosto de simplicidade, gente de verdade É tão facil me decifrar Não precisa me complicar Basta puxar a cadeira e relaxar