Silva

Silva

n. 1987 BR BR

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n. 1987-11-19, Nova Iguaçu

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Sorte

Sinto-me livre quando estou aqui
Digitando palavras perdidas em mim
Como se estivesse encontrando moedas pelo chão
Com sorte, preenchendo os segundos.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Quanto  sua boca é minha
Quanto  seu suor é meu
como vejo suas costas arrepiar
Quando desfaleces ao meu lado
fico aqui, catando as palavras em mim.
Como me ausentasse do presente
Deslizando nas memórias recentes
Relembrando como é te ver sorrir
Reproduzindo cada movimento.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Mas fico aqui me divertindo
Relembrando o quanto é diferente
Quem sabe sejas amor
Quem sabe sejas um exagero
Quem sabe sejas meu...




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Poemas

4

dialeto

cansada me permito sentar
mãos que já passaram pelo cabelo
estão sobre as pernas batendo ritmadas
decidi não mais pensar, apenas sorrir
não mais pensar pq a cabeça dói
dialetos atravessados
vindos do interior de nós mesmos
regiões confusas sobre variantes
me questionei por horas a fio
será que seria melhor a mudez
porque quando conversamos
vamos nos distanciando
e construimos cercas, depois muros, logo fortalezas
menos pontes
Ja me senti num único dia
fazer a atravessia da mesma fronteira umas três vezes
e volto ao mesmo lugar
aqui sentada batendo com as mãos ritmadas
desejando ser sufocada
pela língua sua


270

desculpas

Quero poder me desculpar
Não sei por onde começar
Dou passos desordenados
Sei saber aonde vou chegar
Peço silêncio para essa multidão que habita em mim
Preciso me concentrar
Cabeça dói, meus olhos estão quase cegos
Quanto mais eu me olho, menos eu enxergo
Procuro argumentos sinceros
Busco em mim a verdade
Não a encontro
Sinto-me estafada
Quase cansada
Ainda sim preciso me desculpar
Quero revelar minhas idéias
Te trazer boas novas
Ver seu sorriso pra eu me encantar
Não sei por onde começar
Caso você não queira me desculpar
Por minha falta de jeito em falar
Saiba que mesmo aqui perdida
Estou tentando me encontrar
Está sendo trabalhoso
Revirando tudo aqui dentro
Preciso dos argumentos
Talvez assim possas me desculpar...
347

Marias

Perdida nessa multidão que existe em mim
Existem Marias transitando neste corpo feito calçada
Desgarradas nem se esbarram
Mas fico aqui observando o que há
Parece que vou me afogar nesse mar de Marias
Aventuradas caminham a procura
Sequer sabem aonde querem chegar
Passos e risos desordenados
Quase corro procurando um abrigo
Quero observar de longe
Onde as Marias irão parar
125

Madrugada

Caís-tes quase desfalecido ao meu lado
Trocamos olhares e imediatamente fechamos nossos olhos
E respiramos... sorriso tímido surge
Peço silêncio nesse instante
Acabamos de tocar nossa música
Dançamos em nosso ritmo único
Trouxemos o encontro do dia com a noite
Quatro da manhã celular desperta
Eu nem sei se você existiu
Se criei um devaneio
Apenas sinto minhas pernas tremulas
E a alma leve...

E.S.
03/07/18
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Comentários (3)

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Dulciney Verediano
Dulciney Verediano

Maravilhoso

Silva

me adc no insta spina.eunice

silveira

Ótima poesia. Me reflete.