o sol
O sol, esmorece por entre pinhais,
Nas serras verdes, deste norte belo,
Como se deixando a ancora no cais
Fosse repousar em áureo castelo.
A primeira estrela, luz, no horizonte,
Abraça-me forte o manto de luar,
Em tons de prata, na água da fonte,
Espelha-se a lua, como sendo o mar.
Rompe a madrugada, em pezinhos lã,
Raiando de luz as encostas calmas,
Ritual solene em cada manhã,
Agrilhoa as trevas e aquece as almas.
Da magna terra, ao azul dos céus,
Desde o grilo às aves, em doce cantar,
Destilam louvores e graças a Deus,
Por todas a bênçãos do sol a brilhar
Quando a tarde, já de novo avança,
Os ecos de arrulhares, no arrebol,
São como suspiros suaves de criança
A sentir saudades do nascer do sol.