A morte
Como pode um homem, sem nunca ter amado
Sem ter tido a fortuna de alguém encontrar
Quando assim o destino fez, deixar escapar?
O que leva um homem, deixar escapar a sorte e escolher a morte
A morte do amor
A morte do sabor
A morte do verdadeiro amor.
Quem sou eu
Quem sou eu! Quem sou ele. Quem sou eu?
Mais um pueril “filho” do criador.
Mais um baixo e costumas pecador.
Mais um herege e verdadeiro difamador.
Difamador do amor! Sim, difamador do amor.
Difamador da verdade existencial.
Difamador da fé do mundo celestial.
Mas quem sou eu?
Eu sou o pecador costumas, lembra?
O pecador difamador e herege.
O enxurro no jardim mais lindo do nosso senhor e criador.
Um andarilho que perdeu o grande amor
Não se vá para longe. Não se vá para tão distante.
Distante de tudo que tenho e carrego aqui no peito.
Distante de tudo que a duras custas custei a aprender.
Aprender a perder. Aprender a sofrer.
Sofrer, que sofra calado.
Que sofra um sofrimento sangrado.
Que sofra um sofrimento lastimado e contrito.
Aarrependido e pesaroso.
Não se vá de mim, de nós. De nós três.
Sou um andarilho, um maltrapilho em meio a uma rua cheia de lindas cerejeiras.
Cerejeiras rosas que exalam o perfume do amor e da beleza.
Como EU, um andarilho sem eira e nem beira, com toda essa sujeira. Com toda essa soberba, poderá desfrutar do mais delicioso perfume dessa cerejeira.
Carrego em mim um desamor, um dessabo, pelo amor.
Um egoísmo vindouro não sei do que e nem sei de onde. Como pode!?
Como pode um andarilho que sempre andou sozinho em desamor, em dessabor, não entrever que a Cerejeira que também sem eira nem beira, era seu grande amor, seu grande sabor.
Ó, pobre maltrapilho, andarilho em jardins sem flores, sem o perfume das cerejeiras que sem eira nem beira não soube lidar com tanto amor.
Deixe-me ir
Camarada,
Sou o mais sujo desse bar
O mais sujo desse lugar
O que toma o ultimo gole, o ultimo trago.
Você em seu devaneio, pensa que sou certeiro.
Certeiro em minhas decisões
Em minhas afirmações.
Olhe pra mim, sou como esse copo sujo
Que você acabou de deixar com o resto da espuma
Da cerveja barata e da saideira que acabou de tomar.
Como dizia cartola:
“Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar”.