Perdida


Quando eu amo
eu me perco em meus desejos
de gritar ao mundo inteiro
que eu amo. . .
E eu te chamo
quero beijos
milhões deles, feitos mel e framboesa
fazer amor sobre uma mesa
na cozinha, na varanda, no colchão
ser caçador e ser a presa.
Quando eu amo
eu me entrego totalmente
meu amor tem a força da semente
que se abre
e germina
se regada cresce forte, verdadeira.
Encantadoramente genuína
como a água cristalina
que despenca da montanha
furiosa, envolvente
que assim como a semente
quando encontra com o rio
segue em frente
e vai desaguar no mar.
Em meus sonhos
pesadelos
tua tez
se desfazia
feito branca. . . feito cera
entrelaça, sorrateira
em meu corpo
se enroscava
procurando derradeira
esgotar. . .
todo o desejo
em sua ânsia de heresia.
É tão fria
noite escura
realidade. . .tão distante
como cavaleiro errante
não percebo a fantasia
teu perfume me inebria
em meus lábios. . .neste instante .
Tão sombria
noite escura
em teu manto de veludo
não é noite. . .não é dia
é somente
agonia
em sua ânsia tu fazias
e me lança. . . o teu sumo
em meus lábios
em meu rosto
o teu gosto. . . teu perfume.
Desnude minha alma
e não apenas meu corpo
transforme-me em realidade
não apenas em sonho.
Diz-me palavras em versos
Recheadas de amor e carinho
faça de mim seu anverso
lança-me em mar de emoção
feroz torvelinho.
Mata-me mais de uma vez
de prazer e de medo
faça da vida banal
doce languidez
indecifrável enredo.
Espere apenas um instante
uma vez extinta a chama
restarão apenas
doce palavras distantes
e um toque nas mãos
de alguém que se ama.
na constelação de grandes poetisas você brilha intensamente teus poemas são flores parabéns