stellarprince

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n. 1950 BR BR

Professor aposentado, poeta, escritor e consultor pedagógico.

n. 1950-02-24, Campo Belo, MG, Brasil

Perfil
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Se eu moresse amanhã

 
Se eu morresse amanhã
Não sentiria apenas deixar-te
Mas lamentaria as horas vãs
Sem teus carinhos e sem amar-te.

Se amanhã eu partisse
Minha alma se alegraria
ao ver que meu corpo descansaria
............................

(poema inacabado)
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Biografia
Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!

Poemas

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Se eu moresse amanhã

 
Se eu morresse amanhã
Não sentiria apenas deixar-te
Mas lamentaria as horas vãs
Sem teus carinhos e sem amar-te.

Se amanhã eu partisse
Minha alma se alegraria
ao ver que meu corpo descansaria
............................

(poema inacabado)
407

Dest' arte

Dest'arte
ou
Dessarte

Dest'
Arte
Estar
Lembrando
Desta maneira
Uma palavra em desuso!
É dessarte intrigante
Ao acordar e lembrar
Dest'arte assim!
Destarte



377

AMIGO


AMIGO

deve ser

APRECIADOR

ADMIRADOR

SIMPATIZANTE

CAMARADA!
525

FORTUITAMENTE


FORTUITAME

por 

ACIDENTE

ou

CASUIDADE


Nao ganhei fortuna.

por

DESTINO

ou

SORTE

SOBREVIVI.
331

ORIGEM


De uma estrela

distante vim

De muito longe

eu viajei.

E para lá

voltarei sim!
359

FORTUITAMENTE


FORTUITAME

por 

ACIDENTE

ou

CASUALIDADE


Nao ganhei fortuna.

por

DESTINO

ou

SORTE

SOBREVIVI.
417

SINGULARIDADE


                                SINGULARIDADE

                             
                              SINGULAR

                                          LAR

                                                 IDADE

                                         GULA

                                               ÁRIDA.
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NAVEGAR É PRECISO! VIVER ... IMPRESCINDIVEL!


Lanço-me neste imenso mar de intricadas malhas de redes,
aventuro-me por mares virtuais nunca dantes navegados.
No comando da minha nau encontro o mundo ao meu redor,
para quem enxerga o invisível, o fantástico e o imensurável.

Mas outrora as naus enfrentavam os perigos dos mares
o medo dos piratas e dos seres mitológicos e imaginários,
das tempestades e obstáculos diversos, do desconhecido,
da precariede dos instrumentos de navegação da época.

Apesar de todos os obstáculos os grandes homens se aventuraram ...
E sairam em busca de novas terras, de novas conquistas.
Muitos homens deixaram suas familias em busca da terra prometida,
alguns nem chegaram, outros venceram e encontraram esperanças.

Os tempos mudaram, mas as naus continuam a singrar os mares
Porém hoje elas percorrem mares muito mais profundos e perigosos.
Hoje navegar é preciso, mas não necessariamente sobre os oceanos
e sim por ondas invisíveis que circulam por fibras óticas sensíveis .

Navegar hoje é preciso para acompanhar o tempo que urge
cada vez mais numa velocidade nunca d´antes imaginada.
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Brinquedos d'infancia

Dos brinquedos de minh'infância
Eu me lembro dos balões coloridos
Que papai nas feiras matinais de domingo
Comprava e eu os segurava todo feliz.

Do carrinho de madeira colorido
Com um urso batendo um tambor
todo garboso,enquanto eu menino
todo feliz puxando aquela engenhoca.

O avião que planava de verdade
Feito com com produto natural
Por um tio que usou de criatidade
Utilizando um tronco de pita natural.

Um carrinho de madeira com direção
E rodas grandes de e freios de mão.
Que descia as serras de minha infância
Invejando aos demais que só espiavam!

O papagaio colorido, presente de papai
Foi o mais emocionante que levou ao céu
As cartas e bilhetes que mamãe ensinou
A escrever levando todos aqueles sonhos.

Dos meus brinquedos, os não industrializados
São os que mais me deixaram boas lembranças.
Do monjolo miniatura igual o da fazenda fazia
E meu carrinho de boi que cantava como o do vovô
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O MENINO E A JANGADA


Quando menino com tronco de bananeira
unidos por uma taquara fazia uma jangada
e com ela deslizava pelo córrego represado
que passava ao lado da sede da fazenda.

As águas límpidas vindas de uma nascente acima
uma parte d'agua fora desviada do caminho da cachoeira
que despejava suas águas no vale ao fundo do pomar.
um córrego de águas claras foi direcionado ao fundo da casa

Ao lado da cozinha e da entrada do pomar foi represado
para atender às necessidades da sede da fazenda para
alimentar o carneiro para abastecer a caixa d' água,
mover o moinho e o gerador de eletricidade lá no vale abaixo.

Como a água não não era tão abundante utilizada se comportas
para conforme necessidade utilizar a água represada aí depois
seguia seu curso saltando obstáculos e automaticamente servindo
ao tanque de lavagem da mandioca, ao monjolo trabalhador incansável!

Antes de juntar se novamente a sua metade lá na grota seguia
seu curso pelo abaixo do velho paiol saciando os animais
no mangueiro e seguia serpenteando entre a horta e plantações
assim a água cumpria sua função vital e esplendor no dia a dia.

Hoje o menino lá voltou e triste viu ... a água agora escorre timidamente ...
por entre o matagal que acabou com o pomar e avançou pelos arredores
resta ainda de pé a sede que ainda resiste ao tempo ...cercada de mato
outrora era só alegria e movimentação mantinha o estilo colonial da época.

Em lugar dos cafezais, das plantações de arroz e do curral
da movimentação do gado leiteiro, do velho carro de boi...
O que se vê são lotes de pastagens com gado confinado
com ar de tristeza espera a hora de ir para serem abatidos.

O João de barro já não tem mais a sua morada no velho ipê.
A porteira ao lado da frondosa árvore nem sinal deixou...
As portas e janelas corroídas pelo tempo ainda resiste ao tempo.
Até o morro da onça não se vê mais, um muro eucaliptais o esconde!

O menino da jangada que foi para a cidade grande, ia ser padre mas desistiu...
tornou se professor, casou...casou... e re-casou-se ...e para seus filhos
sua estória conta... mas sua jangada nunca mais singrou por aquele córrego,
mas muitas aventuras e estórias ainda contando para seus amigos.

Daquela casa e lugar, além de boas e muitas lembranças ainda guarda
em fotos e memórias ... e dos porões que ainda encarcera segredos
e fantasmas solitários ...sua chave recebeu do primo de recordação...
e do alicerce secular um tijolo trouxe de sua visita, pra se guardar de lembrança!

Príncipe Estelar
Fevereiro-2019 e.v.

Obs. Singrar = velejar, remar, escorregar sobre água.
Carneiro = máquina de elevar água .
Nota:
Quase três décadas depois o menino retorna à fazenda onde passou sua infância e parte da adolescência.
A fazenda foi vendida pelos herdeiros logo depois da morte dos avós materno.
O córrego represado se perdeu no matagal e onde havia o represamento e as comportas não existe mais nem vestígios.
O monjolo e seu barracão de madeira também foi abaixo assim como o paiol e o curral não deixou marcas.
Nada mais há a não ser o casarão fechado com as portas e janelas em deterioração as portas dos dois porões estão apenas encostadas e escoaradas. Uma das chaves, a que guardo hoje comigo foi esquecida por lá., ainda estava na fechadura.
Do pomar nada mais existe, três alqueires coberto por mato.
Algumas mangueiras ainda estão de pé além de alguns coqueiros pelo nos um secular.
Das muralhas de pedra construídas por escravos foram tombadas não existindo senão pedras sobre pedras. Assim como as valas que até década de 50 ainda existia como obstáculos para animais se foi no tempo e no meio ao matagal
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Comentários (1)

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Diones
Diones

Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...