teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

15

Jardim no mar

E de repente
lentamente...
os sons... as falas...
viraram sussurros

o calor quente dos corpos distantes em separados
se aproximaram
com o encanto das faíscas de um fogo novo

que ardia sem machucar
em pleno auto... amar

exalavam um cheiro doce
de insenso
por sobre as encostas e as ondas

gestos do amar que eram calmos e as eriçavam
como o gosto de frutas silvestres
colhidas ainda verdes
e aguçavam a língua

suave era a brisa que não dexistia
do sopro cálido da vida

entrecortados e inspirados
na suave maresia
expirados

sons que ouvidos, se abriam
como as velas e veias do coração

Num delírio inflado e brando
quase palpável
como estase em ascensão

deixei me levar, nas marolas
num vem e vai
do amar imenso

serenos sentidos
pequenos grunhidos ao luar
de dia feito para não terminar

som das estrelas abertos a canais
como
sereia a nos chamar...
Vem!

Meu corpo velejava
em busca dela
meu tudo, se rendia
a este sonho lúcido

Ella sereia, procuro...
e ela?
Me canta ao longe
como um farol palpitante
que me rodopia com ele

ouço a estrela guia
que farfalha nas águas mas...
não pia

eu, a mirava à deriva
entregue ao sons sinalizantes
com sua colcha brilhante
tecida de silenciosa luz

sem tramas ou medidas conhecidas
neste mundo científico e
ainda cru

O vento soprando absorto
despertava a florescência
do linho em alinho

Éramos até então
Um barco naufrago, no jardim do mar
Enamoradas em si mesmo
pelo proprio desejo e por puro prazer
de remar a sós

Não queríamos chegar
pois...
já estávamos!

Unas e alinhadas
como folhas num galho
disposto pelo simples gozo de estar ali... presente

sem braço de mar a separar
encostas, falésias ou laços
tudo era limites
de outra esfera

limites de sem terra
entre ellas
fora de proporção e adequação

úmidas a espera do surgimento em flor
do mimoso gerânio
gestado nos abraços da terra
ainda em semente

berço que espera
camada fofa que aterra
local sagrado
onde se dará a luz
ao amado rebento

botões atiçado
eriçados pelos ventos
calor de sol manso, de um belo dia
sem hora nem data
para reger os segundo

desperta da timidez, verde imatura
pétalas de um tom virgem... rosado

Matizes... miríades...
dançam
buscando tons e sons
como vida

deleite no clímax final
se dará
ruborizante

como bebida espumante
frizante na pele em arrepios

intensos desejos de entregar-se à vida
plenas de todas as cores vivificádas

Rosas
de um
vermelho encarnado

brotam nas faces sem maquiagem
sem máscaras
despidas de todo
pudor

nuas
entregues como oferenda

abertas à receber
numa taça de vida
o que jorra incontido

fazendo das cores amores
indescritíveis

Sê navegante pioneiro
sem desejos de rota ou roteiros
Sê marinheiro em pleno instante da Graça

Nem pense!
Nem julgues!

Apenas... NADA!
Conforme a maré

Isso é Viver no AMAR
359

Meio

no peito
um meio aperto

meio árido
meio vapor

meio vago
meio cheio
meio de dor

meio...
um poema
que não terminou
nem começou

meio acabado
meio começado

meio engraçado
meio tolo

no meio os termos
em meias palavras
um poema meio
sem mim

meio desconstrução
meio interrompido
com o autor meio
pego de surpreza

meio dela
meio meu

meio sem dono
meio sem nexo

meio
sem
ninguém

fazendo
meio
sexo






465

refletir sobre nada

pensar com demora
sobre a demora
que fica
agora
como
nada

vazio que reflete
um vago
sem tempo
que custa
passar

ver
e
paralizar

ouvir
o
silenciar

na boca
a lingua
morna

no corpo
o peso
do
ar

e tudo
se torna nada
contudo
fora do ar

404

Amar patético

O amor quando acontece
nos põe... Plenos de SI
e não Patéticos!!!
É uma desconstrução
do exato dolorido
que no amor não cola
AMAR sem rotular
O gesto sereno amado
libera frouxos equivocos
rotulados como amores
grudados como poster
nas paredes frias
Um colar Patético!
Não um gesto completo
pleno
nascido de seu próprio amor!
422

Guardo um segredo

Compreendi claramente

Carrego um segredo indizível comigo

Não porque é algo de que me envergonhe

Carrego comigo

Um segredo inato

Que preciso contar para o mundo

Mas me faltam palavras

Meu segredo é infalável...
Impensável...
apenas
sensível

E como isso é possível?

Me sinto incapaz de guardá-lo para sempre

Por isso tento observá-lo
escutar o que ele me
cochicha
ao pé do ouvido

E que ressoa
dentro do meu coração

Guardo um segredo no peito
e em todo corpo

Através dele
eu sinto que AMO

Mas quando digo que AMO

Sinto lá dentro na ALMA

O SEGREDO SORRINDO

Não é que ele zomba de mim

Ele ri é para mim

Como se agradecesse

Que eu o expressasse

O traduzisse para os outros

Quero contar um segredo

Mas ele nunca se expõe
só atiça

Quardo um segredo por dentro
Mas não é defeito de fabricação

Mais uma vez vou tentar te contar
não tenho medo do seu julgamento
nem que chames de louca

O segredo é simples de falar
Talves por isso
ninguém me... credita

Carrego DEUS

Já faz tempo

Meu corpo é um templo

Onde canto à capela

Ele é regente de toda a harmonia

E eu a letrista

Que dá voz

A luz
de
suas
ideias

Que
Ele

Abençoando

faz

OM

No coração

390

Sem noites

Sensação de estar maior

Mais leve...

Criei espaço

Desatei amarras

Soltei nós... apertados

Deixei ir

Recolhi os braços

Separei-me
de ti
depois de ficar
incontida

voei

Não sei definir ao certo

O que foi

O que ficou

Incompletamente bom

E Indefinido

como chances possíveis

Que sempre irão de vir
em constante
Dèjávu
fora de hora

Fora de prazo
e validade

Sem tempo

Sem pressa

Sem perguntas concebidas

Nem respostas vazias

Sinto-me gravida

Por tal ventura concebida

Com sua presença imensa

Que jorrou em mim... Nova vida

multiplicada

Semente boa florescente

Brotando em cores diversas

tão abundante riquesa

Neste céu azul

Que encobre os topos elevados

Indicando os sem limites

Recolho-me em prece

Calada

Sentindo o silencio

Na boca

Gesto novas imagens

Novas mensagens

Novos presságios

Novos estágios

Novas paradas

Novos encontros

Ao vivo

Nas casas

Na rua

Na curva

Que une

A lua

Ao sol da gente

No dia a dia

Que nunca termina

sem noite
certamente

388

composição

Tocar seu instrumento

Me convida a buscar

Sem tensão a melodia

Vinda de outras esferas

Ouvir os sons sem forma

Criar a letra...

Comungar em orações

Vestindo o corpo

véus nos olhos

Vendo com a alma nua
as nupcias

Com toda a sua nudez inocente

Compondo exponho-me
ao sair da fôrma
expando-me

Vejo
o que não capta
os sentidos revestidos
Sou
muito mais e além
independente das minhas
varias memórias
SOU

Não faz sentido o que digo
dependo do corpo
aqui nesta terra
Por isso SOU
Lá e cá

Falo e escrevo
por força do puro vício
de linguagem

Sinto calada

A mentira arquitetada
por saber
que não se sente
sem corpo
DEUS

Não sou humana
Meu corpo não é ateu

meu corpo é templo
pagão
iluminado
vagão
que me leva
pelos trilhos
abrindo todo caminho

Estar na terra

O que nos mantém aqui

É uma vaga... ideia

Iniciada em outras esferas eternas

Não tenho ideia
do fim

Apenas aspirei
o poder que cria
vida

E me ilumina o pensar...
em co-criar
uma bela melodia
que possa ser
ouvida
e
aliviar
toda dor


380

Sentidos

Prefiro ler seu livro
longe do publico

na minha cama
fazendo minhas
suas palavras

atenta busco saberes
que vão além
de toda a beleza
que este corpo de letras desterra

a cada palavra
formada
esculpida por sentidos
vivos
lapido em lascas
retiro as cascas

até encontrar
seu brilho faceiro
no olho

Seu corpo de ideias
penetram os meus sentidos
me convidando a vir a ser
com você
co-autora
de
uma historia de amor
sem motivo


impressões físicas
marcadas com asteristicos
característicos dos amantes
contemplativos

Molhar o dedo
tocar e mudar
sem pressa

sem falar
espero em estase
a próxima frase
vir a ser
concebida

sem marcas
nem vincos
sem vicios antigos
gerando algo original
virginal

apenas um farfalhar
se ouve no ar

ruído sem nexo
sem forma definitiva
em plena gestação

paginas passadas a limpo
provocam lagrimas ou risos
soluços...
suspiros...
eventuais

destilam gotas
de puro mel
na alquimia
visível...
Expressa à vácuo
como um gozo
sem hora
para acabar

poemas emergentes
com sentidos diversos
subjacentes
mesclam
nossas falas
destiladas

expondo-nos
a riscos calculados

como pode ser?
amar sem embebedar-se
como é amar
com moderação?

amar sem poder
amar sem ter
amar o ser
ao ser

desapegado...
nu

folhas em branco
amores não revelados
enchem o peito

me alimento
sorvendo
com sentimento
concentindo a troca
de emoção sem volta

Leio vendo
o meu deleite
expresso
em você

a
cada palavra
que escorre
brota um silencio
sagrado

orgasmos inacabados
indiziveis
verbalmente

388

Personal

Quero dizer tanto mais...

Usando as mesmas palavras...

Usadas e desgastadas

por tantos... Outros!

Na verdade...
Palavras não caberiam

ao dizer de mim
pois rumo... sem fim

Quero dizer o que sinto...

Em outras palavras
que encontro

Falo idioma comum
Em meio à outros tantos...
sem fim

Busco meu idioma
prá começar, em fim

Sinto que não disse nada!
ainda

Vou procurar aprender...

Vou fazer um curso...

Personal!

Com quem?

Acho que encontrei...

A mim!

359

Certezas


Não as quero mais

Talvez, apenas queira...

Talvez....
Vezes mais

Certezas!
que nunca sejam...

Capazes
de me tirarem a PAZ

Talvez algum dia eu mude
com certeza

Talvez...
para sempre mais

Com certeza
mudo
demais

438

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