teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

5

Nada e Ninguém

o caminho embora incerto
por certo é sempre trilhado
se a cada passo não sei
como não paralisar
como não pensar
que posso
cair ou voar?
a cada passo renovado
um calafrio
um desafio
me convidando
o aventurar

continuar ou parar?

e a cada passada
passada...
o fim vai ficando á frente

lá atrás e somente
o sempre ausente
que insisto arrastar comigo
e
nada e o ninguém
seguem juntos

assustados...
todos mudos
por não saber o que buscam
e o que podem encontrar
num mundo sem pé nem cabeça

Onde eu prefiro avançar
apreciando
tudo
divagar
577

Ponto de vista


Informe


bem daqui onde me vejo

nesse espaço interminável

sem lugar localizável

por marcas determinadas

nem linhas convencionadas

chamadas de coordenadas


sou xís de qualquer questão


do ponto que eu avisto

o que meus olhos enxergam

e a minha memória traduz

conformando e ajustando

graus do que é ou seria


a miopia com zoom

a alquimia dos cegos


concluo


Eu SOU um ponto de vista

condicionado como tolo

crendo-se muito aquém

limitado, cego, incapaz e pecador


observar me eleva além

do lugar dos conformados...

condicionados


cabeça é para coçar...

MEDITANDO


cabeça é sala de estar

onde se pode assistir

as programações diária

que auto mata os homens


no lado que é fora

me livro

me vejo como um amigo

servindo com alma a todos


a alma que habita a sala

abraça por dentro e por fora

há todo tempo somos UM

quando conscientes D'ELLA


Eu era cega e não via

o que sentia encolhia

pois tinha medo da vida

pois tinha medo dos outros

pois tinha medo de mim


AGORA

EU SOU

FAZ TEMPO

E CRIO ESPAÇO PRÁ MIM


MEU PONTO DE VISTA...

AMPLIOU!

MINHA CEGUEIRA

ACABOU!


E O QUE RESTOU...


NÃO TEM FORMA

NEM NADA MAIS

ME CONFORMA






431

Zumbi social


Depressivo o comprimido

pro seu natural não ser


A programação 'normal'

está assistindo você


Câmaras de segurança

protegem você de ver


tua visão desligada

prefere a tv ligada


Tua prisão espaçosa

na copa que não tem porta

mas te comporta água morta


Quem um dia fugiria

da cela que tem as chaves?


Quem saltaria a grade

longe das suas vistas?


Quem te abduziu há tempos?

Quem te roubou de você?


adentraram no seu templo

e lhe encheram de defeitos


disfarçaram de efeitos

cobrindo-lhe com um verniz


Os fatos sensacionais

em fartos conglomerados


com camas em hospitais

onde por tempos descansas


impresso fluxogramas

revelam sua apatia seguida de arritmia


tratada com boemia

no happy hours de sexta

depois de cansar de não ser


em fartas noitadas regadas

com vinhas do branco ao tinto


pintados na brasa servidos a mesa

dentro de um magnifico hospício


cinco estrelas ostentam

o luxo do lixo em consumo


ao sumo ao sugo ao ponto ao dente

catalogados a la carte


pratos que imitam prata

prantos que revelam tanto


Ziparam a sua mente

da luz natural que lhe ascende


com razão vives no vão

pulsando seu coração

ligado a um marca passo


de pressa se apressa

e desperta

do sonho que te amortece


amor tece

a morte te esquece


vives vagando com ela

a morte é quem te assiste


a vida não se prende

a tua novela diária

nem a tua insonia noturna


comprimidos prá dormir

comprimem a tua razão perceber o fato

já nadas na tua vaga


programaram a tua mente

de maneira artificial


com princípios bem ativos

cem efeitos colaterais


Não há razão alguma

prá desistir de existir


Quem vai morrer

é zumbi

399

Bem na hora


Bem na hora
não agora

são precisos

os dois ponteiros

se o relógio em ponto anda
alguém poderá não ver
que horas deixou de ser

passadas as escapadas
espaçam minutos a minuto

saltando o que passou
avançam do que já era

rumando para onde será?

Partidas que são finais
começam num ponto xís

tudo porque prosseguir

pensa chegar em fim

assim...

pensa que existe e...

faz tempo


Sem hora sigo parada
olhando um ponto no nada


do ponto

que tenho a vista

no ato de observar com vagar

os erros que estão no medo


senhora de mim e do bem

me revejo
agora que tanto me faz

sê agora

sem nada e por nada

Sem ônus

sem bônus

sem horas a fio

ligado ao temporário


Relógicamente

porquês

do tempo se acabar

o tempo é prisioneiro

de um tic-tac nervoso

não tem hora nem lugar
onde ele possa estar

ocupado com você

você não está atrasado
devido a não ter chegado
há tempos

quem se apodera das horas

com o tempo...

há uma certa hora marcada

se acabará por inteiro

fundido aos dois ponteiros


compreende que és AGORA!





435

Brôto de espaço


Uno em versos

os fragmentos diversos

Universo sem ideia

de começo ou fim

letras que soam vogais

consoam pontos de mais

exclamo dando sinais reticentes


ria mais...

há mais...

amais...

ria de si

pelo menos


átomos do meu consumo

diário

como bananas de pijama

e o potássio que as pariu


me estouro de gargalhada

quando o pouco já é muito

e o muito é bananada


só rindo que eu sacio

Só risos adoçam o mundo

digerindo rimos juntos

e o denso que indigesta

sorria que fica bem


Qual era?

Qual fora?

que antes de ser no tempo

já não era alguma coisa?


porque não haveria espaço?

se tudo é espaço faz tempo?


Como pode o que não é

nascer e morrer agora?


se tudo que acabou já foi

tudo que era seria outra vez?


Se nunca sai do espaço

para onde mais...

eu iria?


Como seria

criar no espaço

do espaço?


refiz-me e desfiz-me por eras

dissolvendo-me em esferas

no nada antes de tudo


sou oca! Não louca!

gravida de liberdade espacial

que gravita dentro e fora de mim

e que não me conforma


Tão cheia de vida fico

que tudo espaceia a volta

sem mim


e nada brilha sem ele

nem estrela


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