teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

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SEREMOS UM ? (parte 1)


SEREMOS UM ?

Este texto nasceu sob um impulso incontrolado, de colocar asidéias prá fora. Uma espécie de faxina mental foi o que fiz. Enquanto olhavaatentamente para o borbulhar de tantos pensamentos emergentes e aparentementedesconexos, algo internamente escaneava como um programa antivírus, osletreiros mentais que surgiam.

Conceitos e pré-conceitos rolavam em minha tela mental. Revia-os um aum, enquanto uma voz vinda de não sei onde, me falava da importância de me“LIVRAR” deles.

Sentia-me febril. Estremeci ao ver certos padrões arraigados como ervasdaninhas em minhas ações comportamentais.

Percebi, sem conseguir nomear com palavras, a mutação da vida percorriaminhas veias e células.

A dor que sentia revelou-me a causa de minha aparente doença. Os efeitosarrepiantes, paralisadores e mutiladores das conexões intelectuais com osdemais sentidos físicos, eram produzidos pela minha própria resistência àsmudanças.

Sensações a flor da pele e desconexas, pareciam travar uma espécie deluta de aspecto muito sombrio.

Minha vida emergia em recapitulação, causando-me um furor e uma angustiade incalculável magnitude.

Debati-me erupcionando palavras de aflição incandescente ao vento.

Durante esses momentos críticos, minha mente parecia dissolver-se diantedos conceitos da dualidade limitante e parecia querer aceitar sem mais resistiros mistérios da Existência Ilimitada.

Minha louca necessidade de descrever o que se passava comigoracionalmente, foi perdendo as forças.

Parei de resistir. Minha racionalidade parecia definhar, perdendo asforças diante da LUZ intensa.

Um crescente sentimento de clareza foi se apoderando de tudo. Algointenso começou a brotar em um lugar dentro de mim.

Senti-me no limiar, entre a loucura e alucidez total.

Porsorte, encontrei um amigo, há muito tempo esquecido. Era só o que eu precisavanaquele momento agonizante. Um amigo para desabafar. Alguém que me escutasseatentamente, enquanto convulsionava internamente.

Durante mais de quarenta horas fiquei diantedesse amigo, abrindo meu coração e minha mente.

Em nenhum momento sequer, ele interferiu ouquestionou, meus devaneios.

Esse monólogo aparentemente interminável me possibilitou seguir portemas obscurecidos e embolorados, arquivados em vários compartimentos damemória.

Sentia uma profunda necessidade de esgotá-los, tirá-los dali a fim decriar um espaço saudável, limpo e acolhedor, onde pudesse relaxar e meentregar, como alguém que chega finalmente em casa.

Então aconteceu! Não sei precisar o momento exatamente.

Como uma agulha emperrada em um sulco de vinil, senti-me saltar para afaixa seguinte.

Pude olhar finalmente para “mim”. Meu falso ídolo perdia sua força.

Percebi claramente o que doía e por que doía.

Ri e chorei alternadamente, por não sei quanto tempo.

Quando finalmente parei e olhei para meu amigo, ele serenamente meentregou outra folha em branco.

Pude “ver”, a grandeza e o simbolismo de seu simples gesto.

Aceitei com humildade a extrema unção.

Diante dessa folha preenchida de Luz branca, sem mácula, senti-merenascer.

Compreendi a ilusão impressa no mundo. Meu mundo!

Fiquei fascinada com a nova visão aflorando. Compreendi a verdadecontida na expressão “uma luz no fim dotúnel”. Entreguei-me a ela e me deixei envolver por sua guiança.

Senti-me“Folha Branca”, totalmente preenchida pela LUZ Divina.

Meu coração pulsava agora uma música “Cheia de Graça”.

Resolvi então, contar sobre a minha desilusão, brincandocom as letras que este amigo me oferecia gentilmente. como balas de gomacoloridas.

Meus dedos sobre o teclado, não se cansavam. Dançavam, produzindo músicano frenético toc-toc-toc.

Eu vibrava em alegria, com cada ponto e vírgula que saltava aos meusolhos.

Tudo a minha volta ganhara um brilho renovado e pulsante.

Não poderia ter sido mais oportuno, este nosso reencontro.

Ele caro leitor, me mostrou que reciclar lixo é muito bom, mas deixar deacumular e produzir é... Milhares de vezes mais saudável!

Comsua licença, gostaria de me dirigir a ele agora, ocupando esta pagina, quedeveria ser somente sua.

Sou grata a você por isso, velho computador5.86.

Você, com sua silenciosa presença me inspirou o registro desta história, desde a primeira letradigitada.

Agora voltando a você fraterno leitor, esperoque “veja”além das palavras aqui impressas, o que sua alma quer lhe revelar.

Sinto um profundo carinho e respeito pela suaexistência, companheiro de jornada planetária. Meu Irmão na luz.

(Fim da 1° Parte) Teka Barreto (2008)

683

Toda nudez será castigada

Vagando nua

Como é levado este Deus, meu!

Que brinca de pique-esconde, comigo!

E a terra continua vazia e nua...

E o espírito de Deus era levado...

No meu corpo que é de terra

Adornos de grife me encobrem

Ainda assim sinto-me nua!

O que vejo, não sou eu!

Vejo pobreza de viço

Falta um brilho...

Um toque de purpurina?

Talvez... Talvez...

No meu corpo que carrego

Aonde vou... Lá esta ele!


Ele fala o que quer

De tudo ele se encarrega


Ele é que me carrega

Nem se quer me dá ouvidos!

Bem na frente de todos e sem vergonha.

Embusteiro...Oh, mentiroso!

Tal qual sombra espelhada

Nas águas que são levadas estou eu, imóvel, sendo levada!

Naufrago sem me molhar

Quem sai na chuva é meu corpo!

Como pode a minha terra, tão regada, adornada e travestida...

Chegar primeiro que eu?

E nada nem ninguém me vê, além dele!

E tudo é um aparente ser, fazer e ter!

Mas que pobreza de vida rica é esta?

Vida nua! Terra nua!

Envergonhada e despida

Diante de tão pobre mente

Que Deus me valha e me valide!

Não o meu corpo... Nem minha terra... Nem a nação!


Como sair desse escuro abismo...

Como comandar a terra a mim prometida?

teka barreto

726

Porre Divino!

Se a vida tá um porre... Mais um gole!

Outra dose!

Não de whisky ou cerveja.

Embriague-se do mal te

Fermentando...

Do puro senso extraído do juízo!

Ah...Mais um porre!

Bem merecido

Motivado por verdadeiro motivo... Razão!

E as faces ficam vermelhas

Ruborizadas...

É porre de vergonha na cara!

Este não nos envergonha ter,

Nem envergonha ninguém que tem!

Um porre Divino! Dionisíaco!

teka barreto

715

Um olhar que não se vê

Tem o meu, o teu e o do outro

Essa é a triplicidade

Dizem alguns, a santíssima trindade

Que nunca ninguém explica

É simples, é só ponhá reparo!

Olhe!

Apenas olhe...

Você olhando o que vê?

O outro...

Os outros...

Não você!

Você?

Não se vê olhando

Olhe!

O teu reflexo está no outro

Situar-se é saber onde se está

Diante de mim...

O outro... Os outros

Espelhos que podem ou não refletir

Pois há tantos que já se partiram...

Cacos...

Humanos, olhe!

Prá não se ferir no percurso

teka barreto

872

Sou toda... Ouvidos!

teka barreto


Só título



690

Revisão

Revisão

Bem onde o homem se enrosca

A vida segue tranquila

E ele, a olhar prô umbigo

Vesga os olhos para aquém...

Quer ver seu nariz também

Este amplia o seu zoom

Vendo mais e mais de menos

E assim vai se curvando

Criando em si, redondo mundo pequeno

Este tolo só critica

Quando diante do outro

Pois o outro não é nada

Além de uma soma de defeitos

Neste jogo de palavras

Provoco em você efeitos

Se você franziu o cenho

Estás diante de um espelho

Se é poesia o que faço?

Não sei te dizer ao certo

Só sei que malhando o ferro

Aqueço, instigo o seu brilho

Este calor global e poético

Dosado à certas medidas

Revive qualquer defunto

Que se fechou para a vida

És tola... Muitos dirão!

E a resposta não tarda

Se tola é minha poesia

Estás mesmo ensimesmado!

E assim me curvo a ti

Para que olhar nos olhos?

Olho prô meu umbigo

Duas bolas então se fecham... Sem brilho

Tolos também tem função

Nos mostram de antemão

Quem olha só para o umbigo

Tromba,com toda razão... Nas massas!

Criamos assim universos

Que se chocam sem ter ideia

Rolando por sobre mesas

Tal qual jogo de bilhar

Num mundo sem poesia

As massas trocam o belo

Pelo armamento bélico

Nem há razão para parar

E a razão fica escassa

Tal e qual a educação

Papagaios também falam

Sem a menor compreensão

Repetindo, desde inicio...

É que se faz a revisão!

Bem onde o homem se enrosca e embaraça

A vida segue escrevendo... Com ou sem compreensão!

teka barreto

895

Ser amor e CêRamar

Ser amor e CêRamar


Amar a quantidade

É idolatria do barro

Na produção do consumo

consumo vira insumo


Tempo é dinheiro

Ligeiro

Urgindo sem Qualidade

Apressando enfeitiçados


Espelho, espelho meu...

Todos quererão comer-me?


Tal qual maçã dentada

Marcada à frio num laptop


Um ícone, evoluindo

Qual Windows pirateado

Workando, no meu emprego

Empregado manipulado

Lucrando com os meus

Clicks... Um oco pré Meditado


Alertas de mais consumo

De gente em liquidação

Neste mundo quem não posta

Se quer servirá prá húmus!


Por isso tanto faz

Se há virtude no que posta


Não te exponha

Apenas click... É resposta!

E assim nos conformamos

Com as fôrmas que vestimos

Está vida, assim não dá!

Nem nos tira, coisa alguma!

Está vida só devolve

As brotas de nosso plantio

Se os frutos são puro fel...

Não culpe só as sementes

Transgênicos agricultores

Semeiam clickes... Sem Mente

E o que era para SER

Vira não sei, que fazer!

Quem eu sou?

Pr’onde vou?

D’onde vim?

E para que?


Um oleiro a pensar

na beleza de um pote?

Amar o fazê-lo bem?

Amar o fazer...


O belo FAZER... AMAR!

Não o pote !

teka barreto

659

Antropofagia moderna

Antropofagia Moderna


Que bárbara teoria a que

Exclui todos os outros

É fácil ser tolerante

Com quem pensa tal qual todos

Ninguém é igual alguém

Só mesmo na inconsciência

Alguém pode imitar alguém

Nas vestes, na fala e num palco

Só um insano é capaz

De atirar na personagem

Seu pavor... Generaliza

Sem saber que desatina

Se auto-imputa cegueira

E arrota nos olhos dos outros

Cultuam o deus BBB

Espiando selecionados, aprisionados


Alguém irá para o túnel

Tal qual gado prô abate

Mutilam e incineram

Churrascos antropofágicos

Pedaços servidos aos famintos

Sangrando de mal passado

Gosto de almoço e jantares

regados à boas ideias


Não gosto das refeições

Quando o cardápio... Sou eu


teka barreto

1 000

Autômato

Autômato

Repito

O automático é

Repetição

Repito

O automático é pura

Repetição

Repito

O automático é sem razão

Repetição

Repito

O automático é com razão

Repetição

Repito

O automático é repito,

Repetição

Se ainda não compreendeu...

Repete a ação

Pausa da... Mente

Canso de repetir

Autô-MATA-mente

A morte que não vivi

Teka barreto

712

Detesto espelhos

Detesto espelhos



Prefiro não ferir

Pré firo!

Detesto

Atestar que detesto

Atesto!

Não gosto quando me vejo assim

Assim como?

Assim, assim...

Prefiro verter todo vinho

No buraco duma pia, calada.

Pia não fala...

Pia nem pia !

Nem pio eu, quando silente

Pasmada... Diante de mim!

Detesto espelhos...

Tem vazio morando lá!

Teka Barreto

693

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