teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

Perfil
112 748 Visualizações

Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

Ler poema completo
Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

128

Ponto de vista


Informe


bem daqui onde me vejo

nesse espaço interminável

sem lugar localizável

por marcas determinadas

nem linhas convencionadas

chamadas de coordenadas


sou xís de qualquer questão


do ponto que eu avisto

o que meus olhos enxergam

e a minha memória traduz

conformando e ajustando

graus do que é ou seria


a miopia com zoom

a alquimia dos cegos


concluo


Eu SOU um ponto de vista

condicionado como tolo

crendo-se muito aquém

limitado, cego, incapaz e pecador


observar me eleva além

do lugar dos conformados...

condicionados


cabeça é para coçar...

MEDITANDO


cabeça é sala de estar

onde se pode assistir

as programações diária

que auto mata os homens


no lado que é fora

me livro

me vejo como um amigo

servindo com alma a todos


a alma que habita a sala

abraça por dentro e por fora

há todo tempo somos UM

quando conscientes D'ELLA


Eu era cega e não via

o que sentia encolhia

pois tinha medo da vida

pois tinha medo dos outros

pois tinha medo de mim


AGORA

EU SOU

FAZ TEMPO

E CRIO ESPAÇO PRÁ MIM


MEU PONTO DE VISTA...

AMPLIOU!

MINHA CEGUEIRA

ACABOU!


E O QUE RESTOU...


NÃO TEM FORMA

NEM NADA MAIS

ME CONFORMA






431

Zumbi social


Depressivo o comprimido

pro seu natural não ser


A programação 'normal'

está assistindo você


Câmaras de segurança

protegem você de ver


tua visão desligada

prefere a tv ligada


Tua prisão espaçosa

na copa que não tem porta

mas te comporta água morta


Quem um dia fugiria

da cela que tem as chaves?


Quem saltaria a grade

longe das suas vistas?


Quem te abduziu há tempos?

Quem te roubou de você?


adentraram no seu templo

e lhe encheram de defeitos


disfarçaram de efeitos

cobrindo-lhe com um verniz


Os fatos sensacionais

em fartos conglomerados


com camas em hospitais

onde por tempos descansas


impresso fluxogramas

revelam sua apatia seguida de arritmia


tratada com boemia

no happy hours de sexta

depois de cansar de não ser


em fartas noitadas regadas

com vinhas do branco ao tinto


pintados na brasa servidos a mesa

dentro de um magnifico hospício


cinco estrelas ostentam

o luxo do lixo em consumo


ao sumo ao sugo ao ponto ao dente

catalogados a la carte


pratos que imitam prata

prantos que revelam tanto


Ziparam a sua mente

da luz natural que lhe ascende


com razão vives no vão

pulsando seu coração

ligado a um marca passo


de pressa se apressa

e desperta

do sonho que te amortece


amor tece

a morte te esquece


vives vagando com ela

a morte é quem te assiste


a vida não se prende

a tua novela diária

nem a tua insonia noturna


comprimidos prá dormir

comprimem a tua razão perceber o fato

já nadas na tua vaga


programaram a tua mente

de maneira artificial


com princípios bem ativos

cem efeitos colaterais


Não há razão alguma

prá desistir de existir


Quem vai morrer

é zumbi

399

Bem na hora


Bem na hora
não agora

são precisos

os dois ponteiros

se o relógio em ponto anda
alguém poderá não ver
que horas deixou de ser

passadas as escapadas
espaçam minutos a minuto

saltando o que passou
avançam do que já era

rumando para onde será?

Partidas que são finais
começam num ponto xís

tudo porque prosseguir

pensa chegar em fim

assim...

pensa que existe e...

faz tempo


Sem hora sigo parada
olhando um ponto no nada


do ponto

que tenho a vista

no ato de observar com vagar

os erros que estão no medo


senhora de mim e do bem

me revejo
agora que tanto me faz

sê agora

sem nada e por nada

Sem ônus

sem bônus

sem horas a fio

ligado ao temporário


Relógicamente

porquês

do tempo se acabar

o tempo é prisioneiro

de um tic-tac nervoso

não tem hora nem lugar
onde ele possa estar

ocupado com você

você não está atrasado
devido a não ter chegado
há tempos

quem se apodera das horas

com o tempo...

há uma certa hora marcada

se acabará por inteiro

fundido aos dois ponteiros


compreende que és AGORA!





435

Brôto de espaço


Uno em versos

os fragmentos diversos

Universo sem ideia

de começo ou fim

letras que soam vogais

consoam pontos de mais

exclamo dando sinais reticentes


ria mais...

há mais...

amais...

ria de si

pelo menos


átomos do meu consumo

diário

como bananas de pijama

e o potássio que as pariu


me estouro de gargalhada

quando o pouco já é muito

e o muito é bananada


só rindo que eu sacio

Só risos adoçam o mundo

digerindo rimos juntos

e o denso que indigesta

sorria que fica bem


Qual era?

Qual fora?

que antes de ser no tempo

já não era alguma coisa?


porque não haveria espaço?

se tudo é espaço faz tempo?


Como pode o que não é

nascer e morrer agora?


se tudo que acabou já foi

tudo que era seria outra vez?


Se nunca sai do espaço

para onde mais...

eu iria?


Como seria

criar no espaço

do espaço?


refiz-me e desfiz-me por eras

dissolvendo-me em esferas

no nada antes de tudo


sou oca! Não louca!

gravida de liberdade espacial

que gravita dentro e fora de mim

e que não me conforma


Tão cheia de vida fico

que tudo espaceia a volta

sem mim


e nada brilha sem ele

nem estrela


512

Desobstrução

Desobstruindo neurônios em curto-CIRCUÍTO.

A falta de lógica num poema, pode explodir velhos conceitos.
Eu não faço poemas...
EU SINTO MUITO e ESCREVO

E ME DIVIRTO

PERCEBO QUE NÃO ME ENQUADRO
EM ESPAÇOS FECHADOS...
APERTADOS... EMBOLORADOS e PRÉ ESTABELECIDOS

EU VIVO DE RISO

INDEPENDO DE CERTAS REGRAS

GRAMATICAIS

O TRISTE...
O FEIO...
O MORTO...
ME DEPRIMEM COM MUITA FACILIDADE

O que alegra a SUA VIDA?
Esta pergunta deixo no AR...
Crie respostas lindas... Coloridas...
Modele os MEIOS E FAÇA SURGIR O QUE GOSTAS DE APRECIAR

465

CORPO DAS LETRAS (em GESTAÇÃO...)

Sem pé nem cabeça

o que sobra além de espaço?

Na minha cabeça...

Crio ou desfaço

Deleto ou gravo

mas nunca apago

O tão vasto Universo

me inspira a fazer versos

sejam feitas as minhas vontades

assim na tela como no papel

Os sentidos são os meus

Os lidos

são agora teus...

meus versos...

Gestando ainda

São estados sentidos

De algo inacabado

Os arranjos que grafo

é prá causar estranhezas ou

certezas...

E assim transfiro o que inspiro

E compartilho o que não é só meu

passam a ser seus os direitos

não reservados

Você é meu co-poeta

que reinterpreta tudo o que re-alinho

As palavras que uso

são elementos astutos

pois para mim dizem algo

que você lê mas não sabe

o que eu...

Com eles quero dizer

Fazer o que?

Observar-se sem debater-se

Quem sabe...

Parar de ler te acalme?

Fraseio o absurdo

num mundo direcionado

ao estático e sem sentido

Caótico não é o que se quer ordenar

Desconstruo o Gótico

Denso e estruturado

Pois tudo o que é coisificado...

Passou a ter serventia

Meus versos insuflam

ar...

Como um experiente salva-vidas

Me leia...

Me deixe passar

Mas não se oponha a cria

Do fundo te quero tirar

e ver-te respirar com satisfação

Inspirando o ar com alegria desmedida

Há vida em tudo

a vida é constituída de poesias inacabadas

E isso causa... Estranhezas

criando-se no caos...

mais e mais perguntas

E o universo se expande

Devido a tanta indagação

O Universo se constrói a partir

de informação

Por isso toda pergunta

nos leva a incansável busca

Do sentido que é sentido

Animado é o teu corpo...

Sem pensar

e independente de ti

Animado são meus versos

que expande o concreto

das palavras solidificadas

minha escrita é fissão

que desconstrói o encorpado

nas palavras soterradas...

enclausuradas

num solo

determinado e sem sentido

As palavras precisam voar

Por todo lugar...

Se não...

perdem os multiplos sentidos

Palavras esquecidas

Exiladadas num sentido

Liberto-as

Das catacumbas

Insuflando-lhes nova vida

Que sejam elas, o que tu quiseres

Mas não se apodere delas...

Minha poesia não é concreta

ela é cheia de espaços e respiros

porosa como uma pele

Num organismo vivo

Manter os espaços é harmonização

é como dar

um caloroso abraço

sem se fundir ou vir a ser

algo totalmente diferente

Minha poesia

assim como você...

É algo bem diferente...

Original... Singular

Deixar de ser o que é...

é tornar-se concretizado...

Findo

Mesmo sem ter acabado

morrendo ainda em vida

Poeta não cria coisas

Poeta cria NADA

No mar de suas ondas

Sobem e descem

letras... Frases... Palavras...

Havemos que desfrutar...

Apreciar as braçadas

Fluindo e se divertindo

no oceano dos sentidos

* poema inacabado...

493

Desconstruindo

Claro que estou atenta

Claro que está ruindo

Mas crio a cada pedaço

olhando prô que foi isso

Esfarelando... Criando

Desconstruindo


Crio enquanto descrio

Desmanchando o que já foi

O denso que amoleço

Separado os fins

em recomeços


aproveito só lembranças

dos idos que inda são

pedras lembradas

do meu caminho batido

por onde nem passo mais


Meus caminhos terminaram

Meu passado desmanchou

Saida?

Só para frente

Em frente quem vai?

sou eu

Uma questão de apontar...

Decidir e mover

Parar?

Só quando a hora chegar

Sair de cena com graça

Morrer escutando aplausos


Se todos os caminhos

levam-me a Roma...

De certo também

posso não lá chegar


Uma questão de opção

Se sei o que tem lá...

Posso desviar minha rota


As boas já foram boas

por hora não são mais novas

e assim abro os caminhos

criando agora espaço


Se tem uma coisa

que fazemos sem pensar é...

Entulhar

Preencher

Sufocar

Envelhecer


Quem sabe de agora em diante

criemos apenas espaço

Pois do jeito que o peso oprime

não passaremos de

Terráquios


Presos no mesmo passado

Que foi então muito bom...

Mas que passou

novamente


Eramos batráquios

Felizes...

Adaptados e...

Sorridentes


Coaxando por toda graça












436

Não sou ainda

Dizem os apressados

que sou isto ou aquilo.

Como sabem com tanta certeza?

Pois eu sei...

Que não sou ainda

Aviso aos navegante e...

Distraídos

Não sou o que pensam

Não sou... Porque não acabei

o que comecei um dia

E enquanto não sou...

Sigo apenas sendo

Um quadro obscuro... inacabado


eu mesma ainda

sou de mim...

um esboço


566

CAMINHO

Muitos vão
Eu não
Sigo ao invés
no revés...
Dos que vão
pelos trilhos
Carcomidos e polidos
brilhando por fricção
Caminhos conhecidos
na palma de toda mão
Eu vivo e
caminho...
Não olho sequer para o chão
Não por sabe-lo de cor
Mas por senti-lo vivo
Pulsante junto comigo
Todos são
Eu não
Logos... Penso
Logo ESCOLHO
Logo...
EXISTO.
Logo insisto...
em não polir
as pedras do meu caminho
Sou levada
Sou desajustada de rumos
Pré definidos
Sou enfim...
O meu caminho
E caminho comigo
No vivo caminho tão
Fora dos trilhos
Não sou...
Onde todos estão
Sou
Onde todos BRILHAM
Estou
Neste mundo UNIVERSO...
DIVERSOS
INVERSO OU REVERSO
QUE GIRA E RODOPIA
TAL SUFI DE OLHOS FECHADOS
RODANDO E ORANDO
GIRANDO
FORA DE QUALQUER TRILHO
758

Singularidade

Sendo ou não sendo

Sigo assim mesmo

Sendo ou não sendo

Ainda assim

Sou SINGULAR

No PLURAL

527

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.