teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

128

Traz para frente


Parece que não esqueço

de pensar...

De trazer tudo prá frente

mas olhe nem é tão simples

há que pensar no caso


Faz tempo que tudo que vejo

se acaba assim que começo

e penso

será porque penso?

Será que pensar é que acaba?


Nem sei o que pensar direito

E vou e volto nos fatos

será que seria certo

caminhar até o fim

e depois volto ao inicio

de onde começo do fim?


Começo a me achar

dispersa

como pode essa conversa

acabar dentro de mim?

Talvez tenho que mudar de assunto

daí então me pergunto...

Seria bom esconder-me

de mim?

Dizendo que isso não é nada


Tem dia que mesmo assim...

Tem noite que nunca chega

quando vou ver...

nem dormi

nem do coma sai


Parece que ando...

de traz para frente

ou será que nem

parti?

E estou em lugar algum

Bem no meio do sem fim?


685

Desertar


instável o meu momento

segure-me pela mão

não faça mais nada

nem ao menos fale

só quero sentir meu corpo


preciso da sua presença

e que estes olhos me vejam

não sei se estou só...

nem sei se estou mesmo aqui


é tão real o etéreo

tão surreal me imagino

que tenho o tamanho

que penso


mas não me diga nada

nem mesmo uma só palavra

apenas olhe para mim

sem julgar

minhas medidas ou

se estou proporcional


o grande

o enorme...

não é do lado de fora

é dentro desta minha cabeça

imagino que aconteça

com todo mundo

até com você


tem hora que fico só lá

mas quero também estar aqui

como agora


Sou do tamanho do mundo

tem hora

com um corpo cheio de mim

que é levíssimo quando pesado

e penso aventar de vez

de quando em quando

prá lá e prá cá

balançando

com qualquer sopro assoprado

imagina um espirro bem dado

me pegando de supetão?


corro riscos

você nem imagina...

não largue a minha mão

me amarra...

me agarra...

tenho medo...

dos pé de vento

não consigo virar

cata-vento


Tenho só hoje

o que agora sinto

ontem já não tive mais

tem hora que me confundo

por não saber onde me encontro

com minha cabeça no vácuo

que é lá

bem lá afora

do corpo fechado por dentro


estou como que

presa... Prensada

no espaço de um tempo

sem saber dos contra-tempos

nem que compasso seguir

tem sempre um atravessando


porque não ir mais adiante

do ré ou sigo em frente?

Enfrento muitos dilemas

não sei... quais notas tocar

do ré... mi... fa

vou parar

algo mi fará chorar

melhor eu sair daqui


Para onde?

Lá perto do SOL

junto DO LÁ do SI

Bem ao lado logo ali

bem depois... Depois

Mais a sua esquerda

A direita de onde estive

um pouco antes

sabe ali?

Isso é bem LÀ mesmo


já fui por ali e me encontrei

um dia

nem sei o que fazia eu...

se vou de novo...

outra vez?

vou... Posso ir

com o tempo seco irei

com chuva...

Aí já não sei se iria

difícil dizer ao certo

Mas não é um talvez

maior que cem mais cem

prefiro bom tempo sim

você também?

Eu sabia!

Mas vou

com algumas

restrições e


já nem sei mais em que dia

mas sei que faz muito tempo


quero saber não agora

depois...

e você?

onde você ficaria

se depois de agora

fosse só amanhã?

quem saberá dizer-me

te dirá um dia

mas me ouça com todas as letras

que virão a ser infalíveis

inteligíveis de tão bem codificadas

leia em particular

e eu te verei e chegarei

junto com você ao fim do

invisível poema mas...

parto logo em seguida

a qualquer momento da hora

quem sabe...

seria melhor agora ou

melhor seria

as quatorze e meia?

de antes de ontem


Segura a minha mão vai

me olha e não me larga

tenho medo de cair no vão

sem chão

do mundo que me gerou

a partir de coisa alguma

bem assim do nada


segura-me

me abraça

preciso sentir-me aqui

me solte com muito vagar

mas só quando

eu dormir que é bem depois de agora

e envolta por cobertas de lã

com fios tramados a mão

tecidos para todo o sempre


você saberá quando é

o determinado momento

exato

a hora sempre chega

sem atraso

bem devagar

quase nada

quase nunca

quando menos se espera

é hora

que espaciou fingindo que não viria

e pronto pousou

aqui bem no centro dentro

como é grande este lugar algum

de mim mesma

é bem aqui onde estou

neste ponto do tempo

e tão ermo

que deserto imenso

comigo ao centro

será que fico ou

deserto?

Parece...

Que não acabo!










673

Comum

Você se mantém como um

Comum a todos... Sem ser

E ser incomum

é para tantos

Mas causa espanto

A quem quer muito...

não ser

Ser diferente é elevar-se

sem capa de super homem

Os seus trajes

nada sabem

nem avoam

sem você

Mas ha que se SER

Diferente

O comum é não ser

E morre-se sem saber

Que a vida

seria bela

se não fosse tão comum

esse jeito bobo de viver

726

Odor das dores

E foi assim...

Ela finalmente soltou

que cheiro...

Que horror!!!


Eu ao ouvi-la

sorri...

O que ela não entendeu


Então pacientemente

Respondi...

É meu odor das dores

estou incinerando por dentro


Ela com olhos de espanto

quase caiu em prantos

Eu?

Agradeci e sai...

Por certo...

Ninguém aquilo merecia


Eu?

Fui queimar calada

O mais longe que eu podia

Fumaçando

meus horrores


Por fim ao cair da noite

Minha porta foi tocada

com três doces batidinhas


era ela...

Se achegando

e me presenteando

com sorrisos


Meio encabulada

me deu

um tecido com forma de braços


que me agarrei

e abracei-me

aquela blusa

Tão bonita e única

quanto ela


E ela...

Toda sem jeito

Se aproxima de meu corpo


Eu...

Apenas sinalizo e...

com um sorriso aviso...

AINDA ESTOU A INCINERAR

Melhor você se afastar


Ela acenou...

Me sorriu

e me falou com um doce olhar

compreendi

se precisar estou aqui


agradeci


eu...

Ainda estou...

queimando por dentro

minhas dores...

meus medos...

horrores...

sem medo de me acabar


556

Ontem

Enrosquei-me no ontem

Me debati...

e me emaranhei...

em tantos antes de ontem

Antesdeontem

Antes passados

ante mim passados

presentes

lotados...

de antepassados


entre parenteses

tão conhecidos

de tanto ausentes

serpentes tão aparentes

caminhavam sobre mim


emudeci com meu grito

calado que engoli

desceu seco

rasgando-me do lado de dentro

mas por fim

expeli


e a madre santa

me recebeu

logo ao parir-me

lambeu-me

e alimentou-me

e o agora

levou para bem longe

todos os ontens

e eu cresci

de repente

me sinto bem vinda

nesta terra que agora

É santa

AGORA sou tudo...

que houve

E que ouve

o sino tocar

me pus de pé...

AGORA ME RESTA

CAMINHAR

PARA ONDE O AMOR ME ENVIAR


561

Rabiscos de riscos


Se me achas...

me escondo

mudo de nome

e de casa

abro minhas asas

e deixo você

em branco


Pouso em outro banco

sento por cento multiplicado

Ah...

Como um tolo

se contorce ao me ver

divagar em versos

Lê...

Relê...

Mas não vê


Escrevo com passarinhos

enchendo o céu de riscos

a cada batida de asas

que arrisco serem vistos

como emaranhados

de rabiscos

incompreendidos...

por tolos que nem você


E quando me vires

de novo...

Já não sou eu quem verás

por certo

eu sou

você

a me buscar

pelos ares

que respiro vorazmente

a cada batida de asas

561

Talvez

É...
vivo um talvez
sem preconceito

Delicado
como um coração

que a certeza contamina

minguando o longe
do sentido eterno da vida

talvez...
você não me entenda!
e eu tenho alguma certeza
de que talvez seja isso
uma mentira...

por sinal... grande verdade!
talvez...
afinal
eu que vivi
tantas certezas vãs
me preenchi por vezes
do mal que me levou a morte
em seu coração apertado
cheio de certas duvidas

por certo
talvezes e mais vezes
experimento ainda como certo
os erros que me
acometeram de senso de julgamento
por vezes rijo e critico

com muita ênfase
Sou sem medidas cabidas
Um potencial sem freios
te espantando?
talvez...
e para bem longe
talvez eu ame a sua ausência
que me ascende a chama...
do vazio total e ilimitante

que por instantes me abduz
e me conduz
ao portal
de
toda a existência que há
sem oferecer-me limites nem portas
sem resistência morta

Viver... Não é um fardo
não me dá trabalho

faço por puro prazer
aconteço só por SER... boa leitora
dos meus sentimentos soltos
verdadeiros
livres
de
esforço
morrer... nunca me caberia
Nem urna me conteria

Mas pode escrever na lápide vázia
Ela...
vulgo fulana de tal

Que os tolos... podem achar ser eu

Não está aqui!

Mas frise com letras garrafais

NEM EU SEI QUEM esta fulana... FOI !!!

nem ao que veio... Pois!!!
E talvez você e todos se acalmariam
Pois, Marias...
apenas somem de nossos olhares
Já cansados e nascidos
com a síndrome
do não ver
talvez
um dia você me entenda
e me olhe direto na face
Sem ruborizar
a sua

e
só...
então me compreenda
pois por mais que se feche
o senho...
na face ou...
se bloqueie o tal do facebook...

o livro da minha vida segue
ainda se escreve
contigo dentro...
contigo junto

gerando em você
a nossa verdade histórica
a
genealógica
herança que herdas e tranasmites
em sua vida ainda

talvez então tudo se cure
e
você não mais me renegue

talvez
você me abençoe
e eu desde sempre
abençoo-te num continum

Você em seu SER
por inteiro ou por meios

Seu todo pouco,
que acreditas SER

pois que...
talvez aches que Sejas...
Uma espécie de erro

e que eu FALHEI
POR meios e
Por INTEIROS ordinários
talvez...
mas não é por falta de seus labirintos meios
que vou esquecer e deixar de amar
você como INTEIRO

meu amor
é
sem limites

transpaço
barreiras
paredes
medos
e
creia

não creio
em seus fantasmas
diurnos

734

como foi

Foi e sempre foi assim

imaginei que dormia

e acordei para a vida

de pé olhei os meus pés

e vi meus dedos

se espreguiçarem

pensei cá comigo mesma

como eu nunca vi isso?

e eles...

os dez...

se alegram

por terem sido notados

e todos juntos me levaram


para lá mais uma vez

me alegrar...

O sol nos banhou

e meu corpo junto com todos os dedos

incluindo os das mãos

se juntaram...

e eu?

Olhei para os meus pés

com minhas mãos coladas

junto a mais dez dedos...

e os agradeci...

já em êxtase


olhei para o SOL

que me fecharam os olhos

então eu compreendi

o poder

da oração


Meu coração...

Ah...

Se alegrou

e me arremessou

para longe do medo


E eu?

acordei

para a vida!!!

Foi assim

Como foi

656

Esvaziamento lento

Com toda a minha alegria

Que seja feliz SUA VIDA, neste dia

que já nem ONTEM tem mais

és de novo novo


Amanhã...

Talvez será fresco como Imaginas AGORA!!!

a cada gole

com toque de Mestre

Esgrimas com uma xícara


que voa soltando

aromas no AR

que respiras sorvendo

o prazer do negro

que não nos assusta

mais


como é bom

um bom café




519

sãos os loucos...

Paradoxos...
O que seriam?
Eu sei muito bem o que são
são casos loucos...
por ter apenas razão
por isso transito nos meios
burlando as leis e as regras
escrachando em bom português
Os professores se riem
e criticam os tais poetas
que se apresentam
por meios subjacentes
a linguagem

poetas inteiros
se
complementam
nos vãos
Isso não rima!!!
Nem mesmo combina
Estrofes dizem mais que você

que
finge fazer poemas
e eu?

me divirto com tudo
que é tão absurdo
e
aparentemente
Real
Explico...
mais uma vez prá todos

paradoxos...
são todos vocês
assim mesmo como estão
cheios tal qual balão
repleto de gazes tóxicos

Vento dentro

rezando da boca prá fora
com toda a sua constrição

Saberes
no próprio vácuo
negando o vento
lá fora
eu não estou aqui
nem muito menos ali
mas envolta por todos
os meios
observando do centro
Que bom que você
compreendeu!!!
O paradoxo por fim
morreu
Por causa de minha
escrita
que não deixa rastro
nem tinta
a e r a s
que as eras
nem nunca foram
nem eu
nem você
Seremos

que bom que o fim
acabou
568

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