teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

87

óbito do obvio

Castrada a homeopática Mente

Desconectada lentamente

Do senti-se... pleno

Limitar tornou-se jargão

Padrão acordado no porão

Condução por indução aceito
por maioria em urnas de votação

Indulto forjado como presente

por liberdade... provisóriaMente
merecida

Vida irrisória... minguada... inanimada

"inamante"
vida tolhida
reclusa
na cela fria

Conduzida a falência
logo na adolescência

Criminosos inocentes
moldados por conveniencia
e
conivência
sociopata

Lobotomizados por sistemas
conveniados
à uma
geral apátia

Escolas deformantes... transgênicas

Soluções genéricas... baratas

Arte do nada claro
ticados e anotados
como
vistos

Discursos certeiros...

Mascaram intenções ocultas

Sofremos de uma cegueira diurna

Um quadro negro nos acompanha
bem à frente

Futuro nebuloso
nos apagaram o saber in natura
em salas
quadradas
e
frias... filas

Enquadros em primeiro plano

Humanoides... subjulgados
torturados
como ratos
esgotados

Órfão de um País "podre... de Rico"

A vida tornou-se "planaMente" sem sentido e

Cheia de NADA!
com toda a pseudo... Razão

Quebrar as grades é SER
como primeiro princípio

para poder rever...
num segundo
o
quadro negro
sendo
iluminado

Sem fugir do escuro nem cobrir a cara

Ver e sentir o mal
impregnado
sem desviar os olhos

sentir o cheiro
sentir o asco
sentir o nojo
sentir o ódio
sentir
as
entranhas
as
víceras

perceber
o que
te
estranha

compreender
de
imediato
o pesadelo pulverizado ar

Baixar cabeça não vai ajudar

Sentir...
O QUE REALMENTE SENTES
É PODER, que vai ALÉM...

poder de SER real
Poder SER o que realmente sentes
E
NÃO
MENTE

Ser
Consciente

Desfaz a ilusão... O feitiço

Estamos hipnotizados

Valendo menos que um cão...
Meu irmão

NOSSA HUMANIDADE
ESTÁ APRISIONADA
NA
ANIMALIDADE

NÃO SOMOS AINDA
CIVIS
SOMOS MEROS SERVIS

socialistados
em códigos
e barras

Servimos a um sistema
natimorto

onde o obvio apego
e o nosso MEDO

se recusam a aceitar
o
óbito
do
obvio





338

Amor agridoce

pólen de flores
doces sabores
que beijam a vida

nuances agridoces
Entre doces meios
salpicados de desejos
por inteiros

Amor sempre UM meio
de calor comum
ofertado aos seres incomum

Comunhão que chama
e inflama
O bem suado pelos poros
Expondo a nú
toda alma
como asas

corpos alados ao sol
no calor
das estrelas

fogo brando
de
brilhos

No roçar da pele
que enxama

estase que brota
e paira ao evaporar

Sobre e acima de tudo

Calor abençoado do ser
sem limites
exatos

Amor eterno é desmedido
e sem razão em fim

almejado
com liberdade de expressão

Amor num moto contínuo
inacabado em pleno gozo

Amando o amar
num mar de maná
diario
alimento que jorra do espirito
em gotas de pura sensibilidade

Animo que arder
sem doer ou macular o corpo

equilibrio dos sumos
sagrados vapores
ofertados

rito pagão
por gratidão
dissolução
que consome
e
absorve a ilusão
das dores

amor é sim
Uma única verdade

Um todo de honestidade
Ao ser...
agirndo em santidade

Amor é... Unidade
Amor é União
entre
os
seres

ao
seres
sejas
o
que
sentes
em
verdade
és
o todo
és
são

Amar sem restrição
é tua ação

396

incerta

Sou depois de me enquadrar

E não gostar, por anos

Uma incerteza certa!


Estou feliz de me sentir

Incerta!

Posso de agora em diante...

Me permitir pensar em voar

299

sinfonia dos arcos


soam notas

quando me notas
penetrando teu olhar
que me convida
a tocar
você

puplilas a dilatar
em busca de infindos brilhos
no olhar
de
profundo desejo

sigo adiante
avanço
tateando
seus tons
suavemente

no céu interior
de você
vejo estase em forma
de
estrelas guias

admiro os teus sons
abafados num vibrato
que produzo
ao deslisar pelo corpo
os meus nos seus braços

somos dois semi-arcos
um só
inteiro
sem produzir semi breves

violinos imaginários
dedos certeiros enlaçados
afinizados
pelo leve toque
num delicado contato

dedilhados
vagarosos conhecendo
seus instrumentos

buscamos com leve tato
produzir multiplos sons

procuramos nos guiar
buscando a nota
que
vibra


cores de um arco-íris
fluem do teu e do meu corpo
num prazer
sem esforço

novos sons semelhantes
na sinfonia ensaiada

êstase do gozo
por vir

surge dessa atmosfera
nossa música transcendente
vinda de outras esferas

e
terna
e
serenamente
compomos sem pressa
nossa única sinfonia
improvisada
no ato

interminável
amor
liberto

expresso
por
puro
prazer


Ella de Castro

283

cartas

brinco
com pérolas enlaçãdas
agrupadas num cordão de letras

fio no que confio
e escrevo
revelando ideias com tinta
que no papel
com versam

escuto o que ressoa dentro
desse imaginário diálogo

ouço ruidos e silencios
um toc toc longíncuo
em código morse
telegrafado em primeira pessoa
e
dirigido a mim

brinco de correio
sem carimbo ou selos
entrego todas as cartas
que recebo
a quem possa interessar


280

Sal da Saudade

Sal

lágrimas...

antes, úmidas e cristalinas

saltando aos olhos como um oásis

Saudade me salga

Ao olhar para trás fico paralisada

Estática...

Estátua vertendo água, me cristalizando em sais

Um fardo vivendo
com muito trabalho

suor na testa destemperado

salgado salário
de notas acumuladas

contando olhares...
revestidos do já se foi

pedras de sal minha sina que a paga
não vale o sorriso

que apaga

241

fui

Fui sem querer me deixando fluir como água

Fui gotas aspergidas

Fui... eu sendo água me aquecendo

Fui vaporosa

Fui nuvem branca solta a vagar

Fui atrás da lua

Fui nesse meu ir... me sentindo abrir... insurgir

Fui deixando-me desconformar

Fui sem volta, nem olhar para trás

Fui viver meu presente

Fui o que passou

Agora só vou

Agora sou apenas...

ir

295

quando

Quando

O vazio

O silencio

O negro espaço noturno

Deixaram de nos amedrontar o corpo

Foi nessa hora o quando

O quando se revelou no mesmo instante

sem pressa... com demora

onde nos olhos claros... nús

nos despimos do corpo

atingindo outras esferas e

nossas almas se olharam
se encontraram
frente a frente
e
se tocaram sagradamente

foi quando nos entregamos

e recebemos

o estase divino

o tempo acabou

os espaços se abriram

o coração deleitou-se

no gostoso
estado
de
gozo

309

entre paredes

O tão pouco que já mudei me levou além

do que já fui antes.

Como se tivesse rejuntando meus pedaços...

Minhas partes espalhadas, onde toquei

Recolho meus gestos passados
ainda frescos
como afrescos
impregnados de mim

Revoam... Revoltam...
refeitos
Retornando-os a mim

partes minhas me ressurjem
me remontam a outros tempos

Recolho-me
nos tempos...
estive alheia... ausente...
perdida
fora daqui
e
de
mim

acordei agora
o vivo imanente no meu presente
inseparavelmente incontido implicado
num contém e estar contido
em todas as coisas

sou a órbita
nos atomos

natureza de meu próprio ser
transcendente

de dentro me saio
das paredes porosas da casa

recolho-me de lembranças,
concentrando-me na dança... em mim

assisto o passado
emanado dos cantos
rodopiante nos
tetos
ladrilhos e rodapés

me vejo pintando
pincelando
a casa que me habita

Vesti-me de casa
como quem se consagra
com hábito de puro linho
a Deus

sem entender direito
a força que me habita
sou
o verbo que cria

sinto como se eu e elas
estivéssemos
entre
parenteses

porosamente
misturadas
e
em perfeita comunhão

através dos nossos rejuntes
e
das muitas camadas de tinta

sou a pintura e a pintora
de
paredes renovadas

sou...

um quadro
pindurado
sou
o prego
o furo
sou tudo
sou nada
sou
também

entre as paredes
em tudo
estou
presente

Ella de Castro

375

o Tao... do silêncio

adoraria aventurar-me
mas me desarmo
fechando as asas

diante de um dia lúcido

me aventuraria
ao guiar-me

pelos lógicos
enevoados
mais que

absurdos

escutaria seus gritos
reclames inconformados
sem quem os veja
escute ou perceba
senão eu!

e te perguntaria...

Alguma vez
escutas-te
o tao...
do silêncio?

que há em você?

e esperaria
silenciosamente...
A explosão

isso é absurdo!!!

você
quer
é
me
enlouquecer!








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