teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

34

bastidores

Vivo nos bastidores

Um mundo sem dores

Onde ser é ter

capacidade assentada
focada

primeira fila
assistindo
o
que

tramas do dia a dia
coreografadas
e
alegorias pré-ensaiadas

No plano
obscuro
luzes

pré-estréia
na camara
fechada
ação

reação
refazendo
repetindo
ressentindo

um scripit
um papel

Nada acontece de novo
no mundo real

Tudo acontece
no
mundo Fantasioso

criado falso
como real

pará inglês ver
o final

o ditado antigo
e
tradicional

no palco a vida sem vida
aparece

manifestada
e
fabulosa

fantasiado é o conto
sem graça
que se paga
sem saber

uma fábula

personas e fadas
duendes
doentes
ilusões em varias formas

imagens
geradas
gestos
com sentidos
de ante mão

assisto
no
gargarejo
ou
camarote
tudo o que
está bem além

Ser
ao ver
e
saber-se
sendo

interprete e não autor

296

Omito

sei...
minto
omito

reconheço
ser
um mito

sei criar
real e falso

aparente
modo de ser
sem ser

admito

me assusta rever

escondidos
gritos
sufocados
aprisionados

algemados
à corrente
de
Não ditos

sentidos
anelados
girado alheios
inconsistente...
É
no caos !!!
sem sentido

dizer o quê?
sobre medos
e
assombros?

do silencio planejado
como algo impensado?

escondidos
com
clareza

pela incerteza
do que sei
de ante mão

como
viver
sem
ter

c
e
r
t
e
z
a

do que pode

v
i
r

à

SER

não é uma
interrogação














260

Emaranhado social

E me sinto emaranhada

como um tapete sintético
preso a etiquetas sociais

lavagem à seco
lavagens cerebrais

Vejo o que sinto e calo

Observo rótulos
Todos estão rotos
Mas
celebram a chegada das falsas palavras
transmitida pela mídia
em forma de informes culturais

ludibriantes são os lubrificantes
que colocam as maquinas a funcionar

tornou-se obsoleto... Sentir
antes de transmitir...
Sorria...
PolidaMENTE

manuais de adestramento
olhos sintéticos
óleos antinaturais

são forçosos os treinamentos
espontâneas as novas técnicas
de empobrecimento sinestésico...
sensorial

analgésicos
anestésicos
epilético jeito de virar ser

Atam-me a nós... A vós...
Venha a nos o reino da pura matéria contida

Crescei e multiplicai
por todos os quatro cantos do planeta
Do globo já recortado
Na esfera enquadrada
depilada e maquiada a força

Quinas por toda esquina
Vincam os meus conformes
Vestiram-me com fios nesta teia uniforme
que me oprime
me enlaça e me fisga a inocência

Não sou... Mas pareço ser um ser ciente e social

Inteligente por natureza formal

há uma cela invisível e endurecida
tecida de cola estranha
que me separa de mim
estou presa em nãos e sins

Presa num zipado programa instalado
Cercada por uma pandemia virtual
Onde tudo que é sucesso é... Viral

Virótico
Neurótico
Caótico como um anticristo... Antissocial

Busco o silencio
Onde sei que sou o livre sentir
Livra-me de definir ou nomear verbalmente
O que é... Existência

Existo sem resistência...
Sou um nada capaz de criar um algo
Com a força gestora do meu ser existencial

Sou porque sinto... Muito!

Penso e nomeio tudo o que vejo
Crio meus próprios erros e acertos

Crio os meus medos...
Meus sustos
Meus absurdos

fora de mim
mortos vivos e vultos fantasmagóricos que já
não assombram o meu roteiro

Enlouqueço os zumbis

Pois não reconheço a morte...
O fim

Nada
Começa
Sem
Mim

Nada
Existe
Por fim

Dentro ou fora daqui
Neste sentir pulsante que
É um todo
Concêntrico

Sou excêntrica
Quando penso
No que penso

Fantasio o que
Descrevo

Uso palavras usadas
Mas meu real vocabulário
É
Silencioso e calmo

Por isso
Mudo!

Vivo fora de moda e das ondas passageiras

Sou só...

Sou amante do AMOR

Sou apenas...

um infinito e desmedido exagero

298

Gaivota 3

de repente
senti apenas leveza
e
ela se fez gaivota

voou por sobre mim
envolvendo-me
TAO...
leve pluma

aquele sorrir
fluia
enquanto usufruia
sentindo
a causa
daquelas asas
surgidas como um
efeito perfeito

nascidas durante o ritmado roçar
almejado com prazer em pleno gozo

tudo voltou ao que era antes
aquém e além do tu

Tudo e nada
nUM

vago espaço
nomeado


agora
e
sempre
centrados
fora do
concreto absurdo nomeado mundo

feito fecundo
sentidos no corpo
auto-gerando
sem
eu

dentro pulsando
um todo gestando...
outroras sonhados
há tempos

senti-me
sendo ao vento
aninhada àquele peito

senti
alegria...
aconchego...
presentes
em meus íntimos sentidos


corpo poroso
vulcão lavando odores
molhados vapores
sublimados em
brancas nuvens

sem peso
sem penas
apenas desejo sentido

um só...

amor
com e por tudo

sem pressa
sem medo
sem presas
prá ancorar

cem horas
prá repousar
soltas ao Deus dará

soube dos céus
que amor flutua
por ondas
frequentes de AMAR

frequencias
que descem à terra
molhando o barro
com vida
revestida
de
matéria

risos nos olhos
alegria eterna
brotando dentro
com vida

alvejada
a
pele translúcida era clara

e
tudo luzia
e
eu...
era nela
UMA
CALMA

UNA

alma
apreciando
com gozo
um
mistério
revelado
quando
2
é
1
haverá
sempre
3


364

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