thiago_bilia

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Versificando...

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OS IPÊS DA CIDADE

Correria, manhã de inverno, mas
Em Campinas imagem magistral, 
Agasalhados habitantes arfam:
‘Frialdade deixe-nos em paz’;

As cores às ruas enfeitam agora,
Assim enfadonha frieza triste
Vai-se embora em setembro. Paciente
O ipê rosa do seco desabrocha;

Com delicadas pétalas surgiu,
Com força enfrentou o rigor do frio
Pra nos oferecer lindos buquês,

Dar o tom na clave da primavera,
Orquestrar antes desta ocasião
Melodias da bela estação.
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Biografia

Desde a primeira escrita no interior do Piauí, versos simples e desconcertados de um adolescente, retomo novamente o registro dos momentos; desta vez, diferente de antes, busco a métrica para a evolução.

Poemas

2

Poema da espera

Não me esqueça
dona minha, anoitece.
À tua espera
pra casinha
estou em prece.

Com as crianças e
a cadelinha
vem embora;
Abraçar-me,
dona minha,
me namora.

26.07.2-24

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Lá na sala

Onde estavas, quando a noite eu chorava?
Que sonhos tivestes a realizá-los em mim?
– Eu sonhei teu riso sem te conhecer;
Confesso – sofri, eu te amava! 

Quis teu corpo pra mim, só
para tocá-lo à noite por querer e
deixá-la nua sob o lençol 
acordando-a só após o sol nascer.

Mas de mim tu me escapastes
porque a ti antes não a conheci
encontrou um outro amor à parte
deixando-me só o sonho que fiz para ti.

Hoje eu estou velho e cansado
olhando-a pela janela nos jardins
sem flores, sem folhas e destarte
com o teu coração ao longe de mim.

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