thiago_bilia

thiago_bilia

Versificando...

n. 0000-00-00

Perfil
4 740 Visualizações

OS IPÊS DA CIDADE

Correria, manhã de inverno, mas
Em Campinas imagem magistral, 
Agasalhados habitantes arfam:
‘Frialdade deixe-nos em paz’;

As cores às ruas enfeitam agora,
Assim enfadonha frieza triste
Vai-se embora em setembro. Paciente
O ipê rosa do seco desabrocha;

Com delicadas pétalas surgiu,
Com força enfrentou o rigor do frio
Pra nos oferecer lindos buquês,

Dar o tom na clave da primavera,
Orquestrar antes desta ocasião
Melodias da bela estação.
Ler poema completo
Biografia

Desde a primeira escrita no interior do Piauí, versos simples e desconcertados de um adolescente, retomo novamente o registro dos momentos; desta vez, diferente de antes, busco a métrica para a evolução.

Poemas

4

Tímida partida

Eu me vim, ela ficou,
Olhar no chão, em solidão;
Nenhuma lágrima derramou.

Tentei ir, voltar atrás,
Andei em vão, sem emoção;
Da grade a sombra jás.

Parti sem mim, ela não;
Parei mudo, perdi o rumo,
Tanta sede, e os pés pelas mãos
61

Erga-te Princesa!

Ao longe a princesa dorme, agora
Se apartou de mim, então foi embora;
Depende de mim, de mais um afago.
Perdeu dentre tudo o seu forte laço.

Não me beija, não me deixa, se queixa;
Não esquece, não emerge, padece!
A sós se escancara, não se ampara;
Alanceada ao erro se emudece.

Peço que não se aflijas, Dama minha!
Olhes para os céus e ao céu dos céus,
(Ave voando) não colhe, não fia.

Te ergas e cantes um canto dos seus;
Tão bela em tua face – Rias, sem ira,
Estejas comigo, peço – Confias!

463

Trajeto em quatro estrofes

O humano é um pobre condenado
Pela vida a morrer. Nasce em luz
Para ver a glória, celebrado
Na flor que desabrocha e reluz.
 
Ao seio farto da santa imagem
Se engrandece de si sem merecer;
Crê que amanhã só irá vencer
Dorme como se não fosse à viagem.
 
Luta e conquista o que não é seu,
pisa e devora o que ninguém lhe deu
deixando na terra soberbas marcas.
 
Se desfazem na morte as intrigas,
encontram-se a dor com a amizade;
chega à sepultura última realidade.

445

OS IPÊS DA CIDADE

Correria, manhã de inverno, mas
Em Campinas imagem magistral, 
Agasalhados habitantes arfam:
‘Frialdade deixe-nos em paz’;

As cores às ruas enfeitam agora,
Assim enfadonha frieza triste
Vai-se embora em setembro. Paciente
O ipê rosa do seco desabrocha;

Com delicadas pétalas surgiu,
Com força enfrentou o rigor do frio
Pra nos oferecer lindos buquês,

Dar o tom na clave da primavera,
Orquestrar antes desta ocasião
Melodias da bela estação.
529

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.