thiago_bilia

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OS IPÊS DA CIDADE

Correria, manhã de inverno, mas
Em Campinas imagem magistral, 
Agasalhados habitantes arfam:
‘Frialdade deixe-nos em paz’;

As cores às ruas enfeitam agora,
Assim enfadonha frieza triste
Vai-se embora em setembro. Paciente
O ipê rosa do seco desabrocha;

Com delicadas pétalas surgiu,
Com força enfrentou o rigor do frio
Pra nos oferecer lindos buquês,

Dar o tom na clave da primavera,
Orquestrar antes desta ocasião
Melodias da bela estação.
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Biografia

Desde a primeira escrita no interior do Piauí, versos simples e desconcertados de um adolescente, retomo novamente o registro dos momentos; desta vez, diferente de antes, busco a métrica para a evolução.

Poemas

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Trajeto em quatro estrofes

O humano é um pobre condenado
Pela vida a morrer. Nasce em luz
Para ver a glória, celebrado
Na flor que desabrocha e reluz.
 
Ao seio farto da santa imagem
Se engrandece de si sem merecer;
Crê que amanhã só irá vencer
Dorme como se não fosse à viagem.
 
Luta e conquista o que não é seu,
pisa e devora o que ninguém lhe deu
deixando na terra soberbas marcas.
 
Se desfazem na morte as intrigas,
encontram-se a dor com a amizade;
chega à sepultura última realidade.

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OS IPÊS DA CIDADE

Correria, manhã de inverno, mas
Em Campinas imagem magistral, 
Agasalhados habitantes arfam:
‘Frialdade deixe-nos em paz’;

As cores às ruas enfeitam agora,
Assim enfadonha frieza triste
Vai-se embora em setembro. Paciente
O ipê rosa do seco desabrocha;

Com delicadas pétalas surgiu,
Com força enfrentou o rigor do frio
Pra nos oferecer lindos buquês,

Dar o tom na clave da primavera,
Orquestrar antes desta ocasião
Melodias da bela estação.
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