tiamat

tiamat

Sinta a força dos sentimentos, conjure-os para fora.

n. , Aracaju/Se

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Lembro quando percebi que não havia mais lugar naquele mundo para mim.
Eu era doida demais para caber em qualquer linha de raciocínio alheia.
Desajustada demais para funcionar bem junto a qualquer existência.
Eu chorei quando percebi que tinha me desencontrado da estrada que tanto conhecia.
Agora, com o que me restou, agradeço.
Pois foi sem chão que pude enfim usar minhas asas.
Realmente não perteço a lugar nenhum, tô abrindo mão desse lance de estar contida.
Prefiro as coisas assim...
Eu sou mesmo o excesso, o tudo ou nada...
Uma entrada que nem sempre sai no mesmo lugar...uma constante mudança.
Eu sou um país que nem Napoleão poderia dominar.
Minha fronteira é o universo.
E hoje eu sei; minha regra é a exceção.
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Poemas

3

O perfume da rosa.

O cheiro da fruta fresca
A boca que anseia 
O êxtase do teu sabor

A febre da promessa,
A saudade do gozo tão nosso
E então o findado parecer...
Não era eu e nem você
Existíamos, mas agora no plural.

Não era como antes...
Perdendo o controle do tempo, 
nas tardes que cintilavam. 
A escura noite, que de surpresa se anunciava 
tercendo sobre nós a cruel despedida.

A desídia nos condenou a um mortífero fim...

As feridas que os espinhos infringiam a carne, para ti perdiam a dor,
diante da grandeza de segurar nas mão a rosa que tanto desejou.

Te vi sorrir, enquanto observava a minha dor
isso foi o bastante para entender.
Todo fim é uma chance de recomeço.

Aquilo que me destes
Foi o mesmo tanto daquilo que me tirou
A ti nada devo ou sequer agradeço.
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A consciência.

A minha pele é branca,
Mas a minha consciência é negra.
Sou fruto de uma união praguejada.
A praga ecoava...
Que o olho azul prevaleça,
Que a pele dos meus descendentes não enegreça.
Mas, do amor que tudo pode, eu nasci.
Da minha avó branca herdei a cor.
Da minha avó negra herdei o amor.
E meus olhos negros, como um belo reflexo de sua existência. 

A minha consciência é negra.
O meu amor é negro.

Ainda assim 
Sinto-me culpada pelo que não fiz
É como se na alma carregasse uma maldita cicatriz
Proibida de falar de igual para igual
Por um privilegio que eu não pedi. 

Antes as correntes nos afastavam,
Hoje são as feridas que restaram.
Não esqueçamos que somos todos humanos
Todos com sangue negro.
Nas veias ou nas mãos. 

972

Minha culpa.

Eu sou luz, raio, estrela e luar,
A espera da chegada a um bom lugar,
A devastação de uma catástrofe,
Uma péssima poesia sem rima ou estrofe.

Tenho a doença que nenhum remédio cura,
Eu sou a pedra que o construtor recusa.
Aceito a sua culpa,
Mas da minha... tiro forças para a própria causa.
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Comentários (5)

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Tiamat

Fico muito agradecida! ??

Tiamat

Obrigada por sua visão sobre mim ainda que superestimada. ??

Tiamat

Obrigada querido!

ane_getirana

Uma mente genial aprisionada em um corpo de guerreira ! Amo vc s2

EDUARDO POETA

PARABÊNS TIAMAT,BELOS POEMAS! Abraços EDUARDO POETA