Flor efêmera
Não me entristece a pétala que de mim voa; afinal, também existo naquilo que deixo ir.
Deixei aroma e singularidade até em quem me apertou os espinhos na ânsia de da terra me arrancar.
Entendo assim, que tudo é como precisa ser, e então sei que é por desfolhar-me que não tenho fim... em qualquer parte poderá se encontrar um pouco de mim.
Boy
O fim da tarde chegava como o fim de uma era.
Era pra acontecer.
Seu toque fazia meu corpo responder em silêncio, difícil não ficar confusa naquele momento... pois era gentil, como se tocasse a minha alma além do corpo, não havia pretensão em convida-lo a permanecer, mas quando percebi ele já estava lá.
E eu queria um pouco mais.
Soturno
Triste maldição descompensada...
Ora êxtase corriqueiro, ora a apatia diante do extraordinário.
Nem sei mais o que sou, me sobra pouca escolha, diante da minha programação
A intensidade me cobra um preço alto demais, ando escolhendo não vivenciar.
Soturno
Triste maldição descompensada...
Ora êxtase cotidiano, ora a apatia extrema diante do show da vida
Nem sei mais o que sou, me sobra pouca escolha, diante de tantos distúrbios.
A intensidade me cobra um preço alto demais, ando escolhendo não vivenciar.
Fóton, fantasma e falácia
Não posso controlar o caos, também estou longe de poder te livrar dos dias difíceis, mas meu abraço pode ser consolo, sempre lá, aguardando o seu retorno para casa...uma dose de conforto homeopática para o inferno cotidiano.
Tudo é tão lamentável, como as coisas se perdem no querer e no não querer mais. Somos escravos de nossas vontades? Não, eu não quero assim.
De certo que quando te abraço é como se o mundo inteiro fizesse silêncio para escutar seu coração, minha lógica, logo encontra um padrão rítmico que nos une como uno... e é nesse instante que você brilha na intensidade de um milhão de estrelas em explosão.