Caiu a tela
Já passaram muitos dias,
e muitas noites também,
onde a fantasia voltou dor,
caiu a tela, com ela caiu o pintor.
Quis pintar-te a ti e a mim,
sentado nos recantos do nosso jardim,
onde um dia cultivamos aquela flor,
que floresceu como o nosso grande e eterno amor.
Luzerna, 08.07.2022. João Neves
Hoje
Hoje abri a gaveta e li,
as prosas que te escrevi,
elas tinham o odor a pétalas de flor,
era uma prova do nosso grande amor.
Hoje lembrei-me de ti,
como se fosses a saudade,
tu que fazes parte de mim,
és minha amiga de verdade.
Nada
Hoje não quero nada,
nada simples ou profundo,
nada mesmo, nem sequer um conto de fada,
só quero viver o meu mundo.
Quantas vezes!!!
E quando nós sorrimos sem querer sorrir!
e sonhamos sem querer sonhar,
cantamos sem querer cantar,
e quantas caminhadas demos,
por estradas erradas,
quantas vezes pensamos viver um amor,
e vivemos um vazio cheio de nada,
e nos entregamos sem amar,
e demos por nós noite dentro a chorar...
Luzern, 26.04.2020, João Neves.
Noite, viver, manhã e amanhecer, quadras soltas
Sou filho da noite,
madrugada dentro adoro viver,
quantas noites já passaram por mim,
sem me aperceber.
Estou a descobrir em cada manhã,
cada poro da sua beleza,
seja ela fria, morna ou quente,
como é lindo sentir toda a sua pureza.
Se a manhã fosse,
como o amanhecer,
toda a gente seria feliz,
mesmo sem querer.
Contornando os nossos corpos
Bailo contigo a nossa canção apaixonante,
contornando os nossos corpos,
com a doçura que nos exije o amor e o desejo,
e assim viveremos o resto da nossa vida,
amando-nos com a loucura do prazer até morrer.
Sei que nada sei.
Eu só sei que nada sei,
e juro que te adorei,
mas sei que nada sei,
mas sei o quanto te amei,
tantas foram as vezes,
que nas dunas te desejei,
juntos na praia te abracei e me abraçastes,
beijei e tu me beijastes
e madrugadas dentro ofertei meu amor,
mas continuo a dizer que nada sei,
so sei que naquela noite,
me disseste, nunca te amei,
e eu respondi contigo eu também só brinquei.
Luzern, 25.04.2013, João Neves.
Mulher dos meus sonhos
E eu que pensava saber tudo,
e dei-me conta que não sei nada,
Creí que eras tu a mulher dos meus sonhos,
Olhei pró céu tanto brilhava o sol,
como estava nublado,
a tarde pode estar bonita,
e não importa se o vento sopra frio,
ou se ao sol se sente calor,
o que importa é viver do teu amor...
Luzern, 25.04.2020, João Neves.
Diz-me
Diz-me que o teu coração,
já me esqueceu,
diz-me que ele nunca me pertenceu,
que eu mostro-te os meus lábios ainda molhados,
do beijo que a tua boca me deu...
A solidão e a melancolia
A solidão e a melancolia
são hoje a minha melhor companhia
seja pelo calada da noite
ou mesmo durante o dia
ela ama-me com desejo,
sem fronteiras e sem maneiras,
me ama como ela sabe amar,
seja à luz do dia ou numa noite de luar.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!