Quadras soltas 8
Quero um beijo doce, terno
Da tua boca, Macia e gulosa
Quero o teu corpo, Quente, faminto
As tuas mãos almejo
Acariciando me o corpo com desejo
Tua boca nos meus beijos
Me despertam mil desejos
Que fazem sentir um imenso prazer
Um fogo, uma paixão de enlouquecer
Cai a chuva miudinha
Vai caindo até mais não
Para lavar a alma minha
Em lágrimas de solidão
Eu dissolvi a amargura
No rio, na água corrente
Esta agonia perdura
Tento fazer de mim gente
Plantando na alma ternura..
Quadras soltas 7
Nos sonhos que eu vivo,
Deixa este amor te envolver
No carinho que sinto por ti
Sei que uma paixão vai florescer
Deixa ela nascer e invadir
Pro teu lindo corpo seduzir
Talvez numa destas noites frias
Eu derrame muitas lágrimas
Mas não deixarei de acreditar
Que em algum lugar alguém me esta a amar
Que o amor, mais forte
O amor mais duradouro
Seja ele do sul ou do norte
Todo ele, valha mais que o ouro
Regaria com as minhas lágrimas
Nunca te esqueças,
que regaria com as minhas lágrimas
as rosas plantadas dentro do teu ser,
pra sentir a dor dos teus espinhos,
e o encarnado beijo das suas pétalas,
com um cheiro intenso ao pólen.
Sabes que no vazio cabe um monte de coisas,
mas nenhuma se encaixa,
todas deslizam por um rio de lágrimas
que inundam todos os meus olhares vazios.
e na hora que eu chorar,
irá ser o choro mais triste do mundo...
O fado é nosso
Com sardinha e bacalhau assado,
a ouvir o mais saudoso fado que entoa,
desde o Rio Tejo até a Madragoa
este fado é nosso, este fado é de Lisboa...
Viajante passageiro
Ficando perdido sem saber onde moro,
fico iludido e pensando;
nestes tristes pensamentos onde choro,
por saber que não estou amando.
Sou um viajante passageiro,
sem tempo, sem companhia,
ando descalço por estre frio de nevoeiro,
onde sou feliz, vivendo de felicidade e alegria...
Mendigo por um dia
Sou um mendigo,
passo minha vida a mendigar,
vivo aqui e ali sem abrigo,
quem me vai ajudar?
Ao anoitecer quero comer,
mas não tenho onde o buscar?
pessoas passam por mim,
pessoas sem fim,
sem sequer me olhar,
são noites passadas ao relento,
levo com o frio e com o vento,
tantas vezes pergunto ao tempo,
me dá uma esmola por favor?
em nome de Deus e do amor ?
Luzerna, 24.12.2017, João Neves.
O vazio do tempo
Ontem olhei pró céu,
observei as estrelas.
Que beleza de luar!
Mas todo o resto é uma tristeza,
não posso nem contar.
Aqui fora está frio,
e lá dentro está frio também,
não há um tempo mais vazio
que o tempo de estar longe do meu bem.
Adoraria poder tocar-te
Adoraria poder tocar teu corpo,
percorrer docemente cada pedacinho do teu ser,
sentir o perfume da tua pele
e acompanhar-te na força do teu prazer,
Assim como as conchinhas do mar,
como as andorinhas lá no céu,
como as pombinhas mensageiras,
somos dois amantes inseparáveis, tu e eu.
Nesta mesa de bar
Nesta mesa de bar
Vejo tanta coisa invulgar
E tantas mais que nao quero nem contar
Deve ser do frio desta linda noite de luar...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!