À noite, eu escondo-me como o sol, tentando ocultar as artérias, da minha solidão, do meu desespero, procurando afugentar as mágoas, que caminham, em cada um dos meus passos, À noite as dores, as saudades, os antigos abraços, as lembranças que vagueiam, nas almas perdidas dos meus abandonos. À noite, aguardo as estrelas como quem espera, ter companhia em cada uma delas, e ter a última chance de ser feliz. Os pássaros se escondem à tarde voltando aos seus recantos, aos seus abrigos. sem entoar mais os seus cantos À noite, eu não tenho para onde voltar senão para dentro de mim, tentando me identificar e eu mesmo me encontrar...
Sou a lágrima que une o carinho ao amor, a tristeza á solidão, e quando amo! entrego o meu coração...
Não sou um poeta,
sou um sofredor,
que a vida ensinou a escrever,
palavras amargas, cheias de dor,
e se dizem que escrever, é só pós tristes,
ninguém me deve censurar,
hoje é um dia que eu escrevo,
com uma vontade enorme de chorar...
Vagueio na noite, e me desespero, por não a ter ninguém ao meu lado. Profundamente pelas madrugadas, na procura de sons. sons de qualquer silêncio, mesmo em silêncio os desejaria ouvir, com palavras vazias, que emudeceram o vento, e ele com a sua fragrância, nunca mais soprará com a mesma intensidade. Porque às vezes encontro-me a morrer, e outras vejo-me a correr, ao sabor dum vento que nada me diz...
Luzerna, 06-02-2014, João Neves,
24
Vazio dentro de mim
Quando estou mal, sinto ódio, quando estou bem sinto-me vazio, um ódio que mata, um vazio que maltrata, não quero deixar este vazio, fazer morada dentro de mim, tudo parece ser sombrio, tempestuoso e frio. Hoje não sei o que fazer, pra esta angústia passar, angustia que maltrata o coração. A saudade é o lenço, que uso pra secar as lágrimas, deste meu pranto, ao fim da noite, deito-me ao lado da solidão, e adormeço ali, no meio de uma escuridão sem fim...
Luzern, 24-02-2020, João Neves...
20
Amo sonhar
Olho o mar, que cada dia mais me faz lembrar, todo o bonito e bom, que alguma vez me aconteceu, Sinto a leve brisa fria, que acaricia, o meu rosto, E sorrindo fico pensando, em tudo que a gente já lá viveu. Penso nos teus beijos, fazem-me sentir o teu sabor. como ninguém me fez sentir, sinto também, o teu corpo ali encostadinho ao meu. Olho em redor tentando entender, procuro-te, mais não te consigo encontrar, e quando tudo estava escurecendo, e eu já não te podia nem sentir nem ver, abri os olhos. Acabou o sonho, tinha mesmo que acordar. Meu Deus muito obrigado, como é lindo sonhar...
Luzern, 04-02-2019, João Neves,
165
Dia Mundial do Cancro, 4 de fevereiro (Eu peço ao Cancro, que morra de Cancro)
Dia Mundial do Cancro, 4 de fevereiro "(Eu peço ao Cancro, que morra de Cancro)"
Esta cruel realidade já afetou a minha família, já vi e senti a dor ao ver um ser querido partir A dor é grande a revolta ainda é maior não à como fugir o sentimento de impotência é avassalador, maldito cancro és imperdoável és um predador nestas ocasiões não há palavras que nos valha, pois nada faz sentido, contra este canalha A vida é feita de acasos o cancro não escolhe sexos, credos, raças ou idade. ele ataca os mais indefesos com a maior crueldade. É uma lotaria cega, jogada selvaticamente, cada dia que passa ele bate à porta de mais e mais gente. Aos doentes peço-lhes muita força, fé e calma, pras familias dos que já partiram, rezem divinamente aos que pereceram desejo muita paz prá sua alma.
Luzerna, 04.02.2019 João Neves
135
Era meu pai meu amigo
Um dia a dor bateu na minha porta, com a morte de um ser querido, Dor imensa, me senti perdido, até a respiração se cortou, era meu Pai, meu amigo, sem piedade o cancro o massacrou, e Deus pra longe o levou. Pai guardai ai um recanto, pra quando a minha vida acabar, eu poder estar ai com voce pro abraçar.
108
Cancro maldito
Cancro doença maldita, entras nos nossos corpos com dores infinitas, mil vezes maldito, maldito...
33
na terra ou no céu
Seja com amor ou ódio, seja na terra ou no céu, Ui meu deus que episódio, é de se lhe tirar o chapéu...
26
Te vi sorrir
Vi-te mais de mil vezes sorrir, e te vi algumas vezes chorar, Sei que a nossa distancia é imensa, e que nos separa um longo e imenso mar...
23
Queria tanto
Queria um beijo doce e terno, da tua boca, macia e gulosa. Queria o teu corpo, quente, e faminto, devorando-me ferozmente. Queria as tuas mãos acariciando-me o meu corpo, com desejo. hoje recordo, as mais de mil vezes que te vi sorrir, e as poucas que te vi chorar, este meu coração não deixa de sentir, que a nossa distância é imensa, e nos separa um imenso mar. mar esse nos demonstra que, o nosso amor e forte como o sol, e romântico como a luz do luar, apesar da longitude nunca deixamos de nos amar...
Luzern, 03-02-2019, João Neves.
17
Saudades
Recordo com muita saudade, amigos da minha mocidade, naquele já longínquo tempo, jogávamos a bola no moinho de vento. Meus tempos de rapaz, que saudades tenho de outrora, dos frutos guardados no cabaz, coisa que não se vê agora. Tanta rapaziada brincava e gritava na rua, hoje uma aldeia sem gritos, parece nua, Nestes simples manuscritos, não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos" Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo, vivíamos a vida muito intensamente, havia mutuo respeito, pois todos tínhamos a ele direito. Hoje todos perdidos na memória de um celular, passamos por alguém sem um bom dia desejar. Luzern, 03-02-2020, João Neves.
Lindo poema... bravo... quero aproveitar esse momento para pedir ajuda , pois no meu portal não esta aparecendo a palavra (CRIAR) não sei o que esta acontecendo, se o sr. poder entrar em contato com sr Luis, porque não estou nem por email onseguindo. falar com ele. obrigado. ademir o popeta.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!