Um qualquer

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apenas um qualquer que quer colocar em um site os lixos que fala pelos dedos.

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Permita-me morrer

Existiria um ato mais racional que o próprio suicídio?
Acredito que não, tamanho ato de bravura te livra da escuridão.
Eu? Apenas aguardando minha permissão
Quero poder voar, fechar meus olhos e nunca mais acordar
Não sofro por uma perda, muito menos por amor
Estou apenas fugindo da vida e deixando pra trás o meu rancor.

Meu corpo, vive há dezoito anos, minha alma, no mínimo quarenta
Vivo deslocado na sociedade, forjando mais uma nova aparência
Dentre tantos Eus, esse foi o resto que sobrou
Não reconheço-me diante o espelho, pois não sei mais quem sou.
Pouco vivi, mas já me cansei
Futuro maldito, apenas aguarda minha vez
Não digas que tenho que sorrir,
Muito menos ser feliz,
Felicidade forjada, nunca foi o que quis.

Sentado na janela ele observa a vida passar
Só precisa de um empurrão, para não ter mais que se preocupar
E num piscar de olhos, ele some
Caindo dentre os andares a alegria lhe consome,
Fecha seus olhos e aguarda ansiosamente,
Porém,
Ele acorda,
Pois não se pode dormir no expediente.
Já estava morto, mas, sua condenação divina foi viver
Enquanto suas lágrimas tocam os papéis amaçados,
Ele sussurra mais uma vez,
Permita-me morrer.
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Poemas

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Permita-me morrer

Existiria um ato mais racional que o próprio suicídio?
Acredito que não, tamanho ato de bravura te livra da escuridão.
Eu? Apenas aguardando minha permissão
Quero poder voar, fechar meus olhos e nunca mais acordar
Não sofro por uma perda, muito menos por amor
Estou apenas fugindo da vida e deixando pra trás o meu rancor.

Meu corpo, vive há dezoito anos, minha alma, no mínimo quarenta
Vivo deslocado na sociedade, forjando mais uma nova aparência
Dentre tantos Eus, esse foi o resto que sobrou
Não reconheço-me diante o espelho, pois não sei mais quem sou.
Pouco vivi, mas já me cansei
Futuro maldito, apenas aguarda minha vez
Não digas que tenho que sorrir,
Muito menos ser feliz,
Felicidade forjada, nunca foi o que quis.

Sentado na janela ele observa a vida passar
Só precisa de um empurrão, para não ter mais que se preocupar
E num piscar de olhos, ele some
Caindo dentre os andares a alegria lhe consome,
Fecha seus olhos e aguarda ansiosamente,
Porém,
Ele acorda,
Pois não se pode dormir no expediente.
Já estava morto, mas, sua condenação divina foi viver
Enquanto suas lágrimas tocam os papéis amaçados,
Ele sussurra mais uma vez,
Permita-me morrer.
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Lamentos de um hipócrita

Se ele soubesse a falta que ia fazer, não teria morrido
Se ele soubesse a falta que ia fazer, teria com certeza, vivido
Trouxa foi eu, que neguei aqueles sinceros abraços
Hoje, me perco tentando repor nossos laços
A tristeza me consome e a solidão me assusta
Todas as vezes que lembro do filho que era, meu coração se frustra
Tenho certeza que se ele estivesse aqui, tudo seria diferente
Eu ia seguir meu sonho sempre olhando pra frente
Mas, hoje eu sei que não sou capaz
Corro sem sair do lugar, porque sei que meu lugar é atrás
O narcisista que aqui vivia já morreu
Além do mais, esse mundo continuará o mesmo sem eu
Um pseudo-suicida que só falta gritar "agora vai!"
Maldita seja a falta que você me faz, pai.
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Filosofia de ônibus


Entro nesse automóvel e vou para um lugar psicodélico
Dentro de um universo paralelo
Sento em um banco e olho para o lado
Vejo uma vida, viro a cabeça e já enxergo uma alma perdida
Em outro canto qualquer um ser embriagado, tentando se arrepender de tantos pecados
No outro lado, ela faz uma cara de alívio "até que enfim, chegou o dia do meu suicídio"
É até engraçado o jeito que as gotas caem, veem do céu como se fossem de outra dimensão,
Escorrem no vidro, e enfim, morrem no chão
São tantos paradoxos que mal consigo pensar, não importa se é público, você tem que pagar
Algumas pessoas se isolam dentro de seus minúsculos cubos,
Outras fazem amizades eternas de vinte minutos
Apenas tome cuidado para não acabar se apaixonando, esse falso sentimento corre solto dentre os bancos
Sempre cheio, porém, vazio
Não se gabe, sua vida é só mais uma dentro desse pequeno barril
Talvez você acabe se encontrando ou se perdendo mais, este universo é infinito e você nunca sabe qual surpresa ele te trás
Aperte o botão e deixe o som entrar na sua alma
Mantenha a calma,
Aguarde um pouco e quando as portas se abrirem, desça
Fuja desse abismo e desapareça, mas não sorria, não é assim que acaba
Hoje foi apenas mais um dia da sua longa jornada.
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