Unir_Versos_Paralelos

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Autor do livro "Fragmentos de um Homem". Instagram: @Unir.Versos.Paralelos @kind0fpoetry

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Encanto e Espanto

Surpreso fiquei por te ver

Em meio a este mundo perverso

Como pode existir em excesso

Este esplendor personificado de ti?

Teu golpe é longe viver!

Golpe do qual não posso me defender

Buscarei distrair-me. Objetivo: sobreviver

E você sei que vens, logo logo

Reflito e percebo-me sorrindo

Sinto-te tanto; sinto-te vindo.

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Poemas

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Encanto e Espanto

Surpreso fiquei por te ver

Em meio a este mundo perverso

Como pode existir em excesso

Este esplendor personificado de ti?

Teu golpe é longe viver!

Golpe do qual não posso me defender

Buscarei distrair-me. Objetivo: sobreviver

E você sei que vens, logo logo

Reflito e percebo-me sorrindo

Sinto-te tanto; sinto-te vindo.

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Encanto/Espanto

Surpreso fiquei por te ver

Em meio a este mundo perverso

Como pode existir em excesso

Este esplendor personificado de ti?

Teu golpe é longe viver!

Golpe do qual não posso me defender

Buscarei distrair-me. Objetivo: sobreviver

E você sei que vens, logo logo

Reflito e percebo-me sorrindo

Sinto-te tanto; sinto-te vindo.

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Teu açúcar

Doce que saciou minhas vontades

Doce que viciou-me de modo cruel

Por muito tempo pareceu-me mel.

Pecado favorito.

Tuas curvas: meu céu.

Doces foram as expectativas criadas contigo

Doce que gerou-me frustrações

Doce que engoliu minhas justificativas até fazer-me desistir

Quando há reciprocidade não é necessário insistir, aprendi.

Foi doce como a infância, fazia-me sonhar sem fim.

Foi doce como a juventude, fez-me descobrir o que antes era mistério em mim

Intenso como a primeira paixão;

Amei-te sendo metade diabo metade querubim.

Adoçou minha vida como a passagem do tempo

Aprendo com o nascer do sol e com o anoitecer

Surgiu-me desespero mil vezes e por isso eu agradeço

- somente enfrentando sufocos na mocidade suportar-se-á o envelhecer

Não obstante, ignoro a lógica, sufoca-me imaginar sem teu doce viver.

Sendo teu doce sabor algo passageiro, evite o brilho de amor nos olhos.

Não transborde meu rio

Amargo o fim.

Pacote vazio.

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Éramos nada. Lembra?

Lembra que um dia não sabíamos da existência um do outro?

Eu acordava.

Permanecia sobre a cama por alguns minutos.

Começava rodar na mente o filme de como seria meu dia, ou ao menos, o planejado para tal.

Abria, decidido então, os olhos, e tirava as pernas para fora da coberta.

Batia o pé no chão, até a ponta dos meus dedos sentirem uma parte do chinelo.

Com essas mesmas pontas dos dedos eu o puxava, para nele encaixar meus pés e, finalmente, afastar as cobertas e sair da cama.

Abria o celular, verificando se tinha alguma mensagem nova. Talvez alguém tivesse perdido o sono durante a madrugada e lembrado de mim; ou alguém poderia ter acordado mais cedo que eu e ter-me como um de seus primeiros pensamentos.

Colocava-o de volta à estante.

Espreguiçava-me.

E nisso, nesse decorrer de poucos minutos, não tinha você.

Fazia meu café-da-manhã.

Ficava em dúvida entre o pacote de bolacha ou um pão.

Começava relembrar de algo engraçado do dia anterior.

Enquanto abria a geladeira, soltava um riso meio sem graça, ainda sonolento.

Terminava de comer e ficava com vontade de ir pra cama de novo.

Ainda bem que eram férias e eu poderia fazer isso caso quisesse.

Mas ia pra frente da televisão ou do computador.

E nisso perdia horas do dia.

Posteriormente uma pausa para um filme, um livro, um amigo que resolvera me visitar.

Seja lá o que quer que eu tenha feito até a hora do almoço, fiz sem pensar em você.

Entre o almoço e a janta, talvez eu tenha andado por aí.

Trombado com aqueles velhos rostos conhecidos.

Cumprimentado um velho vizinho, o qual nunca havia cumprimentado antes (ou não que lembrasse), e parado pra pensar um pouco a respeito dele.

Sempre achei interessante o caso de ao acaso acabar trocando cumprimentos com alguém conhecido, mas que ao mesmo tempo era desconhecido.

Eu perderia um bom tempo depois imaginando como seria a vida dessa pessoa.

Fato que ocorria também não apenas com vizinhos, mas com o garçom do restaurante, a cliente na loja de roupas, ou o pai que carregava sua filha pela praça.

Não sei o que me fazia focar a atenção em uma dessas pessoas aleatórias, mas o fato é que eu focava.

"Será que é feliz?", "será que tem dinheiro?", "como será que gastará o dinheiro?", "será que o casamento dessa pessoa é apaixonante?", "será que essa pessoa pensa em casar?"

Várias questões passavam em minha mente.

Talvez eu estivesse indo para uma biblioteca.

Durante o percurso meu olhar focava o outro lado da rua, e ia de encontro à senhora que lavava a calçada. Ela tinha um semblante triste.

"Será que na minha velhice terei uma mulher infeliz ao meu lado?";

"Será que essa senhora é viúva?";

"Será que ela é entediada?"

Milhões de perguntas rondavam minha mente, mas nenhuma delas era sobre o que você estaria fazendo naquele momento.

O que será que você fazia, naquele dia, no momento em que eu checava meu celular para ver se tinha mensagem?

O que será que você fazia, naquele dia, enquanto eu prepara meu café-da-manhã?

O que será que você fazia, naquele dia, enquanto olhar aquela senhora me fazia fantasiar um futuro?

Será que naquele dia você estava bem?

Será que estava triste? doente, quem sabe.

Será que naquele dia você também estava em dúvida entre bolacha ou pão? qual será que escolheu?

Será que naquele dia você também visitou alguma biblioteca?

É estranho pensar que por anos e anos os dias foram começando e terminando, sem que eu tivesse você na mente.

Não me lembro como era a vida antes de nós.

Sorri sim, bastante. Também chorei, bastante.

Por vários motivos.

Mas em nenhum daqueles sorrisos ou daquelas lágrimas, tinha você existindo.

Entende?

Hoje, seja lá qual for o motivo de algum sorriso meu, existe você, em algum lugar.

E isso torna qualquer sorriso meu mais bonito.

Torna qualquer choro menos desesperador.

Ter te encontrado, em um dia qualquer (que mais tarde teria o adjetivo "qualquer" sendo substituído pelo "fundamental"), deixou os dias mais completos, fez a vida ganhar mais vida.

Engraçada essa vida, te escondeu de mim por tanto tempo.

Talvez ela tenha percebido que eu precisava de um reforço a mais para permanecer lutando nela e resolveu que era hora de me permitir te encontrar.

Encontramo-nos.

Lembra?

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Preces

Que não seja tudo uma mera fantasia,

onde momentaneamente sorrio,

para dali uns instantes voltar a viver uma velha agonia...

Que seja tudo verdade:

teu beijo,

teu toque,

tua entrega

e nossa insanidade

que faz-me querer-te sem fim

um pouco mais hoje

amanhã com mais intensidade

e assim continuamente

por toda eternidade.

134

Nosso encontro encontra um lar

Nosso encontro encontra um lar

onde repousa

e pode em paz dormir

sem medo, sem receio

não de tempos em tempos

mas o tempo inteiro

Nosso lar é plena paz

A doutrina

é ofertar sempre mais

Dos abraços confidentes

Dos beijos ardentes

Dos atritos ferventes;


142

Circunstâncias

Tem abraço que é melhor que beijo.

Tem beijo que é melhor que sexo.

Há sexo melhor que certos amores.

Certos amores não têm nexo.

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