Valdeck Almeida de Jesus

Valdeck Almeida de Jesus

n. 1966 BR BR

n. 1966-03-15, Salvador-BA

Perfil
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Pecando

Já violei os dez mandamentos e
não me aconteceu nada.

Vou fazer a tábua dos meus
mandamentos e os violarei também.

Não vou para o céu, pois não
tenho asas.

Não vou para o inferno, pois não
sei cavar buraco.

Não vou flutuar, pois não sou tão
leve assim.

Não vou desaparecer no ar, pois
tenho pedras nos rins.



Valdeck Almeida de Jesus

30 de agosto de 2013
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Poemas

15

Rosana Paulo faz homenagem

Lá vem Valdeck

Com alegria

Caminhando serelepe

Ele tem alma de menino

Sem ser moleque

Com garra mudou seu destino

A poesia é sua magia

Sagrada como uma prece

Palmas para este poeta

Que ele merece!

Salvador, 10.11.2013
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VALDECK ALMEIDA POETA

Valdeck Almeida poeta

que leva Jesus no nome

mas não foi crucificado

é apenas sobrenome.

que bom te ver aqui

ouvir sua poesia

de verbos fortes melódicos

com sensatez e harmonia.

qual o seu segundo segredo?

porque o primeiro já é você

poeta, não sei qual dos dois

é o mais gostoso de ouvir

se o poeta verdadeiro

ou segundo a fingir?

és também poeta de bordel

de esquina iluminada

de palanque redentor

do prostíbulo sem fachada.

poeta sem Gregários

Vinícius ou Buarque's

Quintana nem Carrano's

nem com todas reverências.

ninguém se iguala a você

dentro da modernidade

vivos versos são os seus

embrenhados de emoções

é você Valdeck Almeida

o poeta multidão.


Autor: Luiz Menezes de Miranda
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Bairro da Paz é pura poesia e coração












Conheci hoje uma das fronteiras desta cidade desigual. Salvador é loteada, esfacelada,
murada por todos os lados. A má distribuição da renda nacional se reflete aqui
de forma violenta. Enquanto prédios de trinta, quarenta andares brilham ao
nascer do sol, bairros inteiros são apartados, escondidos pelos espigões. E com
avenidas que mais parecem rios envenenados, como definiu Enrique Peñalosa,
ex-prefeito de Bogotá quando de sua visita à capital baiana, a cidade mais
parece uma teia de aranha com becos, vielas, ruas apertadas, e muito abandono.

O Bairro da Paz é um exemplo desse abandono. Nascido de movimentos de invasão,
a região é a cara de outras partes da capital, onde as pessoas vivem em
bairros-dormitórios, viajando, literalmente, todos os dias, para trabalhar e
estudar no centro e em outras localidades de Salvador. Mas o bairro não se
deixa isolar. Tem uma vida própria, com um comércio movimentado, igrejas de
todas as denominações, moto-táxi, restaurantes, supermercados, farmácias,
barzinhos e todo tipo de estabelecimento comercial. Possui linhas de ônibus,
mesmo precárias e um povo trabalhador, lutador no dia a dia desigual desta
cidade desigual.

Apesar da desigualdade que se nota sem fazer esforço, o bairro vive e sobrevive
como uma cidade dentro da cidade. Aliás, parece mesmo um outro lugar, uma outra
realidade. Caminhar pelas ruas ainda é possível, sem o barulho de trânsito e
sem a pressa da região central de Salvador, que parece caminhar sempre rumo ao
esmo, com rapidez e sem olhar para os lados. No Bairro da Paz, ao contrário, o
tempo dá para tudo, ainda bem. E tem muita arte ali.

Arte e educação, pessoas do lugar e de fora, que se juntam, se irmanam, em um
trabalho belíssimo, como é o exemplo do Espaço Avançar, onde se pode ler livros
de autores consagrados e novatos, tem oficina de música e de teatro, tem
orientação religiosa e educacional, tem poesia nas gavetas, mentes e bocas da
juventude.

Que tal participar do mais novo espaço poético de Salvador? Não passe a 80km
por hora na Paralela sem diminuir a marcha e conhecer o Bairro da Paz e o Sarau
da Paz, que breve gritará poemas para os céus de Salvador...

Salvador, 13 de novembro de 2013
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Fala Demais

Promete, sugere, critica, aponta. Aí pensamos que ajudará, com sua
sabedoria e seus diplomas. Após o pedido de ajuda, vai dando desculpas que
"amanhã", "depois", até que você esqueça. Falar e filosofar
qualquer um faz, quero ver é carregar pedra nas costas, arregaçar as mangas e
partir pro trabalho bruto...



Salvador, 19 de novembro de 2013

Valdeck Almeida de Jesus
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Vai uma mãozinha aí?

"Não perguntam a ele se quer ou precisa de ajuda. Não sabem como ele vive, sem doméstica ou sem esposa/escrava. Não sabem que ele trabalha um turno de sete horas seguidas, sem intervalo para almoço. Não querem saber se ele vai a um evento artístico à tarde e outro à noite. Não perguntam se quer ajuda para carregar pedras. Não se importam se ele tem bico de papagaio e hérnias de disco. Não se interessam em quebrar pedra com ele, sob o sol escaldante. Não sabem que ele não recebe nada para atuar em sua área, em prol de uma coletividade. Mas cobram, mas criticam, mas sugerem que poderia ser assim e assado, mas acham que o espaço é pequeno, é quente, é insalubre, é frio, é largo demais, não tem segurança, não tem clientela, não tem isso, não tem aquilo. Pensam num lucro imediato, mas desejam um atalho, uma escora, um ombro amigo... Assim é que a caravana LADRA e o cão passa".

Fonte: advinha?
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