Valdeck Almeida de Jesus

Valdeck Almeida de Jesus

n. 1966 BR BR

n. 1966-03-15, Salvador-BA

Perfil
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Sem vento

Não há estradas

Nem caminhos

Nem curvas

Nem retas

Sem vento não há

NADA

Somente o vento

Constrói, sopra,

Empurra, dinamiza,

Inspira, incentiva

Esse vento

Mesmo morno

Ou fraco, me eleva

Aos altos céus

Da inspiração

E me dá fôlego

Para longos voos

Até o próximo pouso

Num horizonte

Que se move

Sempre...



Salvador, 28 de outubro de 2013

Valdeck Almeida de Jesus - para SYD
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Poemas

15

Sem vento

Não há estradas

Nem caminhos

Nem curvas

Nem retas

Sem vento não há

NADA

Somente o vento

Constrói, sopra,

Empurra, dinamiza,

Inspira, incentiva

Esse vento

Mesmo morno

Ou fraco, me eleva

Aos altos céus

Da inspiração

E me dá fôlego

Para longos voos

Até o próximo pouso

Num horizonte

Que se move

Sempre...



Salvador, 28 de outubro de 2013

Valdeck Almeida de Jesus - para SYD
122

Fala Demais

Promete, sugere, critica, aponta. Aí pensamos que ajudará, com sua
sabedoria e seus diplomas. Após o pedido de ajuda, vai dando desculpas que
"amanhã", "depois", até que você esqueça. Falar e filosofar
qualquer um faz, quero ver é carregar pedra nas costas, arregaçar as mangas e
partir pro trabalho bruto...



Salvador, 19 de novembro de 2013

Valdeck Almeida de Jesus
115

Prefiro fazer

Tenho medo de teóricos

de gente de gabinete

tenho medo de pessoas

que vivem em gaiolas

nos mundo das ideias

tenho medo de teóricos

que não pisam na lama

que não saem da cama

que falam do que não vivem

e pregam caminhos

para quem não conhecem

tenho medo disso

das revoluções mentais

sem sal, sem açúcar

sem gosto de sangue

sem gosto de mangue

sem pé nem cabeça

Valdeck A. de Jesus

05 de novembro de 2013
125

Procurei Ele na cruz

e o mito se desfez

me achei só

em busca

e sem companhia

Busquei no ar

mas o vento

tinha ido

respirar alguém

Tentei as plantas

que caíram

pela natureza

Apeguei-me à fé

mas a realidade

da vida

me desbotou

Voltei à cruz

e me crucifiquei

em sacrifício

ao mito

que acreditei.



Salvador, 10 de outubro de 2013. 3º Encontro de Escritores
Independentes e posse da diretoria da União Baiana de Escritores - UBESC. Texto
produzido durante palestra da professora Zilda Freitas sobre Fernando Pessoa e
o poema Ulysses.
132

Temporal

Sol e chuva

Se abatem

Em meu peito

Sombra, neve

Vento leve

Brisa, pedra

Cinza, furacão

Maremoto

Poeira, fogo

Granizo

E tufão

E eu

Em busca

De equilíbrio

Me despedaço

Despenhadeiro

Busco refúgio

Tudo em vão

Espero

A primavera

Inverno, outono

Meia lua

E verão

E durmo e sonho

Com medo

Do amanhecer

Me trazer

Alguma ilusão



Para SYD

Salvador, 24 de setembro de 2013
152

Chorar é preciso

Fazia anos que ele não sabia mais o que era chorar, deixar cair as lágrimas quentes e grossas rosto abaixo... Não sentia vontade de morrer, nem de viver. Vivendo um tempo de anestesia, ou demência, ou desapego, ou depressão... não sabia, ao certo, o que era uma
emoção, fazia tempo... e seguia, carimbando, tracejando o mesmo percurso de
casa ao trabalho e de volta, e para a casa de uns poucos amigos e de volta.

Poesia, não mais recitava nem ouvia. Música, somente em língua castelhana, num esforço desumano para compreender as minúcias. O sonho, talvez, fosse viver um novo amor, outra
história, língua, país. E sentia saudade de tudo, da angústia, da fome, da
poeira que o gado fazia quando trotava em frente de sua casa, seguindo para o
matadouro, tangido por vaqueiros mágicos...

E a moda, e as manchetes dos jornais, e tomar o microfone e ser fotografado nos eventos, e tudo o que o canto da sereia da mídia alegrava aos demais, ele corria para se esconder...

E andava, e dormia, e sonhava, e dizia que amava, e a pessoa nada respondia... e ele seguia, sem saber se ia ou se voltava. Mas nem o amor nem o vento lhe davam alento. Sobravam tempestades de palavras, despedidas inesperadas e a tela em branco esperando por uma
mensagem qualquer, até mesmo um adeus pra sempre... mas a agonia tinha que ser
perpetuada. Afinal, sem sonho, sem esperança, não adiantaria ligar o mundo na
tomada no dia seguinte...

E depois tentou voar, mas caiu na primeira e nas demais tentativas. Se escondeu, mas sentiu vontade de sair da toca. E as contradições humanas tomaram seu coração. Se deu vontade de matar, de fugir, de dizer impropérios a todos e todas. E se negou a atender o pedido
da alma. E seguiu mais um pouco e se perdeu e se encontrou...

Para um dia de chuva de verão, meia janela aberta e uma música castelhana no ar.

Bom dia domingo, 03 de novembro de 2013
120

VALDECK ALMEIDA POETA

Valdeck Almeida poeta

que leva Jesus no nome

mas não foi crucificado

é apenas sobrenome.

que bom te ver aqui

ouvir sua poesia

de verbos fortes melódicos

com sensatez e harmonia.

qual o seu segundo segredo?

porque o primeiro já é você

poeta, não sei qual dos dois

é o mais gostoso de ouvir

se o poeta verdadeiro

ou segundo a fingir?

és também poeta de bordel

de esquina iluminada

de palanque redentor

do prostíbulo sem fachada.

poeta sem Gregários

Vinícius ou Buarque's

Quintana nem Carrano's

nem com todas reverências.

ninguém se iguala a você

dentro da modernidade

vivos versos são os seus

embrenhados de emoções

é você Valdeck Almeida

o poeta multidão.


Autor: Luiz Menezes de Miranda
117

VALDECK ALMEIDA DE JESUS O POETA DA VERDADE

O XI PARLAMENTO NACIONAL DE ESCRITORES


P arlamento localizado na Colômbia convidou

O Valdeck Almeida de Jesus por seus valores

E ste polivalente e emérito baiano se destacou

T ambém estarão neste evento outros autores

A plaudem a Raúl Gomes Jatin que nos deixou



D iversos paises participarão destas atividades

A li se encontrarão consagradas personalidades



V aldeck lerá "Memórias do Inferno Brasileiro".

E ste jornalista, funcionário público e escritor.

R evelará ao mundo o seu talento verdadeiro

D este grande poeta tenho ciência do seu valor

A Deus peço que ilumine a sua ida e regresso

D efenda nossa pátria com seu empenho e amor

E ste encontro com certeza será um sucesso



José Carlos Gueta - O POETA DOAB
128

Rosana Paulo faz homenagem

Lá vem Valdeck

Com alegria

Caminhando serelepe

Ele tem alma de menino

Sem ser moleque

Com garra mudou seu destino

A poesia é sua magia

Sagrada como uma prece

Palmas para este poeta

Que ele merece!

Salvador, 10.11.2013
128

Biografia não-autorizada

Vou processar quem não fizer

minha biografia não autorizada

quero que devassem

mexam, invadam

vasculhem, futuquem

investiguem, fucem

bisbilhotem

remexam

cisquem

pesquisem

fuxiquem

fofoquem

exponham

espiem

procurem

escarafunchem

e achem tudo...



Valdeck Almeida de Jesus

18 de outubro de 2013
145

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