Valdeck Almeida de Jesus

Valdeck Almeida de Jesus

n. 1966 BR BR

n. 1966-03-15, Salvador-BA

Perfil
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Fala Demais

Promete, sugere, critica, aponta. Aí pensamos que ajudará, com sua
sabedoria e seus diplomas. Após o pedido de ajuda, vai dando desculpas que
"amanhã", "depois", até que você esqueça. Falar e filosofar
qualquer um faz, quero ver é carregar pedra nas costas, arregaçar as mangas e
partir pro trabalho bruto...



Salvador, 19 de novembro de 2013

Valdeck Almeida de Jesus
Ler poema completo

Poemas

15

Pecando

Já violei os dez mandamentos e
não me aconteceu nada.

Vou fazer a tábua dos meus
mandamentos e os violarei também.

Não vou para o céu, pois não
tenho asas.

Não vou para o inferno, pois não
sei cavar buraco.

Não vou flutuar, pois não sou tão
leve assim.

Não vou desaparecer no ar, pois
tenho pedras nos rins.



Valdeck Almeida de Jesus

30 de agosto de 2013
119

VALDECK ALMEIDA DE JESUS O POETA DA VERDADE

O XI PARLAMENTO NACIONAL DE ESCRITORES


P arlamento localizado na Colômbia convidou

O Valdeck Almeida de Jesus por seus valores

E ste polivalente e emérito baiano se destacou

T ambém estarão neste evento outros autores

A plaudem a Raúl Gomes Jatin que nos deixou



D iversos paises participarão destas atividades

A li se encontrarão consagradas personalidades



V aldeck lerá "Memórias do Inferno Brasileiro".

E ste jornalista, funcionário público e escritor.

R evelará ao mundo o seu talento verdadeiro

D este grande poeta tenho ciência do seu valor

A Deus peço que ilumine a sua ida e regresso

D efenda nossa pátria com seu empenho e amor

E ste encontro com certeza será um sucesso



José Carlos Gueta - O POETA DOAB
126

Rosana Paulo faz homenagem

Lá vem Valdeck

Com alegria

Caminhando serelepe

Ele tem alma de menino

Sem ser moleque

Com garra mudou seu destino

A poesia é sua magia

Sagrada como uma prece

Palmas para este poeta

Que ele merece!

Salvador, 10.11.2013
125

VALDECK ALMEIDA POETA

Valdeck Almeida poeta

que leva Jesus no nome

mas não foi crucificado

é apenas sobrenome.

que bom te ver aqui

ouvir sua poesia

de verbos fortes melódicos

com sensatez e harmonia.

qual o seu segundo segredo?

porque o primeiro já é você

poeta, não sei qual dos dois

é o mais gostoso de ouvir

se o poeta verdadeiro

ou segundo a fingir?

és também poeta de bordel

de esquina iluminada

de palanque redentor

do prostíbulo sem fachada.

poeta sem Gregários

Vinícius ou Buarque's

Quintana nem Carrano's

nem com todas reverências.

ninguém se iguala a você

dentro da modernidade

vivos versos são os seus

embrenhados de emoções

é você Valdeck Almeida

o poeta multidão.


Autor: Luiz Menezes de Miranda
115

Biografia não-autorizada

Vou processar quem não fizer

minha biografia não autorizada

quero que devassem

mexam, invadam

vasculhem, futuquem

investiguem, fucem

bisbilhotem

remexam

cisquem

pesquisem

fuxiquem

fofoquem

exponham

espiem

procurem

escarafunchem

e achem tudo...



Valdeck Almeida de Jesus

18 de outubro de 2013
143

Espírito de Porco

Se você não vê a postagem

ou não comenta nem curte

ou compartilha, você é

invejoso, despeitado,

ciumento;



Se você vê a postagem e

comenta, curte ou

compartilha, inclusive

citando o nome do

homenageado e/ou de quem

fez a homenagem (mesmo

que seja um amigo seu),

aí você é bajulador,

puxa-saco, adulador...
132

Temporal

Sol e chuva

Se abatem

Em meu peito

Sombra, neve

Vento leve

Brisa, pedra

Cinza, furacão

Maremoto

Poeira, fogo

Granizo

E tufão

E eu

Em busca

De equilíbrio

Me despedaço

Despenhadeiro

Busco refúgio

Tudo em vão

Espero

A primavera

Inverno, outono

Meia lua

E verão

E durmo e sonho

Com medo

Do amanhecer

Me trazer

Alguma ilusão



Para SYD

Salvador, 24 de setembro de 2013
150

Não tenho medo de cubanos

Quanto mais misturar, pensadores, filósofos, médicos, escritores, pintores, escultores, melhor. O mundo é globalizado e as sempre quiseram isso. Agora que a oportunidade de intercâmbio,
real, chega, parece que as pessoas estão com saudades dos muros de berlins, dos
muros das palestinas, querem muros de coréias separando os atlânticos e os
pacíficos... o ar que respiro não sei de onde vem..

E, complementando, o brasileiro médio (do analfabeto ao grande intelectual pós-doutorado nas diversas sourbonnes da vida) possuem o mesmo quilate de auto-depreciação. Na minha
opinião, somos gênios, mas não acreditamos nisso.

Não sei porque tanto medo de cubanos ou espanhóis, se a gente está cercado de carros alemães, sanduíches americanos, perfumes franceses, telefônicas itálias móbiles, aprendemos inglês nas escolas, usamos calças jeans, veículos japoneses etc. etc. É um
contrassenso proibir UNS, enquanto OUTROS já invadiram nosso território há
muitos e muitos anos, inclusive com direitos que eram restritos a brasileiros.

Valdeck Almeida de Jesus
Salvador-BA, 31 de agosto de 2013
127

Vai uma mãozinha aí?

"Não perguntam a ele se quer ou precisa de ajuda. Não sabem como ele vive, sem doméstica ou sem esposa/escrava. Não sabem que ele trabalha um turno de sete horas seguidas, sem intervalo para almoço. Não querem saber se ele vai a um evento artístico à tarde e outro à noite. Não perguntam se quer ajuda para carregar pedras. Não se importam se ele tem bico de papagaio e hérnias de disco. Não se interessam em quebrar pedra com ele, sob o sol escaldante. Não sabem que ele não recebe nada para atuar em sua área, em prol de uma coletividade. Mas cobram, mas criticam, mas sugerem que poderia ser assim e assado, mas acham que o espaço é pequeno, é quente, é insalubre, é frio, é largo demais, não tem segurança, não tem clientela, não tem isso, não tem aquilo. Pensam num lucro imediato, mas desejam um atalho, uma escora, um ombro amigo... Assim é que a caravana LADRA e o cão passa".

Fonte: advinha?
127

Chorar é preciso

Fazia anos que ele não sabia mais o que era chorar, deixar cair as lágrimas quentes e grossas rosto abaixo... Não sentia vontade de morrer, nem de viver. Vivendo um tempo de anestesia, ou demência, ou desapego, ou depressão... não sabia, ao certo, o que era uma
emoção, fazia tempo... e seguia, carimbando, tracejando o mesmo percurso de
casa ao trabalho e de volta, e para a casa de uns poucos amigos e de volta.

Poesia, não mais recitava nem ouvia. Música, somente em língua castelhana, num esforço desumano para compreender as minúcias. O sonho, talvez, fosse viver um novo amor, outra
história, língua, país. E sentia saudade de tudo, da angústia, da fome, da
poeira que o gado fazia quando trotava em frente de sua casa, seguindo para o
matadouro, tangido por vaqueiros mágicos...

E a moda, e as manchetes dos jornais, e tomar o microfone e ser fotografado nos eventos, e tudo o que o canto da sereia da mídia alegrava aos demais, ele corria para se esconder...

E andava, e dormia, e sonhava, e dizia que amava, e a pessoa nada respondia... e ele seguia, sem saber se ia ou se voltava. Mas nem o amor nem o vento lhe davam alento. Sobravam tempestades de palavras, despedidas inesperadas e a tela em branco esperando por uma
mensagem qualquer, até mesmo um adeus pra sempre... mas a agonia tinha que ser
perpetuada. Afinal, sem sonho, sem esperança, não adiantaria ligar o mundo na
tomada no dia seguinte...

E depois tentou voar, mas caiu na primeira e nas demais tentativas. Se escondeu, mas sentiu vontade de sair da toca. E as contradições humanas tomaram seu coração. Se deu vontade de matar, de fugir, de dizer impropérios a todos e todas. E se negou a atender o pedido
da alma. E seguiu mais um pouco e se perdeu e se encontrou...

Para um dia de chuva de verão, meia janela aberta e uma música castelhana no ar.

Bom dia domingo, 03 de novembro de 2013
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