Quando o dia iniciou, Bateu-me um frio inverno; Quando a lua brilhou Corri nos braços do amor eterno!
266
Uma rosa
Se me trazes uma rosa, Levas por favor, de presente, este cravo vermelho. Enquanto aquela me ensinará a amar, Este te proporcionará um belo conselho.
239
O homem e a árvore
Ao ficar parada, a árvore protege o homem Fornece-lhe o alimento que come Abriga-o do sol escaldante, da chuva torrencial! O homem "parado" nada faz; Não cuida da árvore e ainda lhe causa mal!
235
A abelha e o beija-flor
A democrática flor, que seu perfume exala, Atrai tanto a abelha como o beija-flor... ...e de seu pólen e néctar cada um se regala Depois se vão, em agradecimento, dando voltas ao seu redor.
288
Terra vazia
Um mundo desabitado, Uma terra vazia, Uma semente que tenta brotar Sem ver a luz do dia... Assim é o coração de um homem Que não ama a poesia!
212
Sóbrios e bêbados
Músicas e fumaças saíam do bar... ... E quando o dia veio chegando, Sóbrios e bêbados se abraçavam... Enquanto aqueles as horas iam consultando, Estes somente pela companhia se preocupavam!
268
Gravetos
Lá no alto da colina uma luz que clareia E no centro da luz dois olhos que a ilumina! Eles transformam a lenha do coração em fogo que se ateia... ...e queimando de paixão dois gravetos que se amam.
246
O amor e a vela
Sobre uma cadeira de palha, Sentado se encontra um belo moço... Debruçado sobre suas mãos calejadas, E recostado à velha mesa, Ele medita sobre o que foi o amor, Que começou como uma vela acesa E findou como uma vela apagada.
236
Lençol da saudade
...e quando partistes, procurei de todas as formas, despir-me da vaidade, Sofrendo a ausência de teu corpo me aquecendo... Conforto que destruístes... ...e quando o dia estava amanhecendo, Procurei dormir sob o frio lençol da saudade...
252
Tateando o vento
Se ausentas de mim por um momento Fico perdido por aí, tateando o vento!