wendel

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n. 2001 BR BR

Perfeccionista preguiçoso.

n. 2001-03-12

Perfil
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Luxúria pálida

Esta noite a lua será testemunha 

Quero vê - la lumiar e banhar tua pele pálida 

Quero - te assim, nua e cálida

 a saciar desejos que minha mente pressupunha...

Flor do desejo e da obsessão

Semeia no calor do fogo a cor da tua estação

Sublinhaste o sentido da minha vida no contorno do teu quadril

Idolatrar a tua imagem tornou -  se o meu pecado pueril...

Devoro teu corpo, enfraqueço teu sexo, dos pés até as espáduas

Violo teu templo, e tu assistes com exemplo: na plenitude de mil estátuas

Quero infinitas noites mais de culto ao hedonismo

Experimentar na tua silhueta um obsceno algarismo...

O ato de possuir - te me evoca um sentimento nobre

Permita - me ser teu candelabro de ouro, retira - me da miséria do cobre

Quero desconcertar - te anjo; esvoaçar teus cabelos, entortar tua auréola

Extrair de ti impuros cânticos, dardejar a lingua úmida na tua roséola...
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Poemas

5

Bicho barbeiro

Olhe nos meus olhos e não negues o que vês,

Replique as tentativas em uma, duas, três...

Verás a face de um animal barroco;

Bicho barbeiro no barro de Deus,

Cuja chaga engrandece o teu peito oco.
62

Beleza ingrata

Poesias e versos são coisas malditas; Ingratas se nascem da flor e jorram beleza quando brotam das feridas...
66

Chuva de prata

Vem, e traz aquele beijo que sacia minha sede 

Quero beijar - te cedo até o raiar da aurora 

Contigo o infinito és aqui e agora 

Deita - te, o céu para ti não passa de uma rede 

tua presença, é fantasia que me arrebata 

Dentro dos teus olhos observo o que és e em vão tento abraçar este mar gigantesco 

Pois é a pintura que faz do homem pintor, e porventura és tu que faz da vida um afresco 

Inunda minh' alma numa chuva de prata
66

Anjo no vidral

Um gosto intragável na boca me vem quando imagino o meu destino

Insisto a passear num trem, que não se sabe de onde vem, cujo trilho é o desatino

Não me recordo quando cheguei ou se apenas sonhei com sinos e esta catedral

Local onde fui rei, me casei, e porventura me tornei: o anjo chorando estampado no vidral 

Ó que angústia não reconhecer o próprio coração... 

Que raiva que me dá, o que farei com esta pedra no meu peito já embrutecida?

Arrancar do peito fora, e sem demora... - alvejar o belo rosto da vida?
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Luxúria pálida

Esta noite a lua será testemunha 

Quero vê - la lumiar e banhar tua pele pálida 

Quero - te assim, nua e cálida

 a saciar desejos que minha mente pressupunha...

Flor do desejo e da obsessão

Semeia no calor do fogo a cor da tua estação

Sublinhaste o sentido da minha vida no contorno do teu quadril

Idolatrar a tua imagem tornou -  se o meu pecado pueril...

Devoro teu corpo, enfraqueço teu sexo, dos pés até as espáduas

Violo teu templo, e tu assistes com exemplo: na plenitude de mil estátuas

Quero infinitas noites mais de culto ao hedonismo

Experimentar na tua silhueta um obsceno algarismo...

O ato de possuir - te me evoca um sentimento nobre

Permita - me ser teu candelabro de ouro, retira - me da miséria do cobre

Quero desconcertar - te anjo; esvoaçar teus cabelos, entortar tua auréola

Extrair de ti impuros cânticos, dardejar a lingua úmida na tua roséola...
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