Wilhans Lima Mickosz

Wilhans Lima Mickosz

n. 1990 BR BR

Eu sou um poeta que faço dessa atividade a minha predileta!

n. 1990-01-06, São Paulo

Perfil
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A judia

A judia
Foi judiada
Pobre coitada!
Pelo seu namorado
Após com ele ter transado
Seu namorado a judiou
Assim que com ela,transou
Ele chamou a judia
De vadia
Ele só a maltratou
E ela desgostou
De ser tratada desse jeito
Totalmente imperfeito
Pelo seu namorado também judeu
Que,certamente,a cabeça perdeu
E este lhe bateu
E,no motel, um funcionário
Escutando no exato horário
Quando as agressões aconteciam
Ouvia-se gritos e gemidos
Lá do quarto
E então,a testemunha do fato
Decidiu a polícia chamar
Para vir lhe algemar
E assim que a polícia chegou
Ele logo parou
Mas em nada adiantou
Ela já estava toda avermelhada
E esmurrada
Com hematomas
No semblante
E o policial prendeu o judeu
No exato instante
Que viu a judia
Naquele dia
Toda fria
E envergonhada
Por ter sido vista pelada
Na madrugada
E por outro lado,o judeu
Na prisão amanheceu
Quem sabe, ele aprende a lição
De nunca, jamais,dever em uma mulher encostar a mão
Não importa qual seja, a situação.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Poemas

26

Você e seu violão

Você é tão linda !
Ao tocar uma canção
No seu violão
Que eu não vi nem ouvi nada igual ainda
Você dedilhando corda por corda dos acordes do seu violão
Escala por Escala musical
Lendo e interpretando as cifras e notas das tablaturas e também até partituras
Você tocando suavemente as cordas do seu violão
Com essas suas mãos tão macias quanto algodão
E você, ao cantar com essa voz doce que alegra o meu coração
Você toca,canta e me encanta
E também, você me olha com esse seu olhar
Que só você é capaz
Assim de me fascinar
Você me traz paz
Você tem tanto talento musical
Você é genial
Com esse violão
Eu te digo isso, de todo meu coração
Seu talento
Vem do momento
Em que estamos juntos
Lembrando dos nossos mais belos assuntos
De amor
Num dia de calor
Só nós dois sentados na praia, à beira-mar
Enquanto, eu estou a escutar
Você, lindamente,para mim
Seu violão a tocar
De um jeito perfeito
E sem fim.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
165

O soldado e o capitão

Estava a marchar, o soldado
De um jeito errado
E o capitão
De supetão
Deu-lhe um sermão
E o capitão,ainda diz
Para o soldado infeliz
Se você marchar errado
Outra vez,eu lhe coloco no xadrez
É porque num desfile militar
Tem que saber marchar
E ,então,por outro lado,o soldado ,escutando por um ouvido e saindo pelo outro
Ou seja, sem sequer, se importar
Com o que seu capitão
Acaba de lhe falar
O soldado indisciplinado
Ele volta a marchar
De um jeito errado
Mas ,também,agora, de supetão,o capitão
Como sendo ,o responsável por todo o pelotão
Dessa vez, lhe colocou , na prisão.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
188

Que horas são?

Por que você sempre me pergunta que horas são?
E na mesma hora
Dos meus olhos vai embora?
Assim,você entristece o meu coração !
Não é nem uma, nem duas, nem três vezes
São todos os meses !
E tambem, todos os anos !
Quais são seus planos?
Será que os de me magoar?
Com seu breve perguntar
De que horas são?
E logo sumir
Assim partir
De mim ,de supetão
Você ,nem ao menos, se importa
Sobre,o que diz,o meu coração !
Porque é sempre a mesma coisa
Você me pergunta :Que horas são?
E logo, vai embora
A toda hora
Fechando da minha casa, a porta
Você, realmente,nunca,se importa!
Talvez,se,eu comigo
O relógio não mais levar
Você para de me perguntar
Que horas são?
Meu amigo!
E não vá embora
A toda hora
De supetão
E assim,não magoe ,o meu coração.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
216

A borboleta e a lagarta

A borboleta esvoaça
Com toda sua graça
Espalhando seu amor
De flor em flor
Essa borboleta
Não cansa de esvoaçar
À procura de seu par
Em todo lugar
Enquanto, isso,a borboleta olha para uma lagarta
Lá, no chão
Que a mesma, já está farta
De só viver a se arrastar,como esta sendo por enquanto, sua única condição
E a lagarta, não vê a hora de assim como a borboleta,poder se transformar
Para a natureza,lá nas alturas,por aí,também,esvoaçar
De flor em flor
Com todo seu amor
Somente à procura de seu par.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
321

Olhe para mim

Meu amor
Olhe para mim
De um jeito sem fim
Que me provoque calor
Não olhe para trás
Nem para os lados
Não me olhe com olhares disfarçados
Olhe para mim
Como exatamente faz
Um anjo querubim
Que só seu olhar
Me traz paz
Olhe-me assim
De um modo que só você sabe me olhar
Colocando seus olhos diretamente em mim
Portanto, pare de hesitar
Meu amor
E me dê valor
Não olhe para a esquerda nem para a direita
Só olhe para mim
Olhe para frente
Não,deixe-me ,seu olhar ausente
Porque, só tu,do meu coração, és eleita !
Disso, podes acreditar, realmente
Venha ,então, me olhar.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
159

Uma moça com belas mãozinhas

No ônibus que eu sempre pego para ir e voltar do trabalho, certo dia, nele,eu entrei e acomodei-me ,em um dos assentos dos fundos e ao meu lado, sentara-se ,uma moça e o que, eu pude observar ,de pronto nela ,foram suas mãos.
Eram umas mãos aparentemente tão pequenininhas, delicadas e macias que eu só fiquei com vontade de poder tocar nelas, porém, eu só fiquei mesmo a olha-las, a segurar sua bolsa , ela era uma moça linda, mas, suas mãos eram mais lindas ainda, ela segurava sua bolsa com a mão esquerda e também segurava seu celular com a mão direita ,ela estava a escutar música com os fones de ouvido conectados ao seu celular ,assim como eu .
O que eu mais queria naquela noite, voltando para casa ,era conversar com ela no entanto, minha timidez não deixava. Foi quando, de repente,depois de cerca de uns trinta minutos de admiração desde que a vi e então,chegara o momento dela descer em seu ponto de ônibus. Infelizmente, ela desceu antes de mim, não foi no mesmo ponto em que eu desço nem depois.
E o que foi que acabou acontecendo que eu acabei por vê -la ,indo embora, rapidamente dos meus olhos, sem sequer , eu falar nada nem fazer nada, a não ser, esse meu texto que eu acabei escrevendo sobre esse fato que marcou aquela ocasião do meu dia de trabalho, ao voltar para casa ,em questão.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
150

Uma voz

Eu ouço uma voz
Mas, eu não sei ,de onde,ela vem !
Será que do além?
É uma voz muito linda
Porém, de onde vem,eu não sei ainda!
É uma voz de amor
Que por dentro,me provoca calor
É uma voz que me dá inspiração
Para poder criar no meu violão
Uma canção
Ou quem sabe,uma poesia de alegria
É uma voz desconhecida
Porém, para mim
Assim, uma voz querida
É uma voz,sem fim
Eu amo tanto
Poder ouvir essa voz
Que enche-me de pranto
Ela é para todos nós!
Uma voz assim
Só pode ser de um anjo querubim
Ou talvez ,de Deus
Ao falar com os lábios seus
Essa voz
É impossível de não escutar
Apesar de eu não saber, de onde, ela vem!
Porque,também, seu som passa muito mais rápido que um trem a mais de cem !
Eu sempre e para sempre, vou me questionar
Sobre quem emite essa voz !
Que deixa-me com falta de ar.
Toda voz
Que eu for escutar
Eu irei comparar
Embora, ela seja incomparável
Com essa voz de fundo que me vem
No entanto, eu nunca sei de quem!

Autor: Wilhans Lima Mickosz
159

O menino jogador de futebol da escola

O menino não queria saber de estudar
Ele só queria levar
Sua bola para a escola
Para, enfim,nela, poder jogar
Ele faltava às aulas
E quando ia cabulava
Em nada adiantava
Quando, por milagre, o menino ficava na escola
Ele só queria saber de jogar bola
Educação física era sua única aula preferida
A única por ele, escolhida
As outras, o mesmo, dispensava
Literalmente , recusava
Em educação física, ele tirava nota 10
Mas, por outro lado, em outras matérias, ele tirava nota 0
É porque, ele não tinha nenhum interesse em aprender
Na verdade, o menino, só queria ter tempo de na escola
Quando, raramente, ia, era seus gols no futebol fazer
Para feliz, assim, ser
Sem sequer, com nada , se preocupar
Senão, com sua bola na escola
Assim, levar
Para, enfim, nela, poder jogar.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
125

O tique -taque do relógio

Tique-taque, Tique-taque
Hora que vai e vem !
Vem e vai !
Hora que dentro de mim !
Não sai
É sem fim !
Hora que passa e repassa
Relógio que mostra sua hora
A toda hora
E não disfarça
De tanto tique-taque,tique-taque
Que até me dá um tique nervoso
De olhar o relógio
Que ,às vezes, a hora passa rápido
Ou também, às vezes, demora a passar
Não importa o dia nem o lugar
É porque,o relógio sempre estará,de graça, a trabalhar
Sem sequer ,nunca nada a cobrar
Com seus eternos tique-taques.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
204

Namorados alucinados

Para onde os namorados alucinados
Assim vão ?
Os quais foram por suas famílias abandonados!
Pobres coitados!
São namorados adoidados
Porém,apaixonados
Que foram largados de mão
Só por causa de viverem mais pela emoção do que pela razão
Seus pais os expulsaram de suas residências
Para morarem nas ruas
De carências
A pedirem esmola pelas mãos suas
Ninguém tinha pena desse casal de namorados alucinados
Totalmente alienados
Que viviam na alucinação
No seu próprio mundo de imaginação.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
163

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