A judia Foi judiada Pobre coitada! Pelo seu namorado Após com ele ter transado Seu namorado a judiou Assim que com ela,transou Ele chamou a judia De vadia Ele só a maltratou E ela desgostou De ser tratada desse jeito Totalmente imperfeito Pelo seu namorado também judeu Que,certamente,a cabeça perdeu E este lhe bateu E,no motel, um funcionário Escutando no exato horário Quando as agressões aconteciam Ouvia-se gritos e gemidos Lá do quarto E então,a testemunha do fato Decidiu a polícia chamar Para vir lhe algemar E assim que a polícia chegou Ele logo parou Mas em nada adiantou Ela já estava toda avermelhada E esmurrada Com hematomas No semblante E o policial prendeu o judeu No exato instante Que viu a judia Naquele dia Toda fria E envergonhada Por ter sido vista pelada Na madrugada E por outro lado,o judeu Na prisão amanheceu Quem sabe, ele aprende a lição De nunca, jamais,dever em uma mulher encostar a mão Não importa qual seja, a situação.
Por que o passarinho está a cantar? Por que canta tanto? Será que, por acaso,ele está sua companheira a procurar? Ou será que, por acaso,ele está a encher-se de pranto? De qualquer modo,seu canto É um encanto! Para minha audição Que escuta sua canção De todo meu coração Pode continuar a cantar Sem parar E também a voar e a sobrevoar A beleza da natureza Voando de árvore em árvore Eu o vejo da janela da minha casa Assim,sozinho No seu ninho Só, à espera de sua companheira Que não vem Que foi logo ali E sumiu Partiu Sua companheira Talvez tenha ido para o céu dos passarinhos Ou,quem sabe,tenha sido capturada Para viver engaiolada Enquanto,isso,o passarinho Mesmo assim,continua sozinho No seu ninho A cantar Sem parar Só, à espera de sua companheira Da vida inteira Que não vai voltar.
Wilhans Lima Mickosz
167
A luta e o luto
Eu vou à luta A luta,eu vou Eu me entrego à labuta Dessa vida bruta Mas,às vezes,eu não sei Quem sou eu? Ou quem eu sou? Eu só luto,luto e luto Até que chegue,um dia De tanto,eu lutar Em vão Sem sequer de nada poder conquistar Alguns no meu enterro,chorarão E,também por alguns dias Permanecerão em luto.
Wilhans Lima Mickosz
330
O bem-te-vi sumido
Por acaso,alguém sabe,onde está o Bem-te-vi? Aqui ou Ali? É aquele que canta a nota "Si" E também a "Mi" Que por causa dele Eu nem dormi E também,por causa disso,todos costumam me falar Assim,o seguinte que percebe-se Isso em mim,Tudo em razão desse Bem-te-vi Que eu estou a procurar Sem fim! Mas,afinal,onde estará esse bendito Bem-te-vi? Que eu mal vi! Aqui ou Ali? Ele não saiu daqui,dali nem de acolá Porém,onde esse Bem-te-vi estará? Enfim,aonde esse Bem-te-vi terá ido? Que está sumido.
Wilhans Lima Mickosz
118
O motorista de ônibus
O ônibus Em que eu estou Vai e não Vai O motorista pirou Do lugar O ônibus Não sai E quando,sai Do lugar O motorista se põe a acelerar E também dá cada freada brusca Que eu em pé Até cai E reclamei do motorista Que dirige o ônibus Com seu vai e não vai Que do lugar,não sai E,quando, sai do lugar O motorista se põe a acelerar Até os passageiros começarem a falar Do seu modo de dirigir Que faz os mesmos a pensarem Que o motorista as leis de trânsito está a infringir Esse é o meio de transporte da gente ir? Pergunto eu que sou um passageiro esgotado No ônibus lotado Após,eu ter trabalhado o dia inteiro E desse ônibus,enfim,eu poder sair.
Wilhans Lima Mickosz
189
As horas do relógio
Essas horas do relógio Não querem logo passar Para minha namorada Eu vir a beijar Eu mal consegui dormir essa madrugada Por causa do tique-taque do relógio A me incomodar E, também,as horas do relógio Eu fiquei a esperar Para logo,chegar o momento certo Em que eu estou bem desperto Para o meu amor,eu poder namorar Mas,o relógio nunca foi meu amigo Ele nunca foi gentil comigo Ele sempre foi do contra Ou seja,quando,eu quero que passem as horas do tempo rápido Elas demoram a passar E,quando,eu quero que passem as horas do tempo demorado Elas passam rápido Quem vai entender? Esse relógio louco Que de mim,faz pouco Com seu mistério,sem fim.
Wilhans Lima Mickosz
258
Um menino sem destino
Ele andava sem direção Só a escutar a bater forte seu coração Ele andava sem destino Ele era apenas um pobre menino Com seu violino E a cada esquina Que ele podia parar Ele sua canção,se punha a tocar Para alguma menina Poder impressionar Enfim era essa a vida caminhante Que o menino sem destino levava e levaria Porque,o mesmo sabia que a vida dura só um instante Assim como o mais belo hino que no seu violino Ele ,várias vezes, já tocou E consigo mesmo,chorou.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
124
Você
Lá vem você
Você vem
Mas de onde você vem?
Será que do além?
Porque quando você vem
Quando vem você em minha direção
Ninguém te vê
A não ser o meu coração
Por que será?
Será por quê?
Será porque eu devo só te amar
Mais profundamente que o azul da cor do céu
E do mar
Assim eternamente
Para que eu possa mergulhar
No azul do teu olhar
Um azul como as águas
Que acaba com as minhas mágoas
É isso que eu tenho que fazer e farei
Assim que você chegar
Aonde eu devo estar
Que não pode ser em qualquer lugar
A não ser em nossos corações.
Cheio de emoções.
Wilhans Lima Mickosz
123
Uma voz
Você têm uma voz milagrosa
Divina
Majestosa
De menina
Uma voz vinda de Deus
Vinda dos anjos
Vinda dos céus
Uma voz
Que só você têm
E mais ninguém
E que me tira da solidão
Uma voz
Que foi abençoada por Deus
Para poder proteger-me do perigo
Ao lembrar e ouvir sua voz
Que acalma minha alma
Uma alma minha
Que antes era sozinha
E que sua voz agora
Nesta exata hora
Me faz companhia
Sua voz me acompanha
Dia após dia
Na minha caminhada de vida
Para todos os lados e para todos os cantos
Espalhando os seus encantos
E faz com que o meu coração
Comece a se aquecer e a bater
Cada vez mais por ti
De emoção
A partir do momento
Em que eu pude te ouvir a falar comigo
Com essa sua voz
E a começar a cantar uma canção de amor
Para que o meu dia seja melhor
E você me alegre com sua presença angelical
Uma presença em que prevalece sua voz
Uma presença vocal.
Uma única voz
Que eu quero contigo
Como muito mais que um amigo
É o de poder estar à sós
Wilhans lima Mickosz
143
Uma Professora e seu Aluno
Certa professora e seu certo aluno,viam-se e reviam-se,em sala-de-aula,uma vez por semana,em todas as semanas do mês,junto com outros alunos.
E este,seu aluno,especificamente,a admirava,com seus olhos de uma forma indescritível.
Ele a amava,ele estava apaixonado por sua professora secretamente,ninguém sabia disso,muito menos,ela própria e mesmo assim,caso,se ela soubesse,não se sabe,ao certo,de sua parte,se a mesma poderia retribuir esse seu tamanho amor estudantil.
Ele sabia que ela falava:Inglês,Espanhol,inclusive,o nosso Português,é óbvio!
Ela tinha 31 anos de idade,mas, parecia ter 25 ,com seu rosto e corpo de princesa,ela era lindíssima,formosíssima,chamava-se:''Ana Terra''.
Ela também tinha uma tatuagem no seu pé direito,ela já havia ido aos Estados Unidos da América em Nova York com sua mãe e irmã.
Enfim,ele procurava saber de tudo sobre ela,tim tim por tim tim,detalhadamente,a respeito de tudo que ela falava,ele procurava saber e decorar em sua cabeça atentamente,porque ele estava interessado por sua pessoa de corpo e alma.
Mas só que,ele não sabia,como aproximar-se dela,afinal de contas,ela era sua professora.
O que ele perguntaria a ela?Assim que todos os demais alunos,saíssem da sala-de-aula.
Professora!Você têm namorado?
Essa seria uma pergunta,um tanto quanto ousada,talvez,feita por um aluno à sua professora.Assim imaginava ele.
E ela poderia lhe responder,isso não lhe diz respeito,com toda sua razão,porque,ela estava ali em sala-de-aula para poder lecionar e esclarecer possíveis dúvidas relacionadas à sua disciplina e não sobre sua vida pessoal,íntima.
No entanto,ele não conseguiu resistir a tentação da oportunidade e este,resolveu lhe perguntar,algo à respeito.
E lá foi ele,numa certa ocasião propícia e então,lhe perguntou,no fim de uma de suas aulas,quando todos os outros alunos,já haviam saído da sala-de-aula.
E estavam,eles dois,ali,à sós.
Sua pergunta,foi da seguinte maneira:''Com sua licensa,Professora!
Esta,lhe respondeu:Pois não?
Ele continuou dizendo:Eu poderia saber,se você está solteira?
Ela,então,surpreendeu-se com sua pergunta inesperada e logo em seguida disso,lhe respondeu:
''Eu deixarei você descobrir por si só!''
Dito isto, por ela,ele já sabia que naquele certo dia,à noite,ela iria embora para o seu apartamento ,no mesmo horário de saída de seus alunos.
E ele,despediu-se,da mesma,respeitosamente,com um beijo no rosto,porque, ela ainda era sua Professora Universitária e não sua namorada,assim como ele almejava.
E ela,acabou deixando-lhe esse seu mistério no ar e por outro lado,ele tinha ficado enlouquecidamente interessado para que assim pudesse desvendar esse seu mistério,ou seja,o mistério sobre a vida particular de sua professora de:''Morfossíntaxe da Língua Portuguesa''.
Naquela mesma noite,esse seu certo aluno, ele foi se deitar,encostando sua cabeça curiosa no travesseiro,só pensando assim,da seguinte maneira:''Será que a professora está sozinha?
Pois é isso que eu vou tentar descobrir por mim mesmo!Pode deixar!
Ou eu não me chamo:Fulano de Tal! Disse convicto ele!
Isso era a única coisa que ele ainda não sabia sobre sua professora,porque,sua amada e desejada:''Aninha''.
Assim como ele passou a chamá-la mentalmente,não deixara-se saber nada a esse respeito,desde então.