Wilhans Lima Mickosz

Wilhans Lima Mickosz

n. 1990 BR BR

Eu sou um poeta que faço dessa atividade a minha predileta!

n. 1990-01-06, São Paulo

Perfil
28 374 Visualizações

A judia

A judia
Foi judiada
Pobre coitada!
Pelo seu namorado
Após com ele ter transado
Seu namorado a judiou
Assim que com ela,transou
Ele chamou a judia
De vadia
Ele só a maltratou
E ela desgostou
De ser tratada desse jeito
Totalmente imperfeito
Por seu namorado também judeu
Que,certamente,a cabeça perdeu
E este lhe bateu
E,no motel, um funcionário
Escutando no exato horário
Quando as agressões aconteciam
Ouvia-se gritos e gemidos
Lá do quarto
E então,a testemunha do fato
Decidiu a polícia chamar
Para vir lhe algemar
E assim que a polícia chegou
Ele logo parou
Mas em nada adiantou
Ela já estava toda avermelhada
E esmurrada
Com hematomas
No semblante
E o policial prendeu o judeu
No exato instante
Que viu a judia
Naquele dia
Toda fria
E envergonhada
Por ter sido vista pelada
Na madrugada
E por outro lado,o judeu
Na prisão amanheceu
Quem sabe, ele aprende a lição
De nunca, jamais,dever em uma mulher encostar a mão
Não importa qual seja, a razão.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
Ler poema completo

Poemas

103

Sua boca

Eu olho para a sua boca
E imagino que você deve saber beijar bem
Com esses lábios carnudos
Que Deus lhe deu
Eu só fico a imaginar
Como deve ser um beijo seu
Como deve ser esplendoroso seu beijar
Nisso,eu não consigo parar de pensar
Essa sua boca silenciosamente
Assim me chama
Para eu poder te dar um beijo
Na sua cama
Que é a maior fonte do meu desejo
Essa sua boca com o mais belo tom
De vermelho forte de batom
Que realça a cor
Dos seus lábios
E quem for com amor
Para poder te beijar
Aumentará o sabor
Da sua boca
E você deixará sua marca de batom
Nos lábios
De quem te beijou
E que esse alguém
Queria ser eu
Para te beijar além
Como um beijo
Que Julieta recebeu de seu eterno Romeu.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
158

Seus olhos-claros

Que olhos-claros
Que olhos raros
Que você têm
Que vão além
São olhos seus
Que eu nunca vi
Será que são olhos de Deus?
Ou será que são olhos de Jesus?
Porque são olhos que irradiam luz!
Olhos seus assim
Também podem ser de anjo Querubim!
São olhos que não têm fim
Eu até me pergunto
De onde,será que pode vir
Tanta beleza?
Senão, de sua própria natureza
São olhos que estão a se sobressair
Diante de todo e qualquer assunto
Olhos-claros e raros
De tamanha claridade e raridade
Que só quem os vê
Não sabe explicar o porquê
Só sei que eu vi,vivi e morri
Por esses teus olhos-claros
Da mais absoluta clareza
Que da sua alma
Mostram sua franqueza
É o que pode ver minha visão calma.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
172

A lunática luana

Luana era lunática
Luana vivia no mundo da lua
Quando,ela nasceu
O nome que o pai lhe deu
Foi Ana
Mas,a medida que o tempo foi passando
E ela crescendo
Seu pai foi aos poucos percebendo que ela à noite adorava olhar
Para a luz do luar
E de tanto dele observar
Isso nela
Ele resolveu mudar
E juntar o nome de batismo dela
De lua com Ana
Que deu Luana
E aí ficou ,sendo assim, Luana
Luana a olhar para a luz do luar
E com a beleza da lua
Se igualar
Com a sua
Essa era a Luana
Que todos achavam que ela era lunática
Com sua maneira fanática
De olhar para a luz do luar
Com seu belo olhar.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
527

Palavras Erradas

Quais palavras
Eu devo lhe dizer?
É o que eu fico a pensar
A matutar
Na minha cabeça
Eu penso em poder lhe falar
Palavras certas
Mas,quando, eu mal percebo
Eu acabo de soltar
Da minha boca
Que tanto quer te beijar
Palavras erradas
Palavras mal ditas
Mal pronunciadas
Mal faladas
E mal pensadas
Que acabam provocando feridas
A quem escutar
Sobre o que eu acabo de lhe dizer
Foi dito sem querer
Mas,o que já foi dito
Não tem como esquecer
Senão, relevar
Sobre o que eu acabei de te falar
Que foi sem pensar
E que acabou te magoando
Sobre o que eu acabei falando
Com essa minha mania
De todo dia
De querer falar
Palavras certas
Mas que no final sempre acabo falando
Palavras erradas
E isso acaba me matando
Por dentro de mim mesmo.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
160

A janela dos seus olhos

Do seu olhar
Eu vejo uma janela
Que eu posso ver tudo por ela
Nos teus olhos é onde,eu quero poder estar
Você nem precisa me falar
Sobre o seu olhar
É nítido! É claro!
O que seus olhos
Têm a me dizer
Eu já estou a ver
Eu já estou a enxergar
É que você quer ser minha mulher
É isso que seu olhar
Assim me diz
Que junto comigo,você quer ser feliz
Como nunca foi na sua vida
E que agora
Nesta exata hora
Poderá ser
E tudo,começou
A partir do momento
Que eu pude te ver
Para o meu contentamento
Na rua
Que você diante de mim
De repente,atravessou
E eu fiquei todo na sua
De um jeito sem fim.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
550

Eu te amo


" Eu te amo!"
Não foi feito para ser dito, ao acaso
Foi feito para ser falado
No momento mais inesperado
De,quando,alguém
Está a amar
Muito além
Das profundezas do mar
Dentro da frase do: "Eu te amo!"
É algo muito mais imenso
Que essas letras amorosas
Escritas por extenso
Que querem dizer que quem ama
Não basta,só estar na cama
Tem que ter amor de verdade
E fazer lágrimas de emoção derramar
Até encher a lagoa
Com essa frase boa
Que nunca, deve ser dita,à toa
Do:" Eu te amo!".

Autor: Wilhans Lima Mickosz
255

A perereca a pererecar

A perereca
Na lagoa
Estava a pererecar
Nada disso era à toa
Ela estava à procura do seu amor
Para amar
A perereca pererecaria
A qualquer dia
Com seus pulos,com seus saltos
Aonde quer que fosse
Ela iria aonde for
Para seu companheiro
Poder encontrar
Enquanto, a perereca
Estava a pererecar
Pela lagoa
Numa boa
Foi,quando,a perereca
Pôde,finalmente,se deparar
Com seu futuro companheiro
Ambas,então, as pererecas
Viram a se amar por inteiro
E também, a pererecar
Com seu coaxar
Pela lagoa
Que é onde,tudo soa.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
639

O pênis e a vagina

Era uma vez,um pênis e uma vagina que acabaram,se encontrando,no meio do caminho.
Ambos,tanto um quanto outro,não sabiam para que serviam nessa vida.
Foi então que o pênis e a vagina,decidiram,se juntar para virem a conversar e se conhecer melhor.
O pênis, reclamando,da vida,o mesmo,dizia,eu me sinto,tão sozinho,eu sinto que eu tenho que me colocar em algum lugar,mas,não sei, onde exatamente, enquanto, a vagina,também, estava,a se queixar,da vida,falando de si mesma,eu sinto que algo,de algum lugar,meu instinto, me diz que alguma coisa tem que me preencher por dentro para vir a me completar,só,não sei,de onde,também,ao certo.
O pênis e a vagina,começaram a se simpatizar um com o outro em relação as suas conversações de reclamações, mas,também em base de suas dúvidas existenciais.
O pênis, de repente,se aproximou,na vagina que envergonhada,se avermelhou,à medida que o pênis, cada vez mais,aproximava-se, da vagina,a ponto de encostar-se e tocar nela com sua cabeça, a vagina,por outro lado,foi,transpirando e ficando lubrificada e o pênis, endurecendo-se,em estado de mole para ereto.
Tanto o pênis quanto a vagina,não sabiam,como explicar aquilo que estava acontecendo,era uma espécie de sintonia,uma espécie de combinação natural das coisas que estava havendo,só que,ambos,não sabiam explicar, só sentir.
Foi quando, sucedeu,que,naquela sincronia de conversa vai e conversa vem,de tão encostados,um do outro,que ambos estavam,o pênis rígido, acidentalmente e imperceptivelmente, acabou perdendo o equilíbrio e deslizando para dentro do canal da vagina,ou seja,o pênis entrou e acabou por preencher, a vagina que tanto questionava-se em sua vida por falta de preenchimento dentro de si mesma.
O pênis, ficou entrando e saindo,de dentro,da vagina que ,ao mesmo tempo,a mesma sentia prazer ao poder sentir,o pênis penetrá-la com seus frenéticos movimentos de entra e sai.
O pênis e a vagina,estavam sentindo,um enorme prazer,naquela combinação perfeita que só um ser superior poderia explicar.
Só que depois de algum tempo,só naquilo, o pênis e a vagina,ambos,acabaram,soltando um líquido transparente em forma de jatos que foi o êxtase, o clímax do estado de prazer para aquele casal do pênis e a vagina que por um momento,sentiram desejo sexual,sem ao menos,saber e encontrando o verdadeiro amor,porque,o verdadeiro amor,é isso,é a inocência de fazer algo pela primeira vez e gostar e sem saber o motivo disso,ou seja,só foi pelas leis da natureza.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
173

Poesia para Luana

Para: Luana Moreira
De: Wilhans Lima Mickosz

Esta flor
Que eu lhe dou
É o símbolo do meu amor
De quem por ti,tanto orou
Para Deus,depois que eu te vi
Para que você fosse minha
E também para que esta rosa-vermelha não vivesse sozinha
E apesar de ser bela
Ela também pode fazer machucar
Os dedos seus
Com os espinhos
Mas,ela é para ti
Minha donzela
Esta flor
Esta rosa majestosa
Que, por muito tempo,não vai durar
É porque,logo mais,suas pétalas
Secarão,cairão e morrerão
Assim,no chão
Porém, o meu coração
Sempre e Para sempre
Vivo vai continuar
A palpitar por ti
Isto é apenas um simples agrado
Mas com um grande significado
De quem está apaixonado
Por ninguém mais do que você
E nem adianta vir me perguntar o porquê
A única coisa que eu sei que quando,eu te conheci
Minha vida mudou de um jeito
Assim inexplicável
Que em ti,não consigo encontrar nem sequer um defeito
Foi isso que aconteceu comigo
Que,mesmo sendo,um ser totalmente imperfeito
Nos seus braços,pude encontrar meu abrigo.
242

Fulano,Sicrano e Beltrano

Havia uma moça
Que ficava com um
Gostava de outro
Mas,amava o terceiro
Sua vida era um desespero
Ela nem comentava sua vida amorosa com ninguém
Mas nem precisava também
Porque seus amigos viam isso além
Era um caso complicado para ela
Ela não se entendia
Não havia entendimento nem explicação da parte dela
Ela era incompreensível e inexplicável
Ela simplesmente não quebrava a cabeça
E fazia o que lhe dava vontade à beça
O que lhe dava na telha
Enfim,ela fazia o que a deixava feliz
Como costumava falar
Mas,afinal,com quem,realmente, ela ia se casar?
Com Fulano,Sicrano ou Beltrano?
Eu acho que ela vai acabar ficando com os três,simultaneamente
Esse vai ser o fato do ano
Assim,inacreditavelmente.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
177

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.