William Azevedo Rodrigues

William Azevedo Rodrigues

n. 1992 BR BR

n. 1992-10-11, Pinhais - Paraná

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Vento, verso e voz

Quis eu fazer-te uns belos versos,
Versos leves como o vento silencioso,
Que soassem musicais, num ritmo delicioso,
Mas que trouxessem consigo todo um ser:
Ser humano, ser vivo, ser amado!,
- Na doce pronúncia da tua voz,
Voz leve como o vento silencioso
Que leva as palavras proferidas:
Palavras efêmeras e frágeis,
Mas também capazes
De curar as mais profundas feridas...
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Poemas

6

Vento, verso e voz

Quis eu fazer-te uns belos versos,
Versos leves como o vento silencioso,
Que soassem musicais, num ritmo delicioso,
Mas que trouxessem consigo todo um ser:
Ser humano, ser vivo, ser amado!,
- Na doce pronúncia da tua voz,
Voz leve como o vento silencioso
Que leva as palavras proferidas:
Palavras efêmeras e frágeis,
Mas também capazes
De curar as mais profundas feridas...
524

Borboletas no Jardim

Oh Vida!
- És como o voar das borboletas...

Nossas asas se abrem
Va-ga-ro-sa-men-te...
E alçamos vôo enfim!

Nem ao certo sabemos voar
E já nos vemos
Tão pequenas borboletas em tão vasto jardim.

Mas o tempo passa!
Aprendemos a voar, e a admirar
O doce aroma do jasmim.

E quando então pensamos
Que finalmente nos acostumamos,
É chegada a hora do fim...
533

Elegia a um jovem

(à memória de Victor Pimenta)

Eu que vi corada a tua face,
E o arfar do teu peito inda jovem,
Não concebo tal desenlace,
Tal visão me causa desordem!

Como pode tão bela flor
Murchar inda em pleno verão,
No auge da beleza e esplendor,
Sem que fosse a certa sazão?

Eu que vi corada a tua face,
E o arfar do teu peito inda jovem,
Não concebo tal desenlace,
Tal visão me causa desordem!

O que houve co'a tua alma infante,
Co teu espírito jovial?
Viveste só por um instante,
E já seguiste à luz divinal!

Eu que vi corada a tua face,
E o arfar do teu peito inda jovem,
Não concebo tal desenlace,
Tal visão me causa desordem!

Porém sei que agora é feliz,
Inda mais que fora entre nós!,
Contudo é grande a cicatriz
Que deixaste ao deixar-nos sós...

Eu que vi corada a tua face,
E o arfar do teu peito inda jovem,
Sei que gozas do Seu enlace,
E que ao teu lado os anjos dormem.
562

Crônica sobre o tempo

E enquanto o Tempo
cronometrava
seus segundos e minutos
a
Eternidade
passou
correndo...
551

Vida!

...nasceu!
e então toda a poesia começou...
549

Baile de Outono

Frondosa árvore se ergue
Com suas folhas doiradas
A bailar
É o vento que vem e segue
Seu caminho incerto
Sem hesitar
Se fortalece, o pó soergue,
Em sua infinda dança
De estontear
A tal baile me quedo entregue
De alma leve e mente perdida
De tanto amar.
504

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